Artista amapaense é premiado
pela União Nacional dos Artistas Plásticos
O artista plástico Raimundo Pantaleão participou
do XXXIII Salão Alberto Santos Dumont, que premia os melhores
artistas de todo o Brasil e trouxe dois troféus para o Estado
Ana Pinheiro
O
artista plástico Raimundo Pantaleão Gurjão, conhecido
como Pantaleão, participou do XXXIII Salão Alberto Santos
Dumont, evento realizado pela União Nacional dos Artistas Plásticos
(Unap), no período de 10 a 17 de agosto, em São Paulo,
e foi premiado entre os melhores artistas do Brasil.
Segundo Pantaleão, a indicação surgiu devido
a três de suas obras terem sido catalogadas no Anuário
de Artistas Plásticos do Brasil, onde ficaram expostas durante
três meses, no Museu de Artes de São Paulo (Masp), que
tem visibilidade nacional e internacional e, assim, foram percebidas
pela Unap. Além disso, o artista teve uma de suas obras vendidas
ao Senador José Sarney.
“Fui a São Paulo para receber a Medalha de Mérito
Artístico e Cultural pelos serviços prestados à
Arte Nacional Brasileira e tive uma surpresa, duas de minhas obras
que participavam do Salão foram premiadas. Uma escultura intitulada
Cochicho, com estrutura de madeira, pigmentos minerais e tinta acrílica,
foi premiada com o Troféu de Bronze; a outra, Carregadores
de Açaí, foi premiada com a Palheta de Prata. Fui o
único artista da Amazônia a participar do evento e o
mais premiado do Salão”, disse Raimundo Pantaleão.
As obras foram avaliadas pela Comissão Organizadora do Salão,
composta por cinco pessoas. De acordo com o artista sua inspiração
vem da realidade amapaense e em suas obras mostra o cotidiano do povo.
Parte dessa inspiração foi vivenciada na infância,
na adolescência e na maturidade. Graduado em Artes Plásticas,
em sua conclusão de curso, defendeu o tema ‘Cerâmica
Rústica e Utilitária do Maruanum’, comunidade
quilombola a qual homenageia e onde o Sebrae vem trabalhando questões
antropológica e social.