Conchavo contra promotor é denunciado
Recentemente, o promotor de justiça Afonso Gomes Guimarães,
da comarca de Serra do Navio-AP, teve acesso a um CD-ROM contendo
gravações de conversas ocorridas entre Genival Gemaque
Santana, secretário de Infra-Estrutura da Prefeitura de Pedra
Branca do Amapari, e os vereadores Edmilson Gomes Coelho e Raimundo
Nonato de Souza Miranda, este candidato a vice-prefeito na chapa do
atual prefeito Zezinho, além de um empresário de Pedra
Branca do Amapari.
As gravações revelam a existência de um conchavo
para prejudicar o promotor, que vem investigando a existência
de um esquema de fraudes em licitações e contratações,
cobrança de propina e superfaturamento de preços na
Prefeitura de Pedra Branca do Amapari.
O conchavo, que tem como líder o prefeito Zezinho, começou
depois que o empresário cuja empresa foi contratada pela Prefeitura
para fazer a coleta de lixo da cidade denunciou ao Promotor que todos
os meses era descontada do seu pagamento, pelo então secretário
municipal de finanças, Agnaldo Sá, a quantia de R$ 6.000,00
(seis mil reais), sem qualquer justificativa legal, além de
ter de pagar mensalmente R$ 500,00 (quinhentos reais) para o ex-presidente
da Comissão de Licitação, Sérgio Pimentel.
Foi, então, que o prefeito Zezinho, por intermédio
do secretário Genival Gemaque e dos vereadores Edmilson Coelho
e Raimundo Miranda, autorizou que oferecessem ao empresário
o montante de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para que ele desmentisse
a denúncia que havia feito ao Promotor, e fosse embora de Pedra
Branca para não prestar depoimento à Justiça.
Mas, antes de ir embora, o empresário deveria fazer uma gravação
em vídeo dizendo que só denunciou o esquema de propina
e fraudes ao Promotor porque ele lhe pressionara e oferecera dinheiro.
Essa gravação seria exibida na televisão e nos
jornais, objetivando desqualificar a investigação e
desmoralizar o Promotor.
O Promotor Afonso Gomes Guimarães está investigando
se a descoberta do conchavo não foi a verdadeira causa de uma
manifestação organizada em Pedra Branca contra sua pessoa,
no dia 18 de julho passado. De acordo com Guimarães, essa conduta
já foi denunciada pelo Procurador-Geral de Justiça,
Márcio Augusto Alves, ao Tribunal de Justiça- TJAP.
As gravações estão disponíveis no site
do Ministério Público (www.mp.ap.gov.br) LINK