A 49ª Expofeira Agropecuária do Amapá, evento de negócios e entretenimento realizado pelo governo do Estado no Parque de Exposições de Fazendinha (Macapá/AP), de 31 de agosto a 9 de setembro, é vitrine para as tecnologias da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em aquicultura de pesca. Este ano, o estande da Embrapa Amapá traz uma exposição representativa dos temas sanidade de organismos aquáticos, peixes ornamentais, produção e pesca de camarão regional, controle da qualidade da água e defumação de pescado. “Esses temas serão apresentados ao visitante por meio de banners, publicações, aquários, equipamentos de controle da qualidade de água, lupa e vidros contendo amostras de parasitas”, afirma a pesquisadora Kárlia Amaral, presidente da comissão organizadora da Embrapa na 49ª Expofeira.
A ambientação do estande é outro atrativo, a exposição da Embrapa contará com decoração em grafite e acessórios de pesca. Integrante do grupo de pesquisa em aquicultura e pesca, Kárlia Amaral acrescenta que o visitante será recepcionado com a degustação de filhote de pirarucu defumado. Para isso foram providenciados 40 quilos de filhote e pirarucu, que passarão pelo processo de defumação durante o dia, na Embrapa Amapá, e à noite o produto será levado ao estande. O esmero no preparo fica por conta do pesquisador Cesar Santos e dos bolsistas Daniel Pandilha, Márcia Daady, Renan Diego da Silva e Úrsula Morales.
A Embrapa Amapá iniciou as pequisas em aquicultura e pesca em 2007, devido a grande demanda de informações cientificas relacionadas às espécies encontradas no litoral e nas águas continentais do Amapá e de apoio técnico a projetos destinados ao desenvolvimento da aquicultura e pesca no Estado. Hoje a empresa atua com uma equipe nesta área e possui cinco laboratórios e um galpão de cultivo. “A população tem muitas dúvidas sobre aquicultura, o modo correto do cultivo e a Embrapa tem informações e orientações sobre criação de peixes e camarão”, observa a pesquisadora.

Atualmente são cinco pesquisadores atuando em aquicultura e pesca na Embrapa Amapá, com especialidade nas seguintes linhas de atuação: sanidade animal (Marcos Tavares Dias); nutrição de organismos aquáticos ( Eliane Tie Oba Yoshioka); qualidade de água (Kárlia Dalla Santa Amaral); reprodução de organismos aquáticos (César Santos) e cultivo de camarão (Jô de Farias Lima). Diversas atividades são realizadas nos laboratórios e no galpão de cultivo instalados na sede do centro de pesquisa, em Macapá, e para continuar a avançando ainda em 2012 será iniciada a construção de viveiros de cultivo nos campos experimentais da Embrapa Amapá.
Confira os temas da Embrapa Amapá no estande da 49ª Expofeira
Sanidade de organismos aquáticos
A Embrapa Amapá fez um estudo das condições sanitárias em pisciculturas no Estado do Amapá, a fim de minimizar a mortalidade de peixes e aumentar a qualidade do produto fornecido pelos piscicultores da região. Para isto, foi realizado o treinamento dos produtores e técnicos extensionistas do setor para que adotem cuidados sanitários, como o monitoramento constante dos parasitos e das taxas de parasitismo dos peixes.
Produção de peixes ornamentais
O cultivo de espécies ornamentais é uma atividade com grande potencial econômico, que pode fomentar o desenvolvimento de formas alternativas de diversificação da produção aquícola no Estado do Amapá, e contribuir com o desenvolvimento sustentável pelo extrativismo controlado de algumas espécies. A Embrapa Amapá desenvolve estudos bioecológicos com a espécie de peixe ornamental Apaiari, devido estas informações serem importantes para o desenvolvimento de tecnologias de cultivo.
Cultivo e manejo do tracajá
O incentivo à aquicultura no Estado supre uma demanda ambiental, econômica e social. Com essa preocupação, a Embrapa Amapá fomenta uma proposta focada na aquicultura familiar, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Agência de Pesca do Amapá (Pescap), Prefeitura de Pracuúba e comunidades da região dos lagos do município de Pracuúba. A diretriz é trabalhar na conscientização de crianças, jovens e adultos deste município quanto ao uso sustentável dos recursos naturais, comércio e uso proveniente dos produtos gerados a partir da quelonicultura.
Produção e pesca do camarão de água doce
A Embrapa Amapá visitou comunidades de pescadores e portos locais, onde foram levantadas demandas sobre o potencial de pesca, status do estoque pesqueiro atual e as possibilidades de racionamento das espécies dos camarões locais, considerando-se o recente aumento no número de pescadores camaroeiros atuantes no Amapá, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura. Assim, buscou-se avaliar os aspectos técnicos e sócio-econômicos da cadeia produtiva e do status do estoque atual das populações de M. amazonicum e M. carcinus (camarão regional) e gerar referências para o manejo sustentável destes recursos.
Controle da qualidade da água em sistemas de produção
Peixes, crustáceos ou moluscos dependem da água para sobreviver, e qualquer alteração das características dos corpos hídricos pode comprometer a sobrevivência, reprodução e crescimento dos indivíduos cultivados. O produtor necessita monitorar parâmetros da qualidade da água na sua propriedade, a fim de que o seu empreendimento seja bem sucedido.Nos projetos de validação e aperfeiçoamento de sistemas de produção, a Embrapa Amapá enfatiza ao produtor a importância da qualidade da água, fazendo recomendações sobre construção de viveiros e práticas manejo que auxiliam na manutenção de uma boa qualidade de água e na preservação dos ecossistemas naturais.
Demonstração do processo de defumação de pescado
Um dos processos mais antigos de conservação do pescado, a defumação envolve as etapas anteriores de salga e secagem. A Embrapa Amapá realizou em 2009 capacitação de salga e defumação na colônia de pescadores do Bailique (Macapá, AP), com apoio de pesquisadores da Embrapa Pantanal. O defumador pode ser construído de forma prática e artesanal, a baixo custo, e que possibilita a conservação de aproximadamente 10kg de peixe/dia através do método de defumação, como demonstrado no banner em exposição no estande da Embrapa na 49ª Expofeira.
Dulcivânia Freitas – Jornalista DRT-PB 1.063/96
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A feira agropecuária de macapá tem que deixar de ser “causa para se tornar consequência”.Primeiro o governo deve deve apoiar os agricultores e pecuaristas para inovarem e produzirem mais, para depois mostrar.Quem deve fazer feiras é a iniciativa privada, aliás no Brasil todo é assim, o governo deve apenas apoiar.O que não pode é entrar na onda do Waldez que mostrava oque o Amapá não tinha.