Reunião prepara audiência pública para
discutir a PEC 391 em Macapá
Por Eduardo Neves
Na última terça-feira, 2, aconteceu reunião
preparatória no gabinete do deputado estadual Camilo Capiberibe
(PSB/AP), para a realização da audiência pública,
da próxima segunda-feira, 07, às 19h, na Assembleia
Legislativa do Amapá, que vai discutir a Proposta de Emenda
Constitucional – PEC 391, que estabelece as diretrizes de plano
de carreira e piso salarial para agentes de saúde e de combate
a endemias. Esta audiência é uma promoção
conjunta dos mandatos da deputada federal Janete Capiberibe do PSB
e do deputado estadual Camilo Capiberibe.
Durante a reunião que contou com a presença do presidente
dos agentes de endemias, Mário Nascimento, foram levantados
diversos assuntos referentes o trabalho da categoria em Macapá.
“Esta reunião é necessária para sabermos
como está o trabalho dos agentes de endemias e de saúde
no Estado, para levantarmos durante a audiência pública
da PEC 391”, esclareceu Camilo.
Segundo Nascimento, os trabalhadores tiveram como vinculo inicial
o governo federal no Programa de Agentes Comunitários de Saúde
da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Depois
eles foram descentralizados para o governo do estado e três
meses depois para os municípios no caso especifico eles foram
remanejados para os quadros da prefeitura de Macapá, sendo
que na época foram 370 trabalhadores. Em 2007 o então
coordenador da Vigilância Sanitária Emanoel Bentes assinou
a C arteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos agentes
de endemias ganhando um salário mínimo, na época
R$380.
O presidente do sindicato disse que o Ministério Público
do Trabalho orientou os agentes a requerer mudanças visto que
quem deveria ter assinado a carteira dos agentes seria o departamento
de recursos humanos da prefeitura. Além disso eles denunciaram
que desde 2007, quando tiveram a carteira assinada, os trabalhadores
não recebem adicional de insalubridade. “Porque quem
assinou foi o ex-secretário municipal de saúde, Emanuel
Bentes. E desde então não recebemos o FGTS, porque o
INSS informa que temos duas contas do FGTS e quem deveria ter assinado
seria o diretor de recursos humanos e não o secretário”,
explica Nascimento.
O presidente do sindicato, disse ainda que tenta conversar com o
atual secretário municipal de saúde, Eduardo Monteiro,
mas não consegue audiência. “O secretário
de saúde não manda nada, quem manda é o prefeito
e ele também não nos recebe”.
Ouvindo o relato dos trabalhadores, o deputado estadual Camilo Capiberibe
(PSB/AP), disse que vai fazer uma indicação ao prefeito
de Macapá, para que seja feito o pagamento desde 2007, até
o momento, em função dos agentes de endemias estarem
expostos ao risco de manipulação de produtos químicos
do adicional de insalubridade. Além de requerer providências
quanto ao vínculo funcional dos trabalhadores, visto que hoje
a indefinição vem acarretando transtorno de toda ordem.
PEC 391 – A Proposta de Emenda Constitucional,
conhecida como PEC 391 que estabelece Plano de carreira e Piso Salarial
Profissional Nacional para Agentes Comunitários de Saúde
e Agentes de Combate a Endemias, será debatido na Assembleia
Legislativa, na próxima segunda-feira, 07, às 19h. O
evento vai contar com a presença da deputada federal Janete
Capiberibe (PSB/AP), membro efetiva da Comissão Especial da
PEC 3 91 e do deputado federal Valtenir Pereira (PSB/MT) autor da
lei que estabelece o piso salarial nacional para os agentes comunitários
de saúde e aos agentes de endemias.