“Quando
estou em Macapá tenho a certeza de que a cidade está
abandonada, deixou de ser impressão há muito tempo.
Tanto o Poder Público Executivo, estadual e municipal, quanto
a maioria dos moradores tratam a cidade com descaso, e isso a deixa
feia e triste. Estou agora na cidade, julho de 2008”.
(Ivan Daniel Amanajás,
em entrevista para o blog papeldeseda.zip.net).
24-7- 2008
Quem escolhe o prefeito, gosta da cidade?
Ando muito por esses blogs e sites da Internet, na busca de coisas
interessantes que possa republicar aqui. Nessas andanças
encontro entrevistas de todos os tipos sobre os mais variados temas.
e nos mais ligados ao Amapá, sempre tem alguma coisa a ver
com a cidade de Macapá, e as respostas dos entrevistados
traduzem uma enorme tristeza diante das condições
em que Macapá se encontra. E os responsáveis pela
situação nem podem atribuir esse desencanto aos políticos
ou militantes de oposição, ou ao “governo anterior”,
porque não cola mais. O quadro é tão terrível
que os protestos saem de todos os lugares, dos cidadãos mais
modernos aos mais conservadores.
Ontem fui ler no blog da jornalista Márcia Corrêa,
o papeldeseda.zip.net uma entrevista com o jovem Ivan Daniel Amanajás,
que vive há quinze anos fora daqui, mas vem freqüentemente
para rever família e amigos. O que ele diz é doloroso
e nós precisamos tirar a maldita da conotação
político partidária de tudo o que as pessoas dizem
ou fazem.
Está faltando amor pela cidade. E o amor aí não
tem aquele sentido piegas que todo mundo usa, mas ninguém
pratica. Falta amor no sentido até do respeito pela própria
vida. Aquele do sujeito ter consciência de que a porcaria
que ele produz vai refletir na saúde dele, do filho, da mulher,
da mãe e do pai dele. Então vem a dúvida cruel:
como o cidadão comum, às vezes nem tão ignorante
como querem fazer crer, vai ter preocupações com a
cidade se os governantes não têm? Tudo isso remete
para um pensamento sinistro: estamos em ano de eleição
e quem vai eleger o novo prefeito é eleitor que vende o voto,
ou troca por qualquer coisa, joga lixo na ria, destrói o
patrimônio público, em suma, que não gosta da
cidade. Aí devemos fazer o quê?
A culpa é
do judiciário.
“Caro jornalista,
A questão do judiciário, tão grave no Brasil
de hoje, vem do fato de o país não ter sanado antigos
vícios do judiciário Ibérico. Espanha e Portugal
(nossa pobre origem) só sanaram esses vícios nos anos
1980. Estaria aí o motivo dessas duas sociedades terem dado
uma guinada tão grande desde então. Eles só
se vincularam mais profundamente à sociedade européia
depois de uma mudança profunda no Judiciário deles.
A Itália que vivia problemas enormes só torna-se o
que é depois da Operação Mãos Limpas,
que promoveu uma faxina também no Judiciário daquele
país. A América Latina em Geral – e o Brasil
em particular- continua com muitos dos defeitos de corrupção,
de clientelismo e de burocracia excessiva que nasceram no Judiciário.
É óbvio ululante que os outros Poderes, inclusive
o Legislativo, "aprimoraram" a burocracia, o clientelismo
e a corrupção. Mas o mais importante, é que
originalmente, tudo isso vem sim do Judiciário. Vejamos os
fatos históricos: No livro "A Coroa, a Cruz e a Espada",
do escritor e jornalista Eduardo Bueno, o personagem mais pitoresco
é o primeiro ministro da Justiça do Brasil, o "doutor"
Pero Borges. A história desse senhor é de arrepiar
os cabelos e explica tudo. Pero Borges foi encarregado no Governo
Geral da supervisão de um aqueduto, que ficou pela metade.
O Brasil de 450 anos atrás era muito primitivo, no qual obras
estatais ficavam sempre pela metade, pontes levavam do nada para
lugar nenhum, fábricas eram abandonadas e aquedutos esquecidos
(ainda bem que isso hoje não acontece...). Quando levantou-se
um clamor para saber porque o aqueduto não tinha sido concluído,
foram perguntar para o empreiteiro. E o cara disse: "-Ué!
Mas eu dei todo o dinheiro para o doutor Pero Borges". Naquela
época o Pero Borges já tinha direito a foro privilegiado
e a cela especial...Conseguiu adiar por três anos o início
do julgamento. Depois, foi em fim condenado a devolver metade do
dinheiro que tinha desviado e a nunca mais ocupar um cargo público.
