MP reúne representantes das empresas MPBA e MMX
Na última sexta-feira (22/08/2008), os Promotores de Justiça
Afonso Guimarães, da Promotoria de Justiça de Serra
do Navio, e Ivana Cei, da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente
e Conflitos Agrários da Comarca de Macapá, reuniram
representantes das empresas MPBA e MMX, para apresentar o relatório
técnico e conclusivo da consultoria contratada pelo MP para
levantar eventuais danos ambientais ocorridos nas regiões de
Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, em razão da implantação
dos projetos de mineração de ferro e ouro na região
pelas referidas empresas.
Durante a reunião, o Professor Milton Matta, da Universidade
Federal do Pará, fez a exposição dos trabalhos
de campo realizados e assoreamento dos Igarapés William, Mário
Cruz, Taboca e Silvestre, com alta turbidez da água, decorrente
do carreamento de sedimento (terra) e acúmulo no leito do rio;
a interrupção de 14 cursos de água pela abertura
da estrada de acesso ao Projeto Ferro-Amapá, da empresa MMX,
sem a construção de passagens da água, implicando
o represamento desses cursos de água.
Após a apresentação dos resultados da pesquisa,
o Ministério Público Estadual propôs às
empresas MPBA e MMX a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) como medida de controle dos danos ambientais, solicitando as
seguintes medidas: a imediata implementação de planos
de contenção de sedimentos para os cursos de água,
especialmente para o Igarapé William; a construção,
pela empresa MMX, de passagens para os cursos de água interrompidos
na estrada de acesso ao Projeto Ferro-Amapá, e o custeio de
um plano de monitoramento ambiental para um período de 12 meses,
no valor líquido estimado de R$ 604.970,00 (seiscentos e quatro
mil novecentos e setenta reais).
Segundo o Promotor de Justiça Afonso Guimarães, o TAC
tem o objetivo de fazer com que as empresas adotem medidas que beneficiem
a região, proporcionando, assim, melhor qualidade de vida aos
moradores. “Caso as empresas não concordem com o TAC,
o Ministério Público ingressará com Ação
Civil Pública na justiça para fazer com que esses danos
ambientais sejam cessados, e recuperar aqueles que necessitam, além
de ser exigido o pagamento de multa”, comenta o representante
ministerial.
O MP irá reunir com os representantes das empresas MPBA e
MMX, para discutir e firmar o Termo de Ajustamento de Conduta, nesta
sexta-feira (29/08/2008), às 9h, no auditório da Procuradoria-Geral
de Justiça.