RESUMO PIB Municípios 2003 / 2006
Em 2006, 25% das riquezas do País vieram de apenas cinco municípios
Em 2006, a renda gerada por apenas cinco municípios - São
Paulo (SP), 11,9%, Rio de Janeiro (RJ), 5,4%, Brasília (DF),
3,8%, Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR), 1,4%, ambos - correspondeu
a aproximadamente um quarto de toda a geração de renda
do País. Já a renda agregada dos 50 municípios
com os maiores PIB (onde residiam 30,1% da população)
alcançou a metade do PIB do País, enquanto os 1 359
municípios com os menores PIB responderam por 1% do PIB do
País e concentraram 3,4% da população.

Os cinco municípios de menor PIB em 2006 foram: São
Félix do Tocantins (TO), Quixabá (PB), Olho D'Água
do Piauí (PI), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo
Antônio dos Milagres (PI), em ordem decrescente. Agregados,
estes municípios representavam aproximadamente 0,001% do Produto
Interno Bruto do País.

Em 2006, os 10% dos municípios com maior PIB geraram 24,4
vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB
(tabela 5). O Sudeste apresentou os maiores indicadores ao longo da
série. Nesta região, excluindo-se os municípios
de São Paulo e Rio de Janeiro, a concentração
continuou a mais alta (25,0) dentre todas as regiões. Em outro
extremo, as Regiões Nordeste, Norte, e Sul apresentaram os
menores coeficientes de dispersão, 12,4, 13,0 e 13,1, respectivamente.
Na Região Centro-Oeste, ficou evidente a concentração
devido a Brasília (Distrito Federal).
Concentração do PIB também é alta
nas regiões Norte e Nordeste
Na maioria dos estados das Regiões Norte e Nordeste, os cinco
maiores municípios concentravam mais do que 50% do PIB estadual.
As exceções – que pouco diferem - foram Tocantins
e Bahia, com 47,3% e 48,0%, respectivamente. O Sudeste não
apresentou padrão específico, mas os cinco maiores municípios
do Espírito Santo e do Rio de Janeiro concentravam mais de
65% do PIB dos seus estados. Nas Regiões Sul e Centro-Oeste
do País, essa concentração era bem menor, exceto
em Mato Grosso do Sul (55,3%).
O Amapá tinha a maior concentração do País:
em 2006, seus cinco maiores municípios participavam no PIB
do estado com 88,3%. O Amazonas (87,7%) veio a seguir. Em outro extremo,
encontravam-se Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (36,6%,
35,3% e 36,2%, respectivamente).
Florianópolis (SC) é a única capital
que não tem o maior PIB de seu estado
Com relação à participação das
capitais na economia brasileira, em 2006, São Paulo (SP) ocupou
a primeira posição e Palmas (TO), a última. Florianópolis
(SC) era a única capital que não ocupava a primeira
posição dentro do seu estado, onde o município
de maior PIB em toda série foi Joinville.
As capitais representavam 34,4% da renda nacional, sendo que as capitais
da Região Norte foram responsáveis por 2,5%, as do Nordeste,
4,5%, as do Sudeste, 19,4%, as do Sul, 2,9% e as do Centro-Oeste por
5,1%.

Santa Catarina era o estado menos dependente de sua capital, que
contribuiu, em toda a série, com praticamente 7% do PIB do
estado. O Amazonas era o estado mais dependente: Manaus contribuiu
em mais de 80% para o PIB do estado, em toda a série.
Com o desenvolvimento econômico do Norte Fluminense, a economia
do estado do Rio de Janeiro vem diminuindo sua dependência da
capital que, de 53,1% em 2002, passou a contribuir com 46,5% da economia
estadual, em 2006.
Entre os municípios com participação acima de
0,5% no PIB do país, Campos (RJ) teve o maior crescimento
A análise dos ganhos e perdas na participação
percentual do PIB de 2006 em relação a 2005 considerou
os 23 municípios com pelo menos 0,5% do PIB nacional. Os maiores
ganhos ocorreram em: Campos dos Goytacazes (RJ) (0,2%); Betim (MG)
(0,1%); Barueri (SP) (0,1%); Manaus (AM) (0,1%); e Guarulhos (SP)
(0,1%). O ganho de participação de Campos dos Goytacazes
deveu-se ao aumento de produção de petróleo e
gás natural e à alta no preço do barril. Em Betim,
ocorreu expansão na indústria automobilística,
de autopeças, metal-mecânica e, especialmente, no refino
de petróleo, além de expressivo aumento do comércio
atacadista.

Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, tem
intensa atividade industrial e vem ganhando relevância por concentrar
empresas voltadas aos serviços de informação
e, também, como grande centro comercial. Em Manaus, estava
concentrado o Pólo Industrial do Amazonas. Guarulhos possuía
indústria diversificada com destaque para os segmentos de máquinas
e de equipamentos, metal-mecânico e material elétrico.
Considerando-se todos os municípios, entre 2005 e 2006 os maiores
ganhos de posição ocorreram em Doutor Ulysses (PR),
Igarapé do Meio (MA), Boa Vista do Cadeado, Coxilha e Capão
do Cipó (todos no RS), principalmente devido à atividade
agropecuária. As maiores perdas de posição foram
detectadas em Albertina (MG) e Sambaíba (MA).
Araporã (MG) tem o maior PIB per capita do País
e Guaribas (PI), o menor
Araporã (MG), município com cerca 6 mil habitantes,
localizado no Triângulo Mineiro, possuía a maior hidrelétrica
do seu estado e, em relação ao ano anterior, ocorreu
aumento na geração de energia. São Francisco
do Conde (BA) abrigava a segunda maior refinaria em capacidade instalada
de refino do País. O município de Triunfo (RS) era sede
de um pólo petroquímico importante e pertencente à
Região Metropolitana de Porto Alegre. Quissamã e Rio
das Ostras (ambos no RJ) tinham como atividade principal a extração
de petróleo e gás natural. Louveira (SP) concentrava
centros de distribuição de grandes empresas e vinha
aumentando a sua participação no estado. Gavião
Peixoto (SP), devido à instalação de uma indústria
aeroespacial, vinha ganhando posição no PIB per capita
ao longo da série. Em Porto Real (RJ) há uma indústria
automobilística. O aeroporto internacional de Confins (MG)
recebeu a maior parte dos vôos do aeroporto em Belo Horizonte,
vinha ganhando posição desde 2005. Em Fronteira (MG),
está a segunda maior hidrelétrica do estado.

Em 2006, Guaribas (PI) possuía o menor PIB per capita entre
os 5.564 municípios brasileiros (R$ 1 368,35), e a administração
pública representava 52% da sua economia. Na faixa de 1% dos
municípios com os menores PIB per capita do País encontravam-se
56 municípios com valor inferior a R$ 1 813,17. Dez deles estavam
no Pará e o restante, na Região Nordeste: Maranhão
(15), Piauí (15), Ceará (1), Alagoas (3) e Bahia (12).
Entre as capitais, destaca-se Vitória (ES), com o maior PIB
per capita, com Brasília (DF), São Paulo (SP), Porto
Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) a seguir. Apesar de Vitória
ter o PIB per capita mais alto dentre as capitais, foi o segundo maior
PIB per capita dentro do seu estado, atrás do município
de Anchieta (ES).
Todas as capitais do Sudeste e Sul (e nenhuma do Nordeste) tinham
PIB per capita superior ao brasileiro. No Norte, a única capital
com PIB per capita superior ao brasileiro foi Manaus (AM) enquanto
no Centro-Oeste, Campo Grande (MS) era a única capital com
PIB per capita inferior ao brasileiro.

São Mateus (ES) teve o maior valor adicionado da agropecuária
Em 2006, 186 municípios agregavam aproximadamente 25% do valor
adicionado da agropecuária do Brasil, enquanto 651 municípios
brasileiros agregavam apenas 1%. Os 18 municípios com os maiores
valores adicionados da agropecuária, juntos, representavam
aproximadamente 5% do total, em 2006.

