Paralisia Infantil

Amapá cumpre meta da 1ª etapa da vacinação

O Amapá conseguiu alcançar a porcentagem mínima estipulada pelo Ministério da Saúde (MS) na primeira etapa da Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite, doença também conhecida como paralisia infantil. Segundo a coordenação estadual de imunização, no primeiro dia “D” da campanha, o Estado obteve 75,03 % de cobertura vacinal dos 74,35 % previstos pelo MS. Esses dados representam 58. 699 crianças com idade menor que 5 anos imunizadas.

Os resultados alcançados são bastante satisfatórios, dizem as autoriddes, porém alertam que ainda falta imunizar 19.530 crianças em todo o Estado. A população atendeu o chamado e o Amapá teve uma excelente cobertura vacinal nessa primeira etapa. Mas ainda não chegou ao objetivo principal que é vacinar 95 % da população na faixa etária abaixo de 5 anos. A vacina está disponível em todos os postos de saúde dos 16 municípios do Amapá. A segunda etapa da campanha em 2009 será no dia 22 de agosto, com o tema “Não dá para vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar”.

A doença

A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na vacinação de rotina. Além do esquema básico (três doses de rotina), a criança de até cinco anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. Isso porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus. Ara o MS, as várias doses se justificam por isso. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um vírus, com as várias doses, ela tem oportunidade de se imunizar.

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte – por meio de uma tetraparalisia. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral.

A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que, em contato com o ambiente, atingem quem não foi devidamente imunizado. Como o vírus é muito leve, ele pode ser levado pelo ar, entrar em contato com o alimento, com os brinquedos ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. Em ambientes com más condições de saneamento básico, o vírus pode contaminar a água, o solo e o meio ambiente de forma geral.

A transmissão da poliomielite é endêmica (constante) em quatro países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benim, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República Central da África, Chade, Costa do Marfim, Gana, Nepal e República Dominicana do Congo. São países com os quais o Brasil mantém relações comerciais e com alguns deles há fluxo migratório de pessoas.

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