Macapá: intedição de rua é uma vergonha

Em uma sociedade nossa, toda pessoa tem o direito de ir e vir aonde lhe aprouver, no seu dia a dia, na sua comunidade, na sua cidade, no seu país, não sendo passível de nenhuma forma que lhe impeça de chegar ao seu destino, destino esse, que principalmente os municípios, devem de todas as formas facilitar a mobilidade, de modo que dificuldades sejam amainadas, que obstáculos sejam retirados, que todo o aparato para facilitar a locomoção, principalmente de portadores de necessidades especiais, sejam colocadas a disposição desses, que a mobilidade através de uma rede de transporte urbano seja eficiente e oferte o que de melhor possa, para que esse transporte seja o mais cidadão possível, trazendo conforto, tranqüilidade e segurança aos usuários, que a cidade esteja sempre preparada e sempre se preparando para que os seus munícipes tenham a paz de quando precisarem se locomover que o faça com a maior tranqüilidade e realmente pratique esse direito como verdadeiro cidadão e cidadã.

No município de Macapá, esse direito sagrado é freqüentemente, insistentemente e vergonhosamente desrespeitado, pois se está criando uma cultura maldosa, mal educada, estúpida de se interditar as ruas do município por motivos que confrontam com o direito dos cidadãos no seu locomover, pois na maioria das vezes essa interdição se faz tornando as principais vias de Macapá em um verdadeiro mostruário de mercadorias para negócios, como veículos, academias de ginástica, universidades particulares e outras, visando o lucro, notadamente uma estupidez, por que o cidadão ao se depara com tal situação, voltas terá que dar para chegar ao seu destino, sendo idoso ou não, sendo gestante ou não, sendo criança, jovem ou não, sendo doente, cadeirante ou não. Outra situação bizarra, é a interdição da via pública, para a comemoração do aniversário de políticos, altos funcionários públicos, grandes comerciantes, que ao procederem dessa forma estão lesando os munícipes, pois todas as vias, ruas, avenidas, vielas e até as vergonhosas passarelas de madeira, são construídas com o erário público, são construídas com os impostos pagos por todos os cidadãos e portanto, não são propriedade privada para que possam ser interditadas.

A interdição de uma rua trás muitos transtornos para o cidadão, mas o principal transtorno é ver que o seu direito está sendo cerceado, é ver o direito do outro avançar sobre o seu e assim tornar-se refém de uma coisa que não lhe apraz, principalmente na questão do seu direito de locomoção. Macapá precisa urgentemente que seus governantes sejam sensíveis a está situação vexatória e inescrupulosa, que se preciso for atualize legislações, proponha decretos, não só regulamentando, mas revogando qualquer legislação que autorize esse disparate, que a interdição de ruas e avenidas se dê apenas e somente apenas, quando o interesse público assim o exigir, com critérios, com estudos, com sabedoria, sem infringir direitos, sem comprometer a cidadania dos munícipes, visando notadamente o interesse, a satisfação, a necessidade pública, pois agindo assim Macapá estará avançando na sua modernidade, por que é moderno a não interdição de ruas e avenidas, estará contribuindo, e muito, com a população nas questões de sua mobilidade e mais ainda, o respeito aos seus cidadãos estará presente os tornando orgulhosos do município no qual residem, pois direitos estão sendo respeitados e assim o acesso a querida Igreja Matriz de São José, padroeiro de Macapá, estará mais fácil e mais agradável de lá se chegar.

Professor Alcides de Oliveira
alcides.oliveira2005@ig.com.br