Deputada Janete e Camilo Capiberibe querem PEC 391 aprovada
Cerca de 300 agentes de saúde e de endemias participaram da
sessão pública na AL
Por Eduardo Neves e Letícia Barros

Da esquerda para a direita promotor Moisés Rivaldo,
Deputada Janete Capiberibe, deputado Camilo e
deputado Valtenir Pereira do PSB-MT, Paulo Martins,
Mário Nascimento e Jó Pereira
Aconteceu na noite desta segunda-feira, 7, véspera de feriado
na Assembleia Legislativa do Amapá, audiência pública
que discutiu a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 391,
que estabelece plano de carreira e piso salarial nacional para agentes
de saúde e de endemias. A sessão pública de iniciativa
da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) em parceria com o deputado
estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), contou com a presença
do presidente da Frente Parlamentar em Apoio aos Agentes Comunitários
de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, deputado
federal Valtenir Pereira (PSB/MT).
Ao usar a palavra a deputada Janete Capiberibe, que é membro
da comissão especial que analisa a PEC 391, enfatizou que a
PEC significa o reconhecimento do trabalho dos mais de 300 mil agentes
de saúde espalhados em todo o Brasil. “Hoje cerca de
17% da categoria recebe menos de um salário mínimo,
e só através da aprovação da PEC é
que os trabalhadores terão o reconhecimento que merecem”.

Agentes de saúde e de endemias lotaram a Assembléia
Legislativa na noite de segunda-feira para debater piso salarial nacional
O deputado federal Valtenir Pereira (PSB/MT), fez a explanação
da PEC 391, além de uma contextualização histórica
do trabalho dos agentes comunitários de saúde no Brasil.
“A ideia nasceu em 1985 no estado do Ceará, em uma adaptação
ao trabalho que era realizado em Cuba. Percebeu-se que começou
a diminuir a mortalidade infantil, os casos de cólera, entre
outras doenças endêmicas” explicou o deputado Valtenir
Pereira, autor da PEC 391.
Ainda segundo o deputado socialista, a PEC sendo aprovada na Câmara
Federal e no Senado, vai estabelecer plano de carreira e piso salarial
nacional. “No mínimo o piso salarial dos agentes será
de dois salários mínimos”, completou o deputado.
Na ocasião o presidente do sindicato de endemias de Macapá,
Mário Nascimento, denunciou que desde 2007, os trabalhadores
de Macapá não recebem adicional de insalubridade. “Quem
assinou a nossa carteira de trabalho foi o ex-secretário municipal
de saúde, Emanuel Bentes. E desde então não recebemos
também o FGTS, porque o INSS informa que temos duas contas
do FGTS e quem deveria ter assinado seria o diretor de recursos humanos
e não o secretário”, disse Nascimento.
O remanejamento de agentes para outras funções, também
foi denunciado. “Tem agentes de saúde e endemias desempenhando
a função de massagista no CRTN”, denunciou um
dos agentes presentes na sessão.
Ao ouvir a denúncia, o deputado Camilo Capiberibe, disse que
irá encaminhar requerimento ao secretário de saúde,
Pedro Paulo Dias de Carvalho, e para o governador do Amapá
Waldez Góes (PDT/AP), pedindo informações a respeito
da denúncia.
Enquanto a questão da carteira de trabalho dos agentes lotados
na prefeitura de Macapá, o deputado socialista irá encaminhar
através de indicação ao prefeito de Macapá,
Roberto Góes (PDT/AP), para que seja feito o pagamento desde
2007, até o momento, do adicional de insalubridade em função
dos agentes de endemias estarem expostos ao risco de manipulação
de produtos químicos. Além de pedir providências
quanto à regularização do vínculo funcional
dos trabalhadores, visto que hoje a indefinição vem
acarretando transtorno de toda ordem. Finalmente, o deputado do PSB
vai requerer ainda fiscalização da Delegacia Regional
do Trabalho quanto ao recolhimento do FGTS pela Prefeitura de Macapá
e pelas demais prefeituras do estado.
Ao finalizar a sessão pública, o deputado estadual
Camilo Capiberibe (PSB/AP), disse que apesar da prefeitura e governo
do Estado, não terem comparecido na audiência, o parlamentar
saiu satisfeito com as informações que foram repassadas
durante a sessão. “Eu e a deputada Janete colocamos os
nossos mandatos a disposição para que a PEC possa se
torna realidade”. O deputado saudou a iniciativa da PEC, mas
ressaltou que existem direitos já consolidados em leis que
não estão sendo garantidos. É a luta política,
vamos cobrar das prefeituras os direitos que vocês têm”,
finalizou.
Participaram ainda da sessão o presidente do sindicato dos
agentes de saúde de Macapá, Jó Pereira, o presidente
do sindicato dos agentes de saúde e agentes de endemias do
município de Santana Erinelson Ladislau, o presidente do sindicato
estadual do PAC e ESF, Paulo Martins além do promotor de justiça,
Moíses Rivaldo e representantes da sociedade civil organizada.