Um ano depois da condenação, foi escolhido pelo mesmo
rei que o condenara para ser o primeiro ministro da Justiça
do Brasil. A história nos dá a certeza de que somos
frutos desses defeitos, esse núcleo canceroso de um poder
ligado ao compadrio, ao clientelismo, ao coronelismo, esse viés
de corrupção que tem origem, e não surpreende
nem um pouco, no Poder Judiciário.
Saudações, José Orair da Costa”. >>>
Comentário – Nessa parte aí de escolher pilantras
do passado recente para mandar no país do presente, não
mudou nada não. Mudou?
A responsabilidade
é do TRE.
“Li em seu site, sob o título "MP contesta
registro de 40 candidatos em Macapá”, qual como eleitor,
tenho o direito de discordar.
1 - Segundo informações do juiz Marconi Pimenta, muitos
candidatos entregaram suas prestações de contas fora
do prazo, pois bem, o grande erro do TRE foi aceitar essas prestações
fora do prazo, na medida que foi aceito, o candidato está
livre das sanções impostas, como acontece com a Declaração
do Imposto de Renda que, o contribuinte é considerado devedor,
porém, quando ele presta a informação mesmo
fora do prazo, pagando em pecúnia como forma da penalidade,
ele quitou sua obrigação.
2 - A dupla filiação, no meu ponto de vista, o TRE
é o grande culpado por essa dúvida, pois se exime
da responsabilidade, quando na verdade, é o único
responsável, pois, se sou filiado em um partido desde o inicio
do século e opto a filiar-me em outro, em data posterior
qualquer, aquela ficha inicial, por si só se anula e, aqui
vai uma dica: em uma única ficha, poderia existir lugar para
assinatura do filiado, partido e TRE, invocando assim, a responsabilidade,
porque isso é inadmissível penalizar um candidato
só porque ele não deu baixa na ficha anterior, se
a atual foi aceita para registro no TRE. Sou Raimundo Flexa da Costa,
contador, funcionário da CEA”.
Quarenta
aprovados na OAB.
Foi uma surpresa agradável diante de uma notícia
incompleta. A nota divulgada pela OAB/AP informa que quarenta, dos
quarenta e cinco bacharéis aprovados na primeira fase do
recente exame de Ordem, passaram na segunda etapa e vão poder
atuar como advogados.
A surpresa é agradável pelo número de aprovações.
Até a elaboração das provas ser feita em Brasília,
a aprovação era de porteira aberta, depois o índice
caiu verticalmente. O resultado de hoje pode indicar que os bacharéis
estão se preparando para as provas. A assessoria da OAB não
informou quantos participaram dos exames.
O resultado
do prende e solta.
A Polícia já prendeu dois dos quatro homens
que assaltaram e mataram um comerciante ontem à noite no
Loteamento Açaí. Os dois presos informaram os nomes
dos dois que se encontram foragidos, um desses, de nome Valber,
é o chefe da quadrilha, autor de dois assaltos recentes,
um deles à casa de uma delegada de Polícia e outro
no mesmo bairro, quando foi morto um policial. Pelos crimes ele
foi preso e solto posteriormente. Ontem o marginal comandou o assalto.
Quase dez horas da noite o bando invadiu a propriedade do comerciante
que se negou entregar o dinheiro, levou um tiro, acertou um tiro
em um dos assaltantes e foi morto por outros disparos.
NOTINHAS
Humberto Moreira comanda por dez dias o programa Tribuna
da Cidade, da Rádio Cidade. Carlos Lobato está na
Argentina e Paulo Silva repousa mais perto, em Belém. 
O “espírito crítico do Corrêa Neto”
aparece mais porque tenho por onde mostrar minha indignação.
Você imagina quantas pessoas existem neste país que
gostariam de dizer o que eu digo, mas não têm por onde
ou não podem fazê-lo? Então? 
O advogado Adelmo Caxias conseguiu escapar de uma endocardite, provavelmente
decorrente de uma infecção hospitalar adquirida em
Belém. Ele diz que só escapou porque Deus não
está precisando de advogados lá em cima. 
Atenção assessorias de candidatos a prefeito: façam
as agendas chegarem até as 18horas. Depois disso não
vai dar. 
O blog papeldeseda.zip.net está, digamos, animado. O que
tem de cobertura das iniciativas da Confraria Tucuju para reativar
o centro histórico é uma festa. 
Vamos ficar de olho. Quando prenderam um dos maiores banqueiros
do país, junto com um mega investidor, e mandaram buscar
outro que tinha fugido, apareceu logo um projeto para acabar com
a escuta telefônica. Regulamentar o uso da escuta e cortar
abusos é uma coisa, mas acabar com a escuta é sacanagem
pura. 
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