Horta agroecológica diversifica
o ambiente
A horta agroecológica instalada na Embrapa Meio-Norte, no
município de Parnaíba, a 348 quilômetros ao norte
de Teresina, está mudando a dieta de funcionários da
Unidade, estagiários, bolsistas e visitantes, através
da incorporação de alimentos orgânicos repassados
à Associação dos Empregados da Embrapa –
AEE. A horta, implementada como unidade demonstrativa, tem uma área
de 1.200 metros quadrados onde são cultivados cenoura, alface,
rúcula, brócolis, macaxeira, batata-doce, cebolinha,
beterraba, berinjela, couve-flor e quiabo.
O projeto que viabilizou a implantação da horta vem
gerando também publicações técnicas e
institucionais, e eventos, como palestras, cursos, e dias-de-campo,
além de orientações a estagiários de graduação.
O destaque é para a Semana do Meio Ambiente, realizada no ano
passado, em praça pública, em Parnaíba, com barracas,
banners, maquete e distribuição de folders. O foco foi
a agroecologia.
Financiado pela Fundação Kelloggs, com sede nos Estados
Unidos, esse projeto nasceu em 2007, sob a coordenação
da Aliança Mandu – Movimento de Articulação
Norte-Piauiense para o Desenvolvimento Sustentável, um pool
formado pela CARE Brasil, Embrapa Meio-Norte, UFPI e o Instituto Floravida.
O objetivo dele é a educação ambiental não-formal
e o implemento de agriculturas com bases ecológicas na microrregião
de Parnaíba.
Com forte atuação em onze comunidades dos municípios
de Cajueiro da Praia, Ilha Grande do Piauí, Luis Correia e
Parnaíba, que formam a região litorânea piauiense,
a lógica da Aliança Mandu é romper com a cultura
da pobreza através da identificação e aproveitamento
racional dos produtos existentes nas áreas. A juventude está
no centro dos processos.
ENFIM, A HORTA – A horta agroecológica,
seguindo à risca o conceito da pesquisadora Cristina Arzabe,
que é bióloga e doutora em zoologia, consiste em um
sistema onde a diversificação de plantas, naturais e
cultivadas, é o ponto de equilíbrio. Vejamos: na agricultura
convencional usa-se um ambiente com apenas uma cultura, como, por
exemplo, alface.
Mas na agricultura agroecológica, o manejo mantém a
diversificação do ambiente não só pelas
plantas cultivadas, bem como a preservação das plantas
expontâneas. Esse manejo busca o estabelecimento de ambientes
propícios aos inimigos naturais, insetos predadores ou parasitóides.
A vegetação natural, segundo Cristina Arzabe, coordenadora
do projeto, forma corredores que abrigam os predadores, além
de permitir o livre trânsito de várias espécies
entre as áreas nativas.
Jornalista Fernando Sinimbu