Atentado contra a vida de Joinville Frota, candidato a prefeito
pelo PSTU em Macapá
Por volta de 02h45 da madrugada deste sábado, dia 23 de agosto,
ocorreu uma tentativa de incendiar a casa de Joinville Frota, candidato
à prefeito do município de Macapá pelo PSTU,
e presidente licenciado do Sindicato dos Rodoviários do Amapá
(SINCOTTRAP).
Um grupo pulou o muro de sua residência e lançou na
parede da casa uma bomba caseira, feita com uma garrafa de gasolina
e um pedaço de pano em chamas, um coquetel molotov. O fogo
se espalhou pela parede e só com muito esforço foi controlado
pelo próprio Frota e sua filha. O incêndio poderia ter
tirado a vida do presidente do SINCOTTRAP e de toda a sua família.
Este é o quarto atentado contra Frota e dirigentes do Sindicato.
O primeiro ocorreu em 2003 com a invasão da sede do sindicato,
o segundo foi a emboscada contra a vida de sua companheira e diretora
sindical, e o terceiro ocorreu no início do ano com a tentativa
de incêndio à sede do sindicato.
QUEM SÃO OS RESPONÁVEIS POR MAIS ESTE ATO CRIMINOSO?
No momento não podemos afirmar, ou mesmo apontar algum suspeito.
O certo é que esse ato criminoso acontece dois dias antes de
uma paralisação em duas empresas de ônibus (Viação
Amapaense e Capital Morena), que vai ser feita pelos trabalhadores
contra o descumprimento do acordo coletivo e pelo plano de saúde,
e alguns dias antes de audiência na justiça, onde o sindicato
acionou empresas de ônibus da região. Tudo isso só
vem confirmar a regra de que todos os atentados acontecem em períodos
em que a categoria está em luta salarial.
Frota está à frente de um dos sindicatos mais combativos
do Estado. O sindicato que junto com a categoria há anos trava
uma luta permanente contra os empresários em defesa dos direitos
da categoria, e contra as tarifas abusivas que eles tentam cobrar
da população. Além disso, é um militante
socialista que defende a luta dos trabalhadores e profundas transformações
sociais em nosso país. Por isso é candidato a prefeito
pelo PSTU e se enfrenta com todas as candidaturas do patrões
no estado do Amapá. Tudo isso tem angariado, contra ele, o
ódio dos empresários de ônibus e de boa parte
dos empresários do Estado.
Mas não podemos deixar de registrar que, até agora,
não houve por parte das autoridades públicas, sejam
dos órgãos policiais, do judiciário, do governo
do Amapá ou federal, qualquer medida concreta que tenha levado
à identificação e punição dos responsáveis
pelos atentados anteriores. Isso torna o poder público cúmplice
e incentivador de atos criminosos como este que acaba de ocorrer.
Qualquer agressão que venha a acontecer novamente contra a
vida e a integridade física de Frota e sua família,
portanto, debitaremos na conta das empresas de ônibus, do governo
do Amapá e do governo lula.
Exigimos das autoridades públicas medidas imediatas e efetivas
contra o atentado. Cabe ao TRE e TSE garantir condições
democráticas para que Frota leve adiante sua campanha pela
prefeitura de Macapá. Cabe ao governo do Amapá e ao
governo federal, aos órgãos policiais, ao poder judiciário
identificar e punir os responsáveis pelo atentado (mandantes
inclusive). Responsabilizamos diretamente o governo do Amapá
e o governo federal pela garantia da vida e da integridade física
de Frota e sua família.
O atentado contra Frota, por outro lado, vem somar-se a uma longa
lista de agressões feitas, pelo empresariado e pelas autoridades,
contra trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais nas várias
regiões do país. Não é um atentado somente
contra Frota ou o PSTU. É um atentado contra as liberdades
democráticas de todos aqueles que defendem propostas contra
o patrões e a perspectiva do socialismo.
Assim conclamamos a todas as organizações da classe
trabalhadora, às entidades democráticas do nosso país,
como a OAB e outras, a solidarizarem-se com Frota, sua família
e o SINCOTTRAP, bem como contra todo este estado de coisas. A somarem-se
à exigência de respeito aos direitos sindicais e democráticos
dos trabalhadores, contra a criminalização da luta e
das organizações da classe trabalhadora e pela garantia
de vida de seus dirigentes.
São Paulo, 23 de agosto de 2008
Direção Nacional do PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores
Unificado