São Mateus (ES), com produção anual de 2,7 milhões
de m³ de madeira, segundo a Pesquisa de Extrativa Vegetal e Silvicultura
(PEVS 2006), foi destaque em florestas plantadas para fabricação
de papel e celulose.
Campo Verde e Sapezal, ambos no Mato Grosso, continuaram em destaque,
apesar do menor volume e dos preços mais baixos da soja, do
milho e do algodão herbáceo, segundo a PAM 2006. São
Desidério (Bahia), é grande produtor de algodão
herbáceo e soja. Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) destacavam-se
na produção de frutas de alta qualidade, direcionadas
principalmente à exportação. Em 2006, Petrolina
assumiu a liderança nacional na produção de uvas.
Uberaba (MG), maior produtor estadual de cereais, principalmente milho,
foi o 10º maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil,
segundo a PAM 2006.
São Paulo, Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro têm
o maior valor adicionado da Indústria
Apenas dez municípios - São Paulo (SP), Campos dos Goytacazes
(RJ), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Betim (MG), Duque de Caxias
(RJ), São Bernardo do Campo (SP), Guarulhos (SP), São
José dos Campos (SP) e Curitiba (PR) - concentravam 25% do
valor adicionado da Indústria. Metade do valor adicionado da
Indústria vinha de 57 municípios, e 1% do valor adicionado
da Indústria vinha de 2 526 municípios.
São Paulo e Rio continuam responsáveis por
25% do valor adicionado dos Serviços
Ao longo da série não houve modificação
na composição dos municípios que agregavam até
25% do valor adicionado dos Serviços: São Paulo e Rio
de Janeiro, onde residiam 9,2% da população brasileira
em 2006.
Em 2006, 36 municípios (16 capitais) detinham metade do valor
adicionado dos Serviços, e 1 362 municípios respondiam
por 1%. A concentração dos Serviços nas capitais
era bastante alta: 40,3% em 2006.

Mais de 30% dos municípios brasileiros dependiam economicamente
da Administração Pública
Em 32,7% dos municípios brasileiros, mais de um terço
da economia dependia da Administração Pública.
Em Uiramutã (RR) e Poço Dantas (PB) os pesos da Administração
Pública na economia chegavam, respectivamente, a 78,5% e a
71,0%.
Em todos os municípios de Roraima, a Administração
Pública teve peso superior a 37% e, no Amapá, ela foi
superior a 35% em todos eles, com exceção de Serra do
Navio. Em 2006, o peso da Administração Pública
no PIB do Brasil foi de 13,1%.
Seis municípios concentravam 50% da renda gerada pela
Região Norte
Em 2006, a renda gerada por apenas seis municípios - Manaus
(AM), Belém (PA), Porto Velho (RO), Barcarena (PA), Macapá
(AP) e Paraupebas (PA) - equivalia a 50% de toda a renda da Região
Norte.
Os três maiores PIB per capita da Região Norte eram Canaã
dos Carajás, Barcarena e Paraupebas, todos no Pará.
Manaus estava em oitavo lugar nesse ranking.
Quatro municípios eram responsáveis por 24,5%
da economia do Nordeste
