Manaus: TRE vai às ruas por eleições
limpas
Mário Adolfo Filho
Direto de Manaus
Uma situação inusitada chamou a atenção
no cruzamento das Avenidas Paraíba com Efigênio Salles,
em Manaus, na tarde de ontem. Sem se importar com o calor excessivo,
o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ari Moutinho, foi
às ruas pedir aos eleitores uma eleição limpa.
Além dele, também participaram da panfletagem a presidente
do pleito eleitoral, Maria Eunice, além de outros funcionários
do tribunal.
De acordo com o presidente, o objetivo de falar diretamente com
o eleitor foi de conscientizar as pessoas para um pleito de bom senso
e sem assistencialismo, ainda tradicional em Manaus, principalmente
nas áreas mais periféricas. "Queremos que as pessoas
votem pensando no coletivo e não em troca de favores, o que
é muito comum", disse o desembargador.
Em seguida, Moutinho, Maria e Eunice e os demais funcionários
foram à Avenida Djalma Batista, onde o fluxo de veículos
também é intenso, para distribuir a Cartilha do Eleitor
aos motoristas que passavam."A sociedade é muito ausente
do processo eletivo. O panfleto leva a pessoa à reflexão",
disse Maria Eunice.
Para a vice-presidente do TRE, Graça Figueiredo, o Tribunal
vem fazendo um grande esforço que resulte nas eleições
mais limpas da história de todo o Estado. Ela lembra que todos
os juízes dos 62 municípios e chefes de cartórios
já passaram por instruções para não se
envolverem de forma emocional no dia 5 de outubro.
"No interior do Amazonas, muitas vezes, os juízes acabam
se envolvendo de alguma forma, pois é um pólo de poder
que se estabelece na cidade. Pedimos para que eles participem somente
de forma institucional. A conscientização deve começar
por nós para depois atingir a sociedade", afirma Graça
Figueiredo.
A Cartilha do Eleitor está sendo distribuída em todo
Brasil. Somente em Manaus, já foram entregues 56 mil aos eleitores.
Um dos tópicos da cartilha afirma que o candidato disposto
a comprar votos, segundo a campanha nacional, está pensando
em ser eleito para praticar atos ilegais em proveito pessoal. "Estamos
pedindo para que o eleitor investigue o passado do candidato em que
vai votar", finaliza Ari Moutinho.