Estado do Amapá é notificado a combater prejuízos
causados ao Patrimônio Público
Danielly Salomão

O Promotor de Justiça Adauto Barbosa, titular da Promotoria
de Justiça do Patrimônio Cultural e Público da
Comarca de Macapá, editou a Notificação Recomendatória
ao Estado do Amapá, representado pelo Governador Waldez Góes,
visando combater sérios prejuízos causados ao patrimônio
público pelo não cumprimento de Termo de Ajustamento
de Conduta (TAC) firmado em 2008.
A assinatura do TAC, no ano passado, deu-se a partir da confirmação
de que os imóveis tombados sob os nºs GEA 377 e 378, situados
à Rua General Rondon, entre as Avenidas Ernestino Borges e
Raimundo Álvares da Costa, localizados no centro da cidade
de Macapá, são de propriedade do Estado do Amapá,
que, por intermédio da Secretaria de Estado da Administração,
concedeu gratuitamente a utilização dos referidos bens
públicos a duas entidades particulares, trazendo, assim, sérios
prejuízos ao patrimônio público.
Segundo informações do Promotor de Justiça,
no dia 03-4-2008, o Estado do Amapá firmou juntamente com o
MP-AP Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que, no prazo de
60 dias, fosse promovida a retomada e imediata recuperação
dos imóveis que foram questionados, o que não ocorreu.
Em 04-12-2008, o Estado solicitou o prazo improrrogável de
120 dias para atender ao que ficou firmado no Termo, cujo pleito foi
deferido, porém, não cumprido.
Assim, o Ministério Público Estadual resolveu notificar
o Estado do Amapá a cumprir, na íntegra, o Termo de
Ajustamento de Conduta (TAC), no sentido de fazer a desocupação
dos imóveis deteriorados.
“O Estado do Amapá terá agora o prazo de 30
dias para se abster de conceder gratuitamente outros imóveis
a entidades privadas, cujo agir pode configurar ato de improbidade
administrativa, e, ainda, que promova, no prazo de seis meses, um
completo recadastramento de todos os imóveis a ele pertencentes,
informando ao MP-AP: sua localização, condições
físicas e a devida utilização. Caso não
cumpra, tomaremos as medidas cabíveis”, esclareceu Adauto
Barbosa.