Nesta sexta tem Sarau do Largo dos Inocentes
A arte invade o Largo dos Inocentes nesta sexta-feira (29). É
o II Sarau da Confraria Tucuju que vem celebrar as noites de verão
em Macapá. Será mais uma grande seresta com exposição
de artes plásticas, poesias, obras da literatura amapaense,
artesanato, mostra do folclore regional, gastronomia e música.
A partir das 18 horas, quando o sol estiver se derramando no horizonte,
começa no Largo a movimentação cultural.
Às 20 horas entram em cena os shows de música ao vivo.
Esse horário respeita a celebração religiosa
da Matriz de São José, nosso cenário a céu
aberto. O primeiro show será com a cantora Silmara, vocalista
da Banda Negro de Nós, que fará apresentação
solo cantando Música Popular Brasileira. Em seguida, Finéias
e Banda, com repertório nacional, incluindo Bossa Nova. Todas
as atrações musicais do Sarau incluem em seu repertório,
com ênfase, a música brasileira feita por compositores
do Amapá.
Nas artes plásticas: O Sarau trará este mês
exposições dos artistas plásticos Deco, Wagner
Ribeiro, Da Gama, Honorato, M. Silva, Pantaleão e Herivelton.
Na poesia: Homenagem especial à poetisa Aracy de Mont’Alverne,
organizada pela também poetisa Elizabeth Soares; varais de
poesia e declamações.
Na literatura: Lançamento do livro de bolso "Zero Voto”,
de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins, um divertido jeito
de contar causos da política local. Tenda com exposição
do acervo de literatura amapaense da Biblioteca Pública Eucy
Lacerda.
No artesanato: Exposição e comercialização
de peças produzidas pelos artesãos Firmina (bonecos
e bijuterias), Socorro (chapéus e sandálias), Jejê
(cordões e anéis de sementes), Edicléia (camisas
e bijuterias), Esmeraldina (bonecas e camisas) e Margareth (camisas.
No folclore: História, indumentária, instrumentos
e artefatos do Marabaixo.
Na música: A Associação dos Músicos
e Compositores do Amapá – AMCAP participa do Sarau expondo
e comercializando CDs e DVDs de artistas amapaenses.
Os shows:
Silmara Lobato, aos 15 anos começou a cantar profissionalmente
nas noites de Macapá, integrando a Banda Moara, onde permaneceu
por dois anos. Em 1997 saiu para participar do projeto "Batuquerada",
cantando na banda de mesmo nome por 3 meses. Com o fim do projeto,
cantou durante 6 meses na extinta Banda Sigma do Oitante, onde juntamente
com vários músicos gravou a canção "Meninas
do Amazonas", primeiro trabalho registrado em CD.
Essa música fez com que fosse convidada para participar como
intérprete no II Femac (Festival Macapaense da Canção)
onde se destacou como revelação. Após breve carreira
solo, retornou a Banda Moara onde permaneceu por mais um ano. No fim
de 1998 foi convidada para gravar o CD de um grupo que seria lançado
no início do ano seguinte, e trazia a idéia inovadora
para a época de uma mulher no vocal. Aceitou o convite e passou
a integrar a Banda Negro de Nós onde canta até hoje.
Completamente eclética e fã de artistas diversos (de
Caetano a Legião Urbana), vê com enorme alegria a oportunidade
de interpretar as pérolas da MPB que tanto gosta de ouvir.
Com repertório grandemente variado, neste show intimista promete
fazer aquilo que mais gosta e que lhe rende momentos de extrema satisfação:
cantar, interpretar, viver a música.
Finéias Reis, é músico, arranjador e produtor
musical. Iniciou na música dentro de casa com seu pai, o professor
e mastro Tiago Reis. Aos 15 anos tornou-se músico profissional
da noite tocando os mais diversos estilos. Durante três anos,
em Cayenne, Guiana Francesa, fez parte da banda New Star. Integrou
a banda que acompanhava o cantor Kzan Nery e também a banda
The Tramp’s. Mais tarde integrou a banda Brind’s, onde
permaneceu por sete anos ao lado do músico Vanildon Leal. Tocou
com os maiores nomes da música no Amapá como a cantora
Patrícia Bastos. Tem um trabalho instrumental inovador com
a banda Amazon Music e recentemente coordenou o I Festival de Música
Instrumental do Amapá.
O Sarau do Largo dos Inocentes nasceu para recriar no centro histórico
de Macapá o sentimento de amor pela cidade, através
das artes e do resgate da memória.
Márcia Corrêa
Jornalista
Em 27/08/08