Em 2006, a renda gerada por apenas quatro municípios –
Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e São Luiz (MA)
– correspondeu a 24,5% de toda a renda da Região Nordeste.
Os quatro maiores PIB per capita do Nordeste foram São Francisco
do Conde (BA), Ipojuca (PE) e Guamaré (RN) e Camaçari
(BA).
14 municípios geraram metade da renda do Sudeste
Em 2006, apenas 14 municípios geraram aproximadamente 50% de
toda a renda do Sudeste, sendo que apenas o município de São
Paulo foi responsável por 21% dessa renda.
Araporã (MG), Quissamã (RJ) e Louveira (SP) eram os
três maiores PIB per capita da Região.
Cinco municípios concentravam 25% do PIB da Região
Sul
Em 2006, apenas cinco municípios geraram aproximadamente 25%
de toda a renda do Sul: Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Joinville
(SC), Canoas (RS) e Caxias do Sul (RS). Aproximadamente 50% de toda
a renda da Região Sul vinha de 27 municípios.
Triunfo (RS), Garruchos (RS) e São Francisco do Sul (SC) eram
os maiores PIB per capita da região.
Goiânia (GO) e Campo Grande (MS) concentravam 20% da
renda do Centro-Oeste (exclusive Brasília)
Excluindo-se Brasília, que representava 43% do PIB do Centro-Oeste,
a renda gerada por Goiânia (GO) e Campo Grande (MT) correspondeu
a aproximadamente 20% de toda a renda da Região em 2006.
Campos de Júlio (MT), Alto Taquari (MT) e Sapezal (MT) eram
os três maiores PIB per capita do Centro-Oeste e, entre os dez
maiores, oito municípios pertenciam ao Mato Grosso.
Rede urbana de Brasília tem o maior PIB per capita
Os cinco anos da série do PIB dos Municípios brasileiros
também foram analisados segundo as Regiões de Influência
das Cidades . Em sua mais recente edição, foram identificadas
pelo IBGE 12 redes urbanas comandadas pelas metrópoles : São
Paulo (1 120 municípios), Rio de Janeiro (294 municípios),
Brasília (318 municípios), Manaus (72 municípios),
Belém (166 municípios), Fortaleza (806 municípios),
Recife (696 municípios), Salvador (505 municípios),
Belo Horizonte (731 municípios), Curitiba (698 municípios),
Goiânia (369 municípios) e Porto Alegre (763 municípios).
A rede de São Paulo respondeu, em 2006, por 39,3% do PIB nacional,
e apresentou, dentre as redes urbanas, a maior redução
na participação em relação a 2002, quando
contribuiu com 40,0%. O PIB per capita da rede era R$ 12 005 em 2002
e passou a R$ 17 772 em 2006, valores bem superiores aos nacionais,
R$ 8 378 e R$ 12 688 em 2002 e 2006, respectivamente.
Em 2006, a rede do Rio de Janeiro correspondeu a 14,6% do PIB nacional,
crescendo em relação a 2002, 14,2%. O PIB per capita
da rede (R$ 10 373, em 2002) passou a R$ 16 272 em 2006, valores superiores
aos nacionais. A participação do município do
Rio de Janeiro no PIB total da rede caiu de 43,5% em 2002, para 37,0%
em 2006. O PIB per capita do município, entretanto, manteve-se
superior ao da rede, embora com menor crescimento no período,
R$ 15 263, em 2002 e R$ 20 851, em 2006.

No período 2002-2006, a rede de Brasília manteve estável
sua participação no PIB nacional: 6,5% em 2002 e 6,6%
em 2006. O PIB per capita da rede era R$ 10 530 em 2002 e passou a
R$ 15 683 em 2006, valores superiores ao nacional. O PIB per capita
da capital nacional, que comanda a rede, era muito superior ao da
rede, R$ 25 747, em 2002 e R$ 37 600, em 2006, e a concentração
da capital no PIB do total da rede era grande: 58,2% em 2002, e 57,3%
em 2006.
}
Houve estabilidade na participação do PIB nacional da
rede de Curitiba: 9,8% em 2002 e 9,7% em 2006. O PIB per capita da
rede era R$ 9 304 em 2002 e passou a R$ 14 048 em 2006, valores superiores
aos do nacional. O PIB per capita do município de Curitiba,
que comanda a rede, era maior que o da rede, R$ 12 152, em 2002 e
R$ 17 977, em 2006, e a participação do município
no PIB total da rede era de 14,0% tanto em 2002 quanto em 2006.
Em 2006, a rede de Porto Alegre reduziu sua participação
do PIB nacional em relação a 2002 e passou de 10,0%
para 9,6%. O PIB per capita da rede era R$ 9 874 em 2002 e R$ 14 420
em 2006, valores superiores ao nacional. A participação
do município de Porto Alegre, que comanda a rede, no PIB total
da rede, foi levemente reduzida de 13,8% em 2002 para 13,3% em 2006.
O PIB per capita deste município era superior ao da rede, R$
14 650 em 2002 e R$ 20 900 em 2006.
A rede de Belo Horizonte respondia por 7,2% do PIB nacional em 2002
e passou a 7,6% em 2006. O PIB per capita da rede era R$ 6 624 em
2002 e passou a R$ 10 638 em 2006, valores inferiores ao nacional.
O PIB per capita do município de Belo Horizonte, que comanda
a rede, manteve-se superior ao da rede, mas com menor crescimento
no período: R$ 9 077 em 2002 e R$ 13 636 em 2006. Na rede de
Belo Horizonte, a participação desse município
no PIB total caiu de 19,6% em 2002 para 18,2% em 2006.
A rede de Recife respondeu por 4,8% do PIB nacional em 2002 e 2006.
O PIB per capita da rede era R$ 3 948 em 2002 e passou a R$ 6 078
em 2006, valores inferiores ao nacional. A participação
do município de Recife, que comanda a rede, no PIB total da
rede apresentou queda de 17,7% em 2002 para 16,0% em 2006. O PIB per
capita do município, manteve-se superior ao da rede, R$ 8 639
em 2002 e R$ 12 091 em 2006.
Entre 2002 e 2006, a rede de Salvador permaneceu estável na
participação do PIB nacional, 4,8% em 2002 e 4,7% em
2006. O PIB per capita da rede era R$ 4 531, em 2002 e R$ 6 925, em
2006, valores inferiores ao nacional. O PIB per capita do município
de Salvador, que comanda a rede, entretanto, manteve-se superior ao
da rede mas com menor crescimento no período, R$ 6 420 em 2002
e R$ 8 870 em 2006. A concentração deste município
no PIB total da rede decresceu, passando de 23,2%, em 2002 para 21,4%,
em 2006.
Houve pequeno aumento na participação no PIB nacional
da rede de Fortaleza entre 2002, 4,4% e 2006, 4,6%. O PIB per capita
da rede que era de apenas R$ 3 286, em 2002 passou a R$ 5 264, em
2006, mas permaneceu com o menor valor dentre as redes. O PIB per
capita do município de Fortaleza, que comanda a rede, manteve-se
superior ao da rede, mas com menor crescimento, R$ 6 410 em 2002 e
R$ 9 325 em 2006. A concentração do município
de Fortaleza no PIB total da rede caiu de 22,3% em 2002 para 20,7%
em 2006.
A rede de Goiânia pouco alterou sua participação
do PIB nacional, 2,9% em 2002 e 2,8% em 2006. O PIB per capita da
rede era R$ 7 058 em 2002 e R$ 10 365 em 2006, valores inferiores
ao nacional. A concentração do PIB total da rede no
município de Goiânia, que comanda a rede, manteve-se
em 23,8% em 2002 e 2006. O PIB per capita deste município era
superior ao da rede: R$ 8 864 em 2002 e R$ 13 006 em 2006.
Em 2006, a rede de Belém apresentou participação
no PIB nacional muito próxima a de 2002, 2,1% e 2,0%, respectivamente.
O PIB per capita da rede era R$ 4 072 em 2002 e passou a R$ 6 404
em 2006, valores bem inferiores ao nacional. O PIB per capita do município
de Belém, que comanda a rede, é superior ao da rede,
R$ 5 815 em 2002 e R$ 8 765 em 2006. Contudo, a concentração
no município de Belém do PIB total da rede decresceu
de 26,9%, em 2002 para 25,3%, em 2006.
A rede de Manaus em 2006 representou 1,8% do PIB nacional, tendo crescido
em relação a 2002, 1,6%. Com valor inferior ao nacional,
o PIB per capita da rede cresceu de R$ 7 344 em 2002 para R$ 11 742
em 2006. Em relação ao PIB total dessa rede, o município
de Manaus, que comanda a rede, apresentou extrema concentração,
74,8% e de 75,5%, em 2002 e 2006, respectivamente. O PIB per capita
do município, além disso, superou em muito o da rede,
R$ 11 765 em 2002 e R$ 18 902 em 2006.
1) Os municípios foram ordenados decrescentemente em
relação ao PIB. Em seguida, agregou-se o PIB dos 10%
dos municípios que mais contribuíram para o total. Este
é o numerador do índice. O denominador é composto
pela agregação do PIB dos 50% dos municípios
com menor contribuição na produção.
2) Disponível na página do IBGE na intenet em
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/regic.shtm
3) Metrópoles – são os 12 principais centros urbanos
do País, que se caracterizam por seu grande porte e por fortes
relacionamentos entre si, além de, em geral, possuírem
extensa área de influência direta.