Clécio comemora queda da taxa de marinha em Macapá
Durante a sessão desta terça-feira,
o vereador falou sobre a audiência que anulou definitivamente
a cobrança do taxa.
O vereador Clécio Luís (PSOL) se pronunciou na sessão
da Câmara Municipal de Macapá (CMM) desta terça-feira,
16 de junho, a respeito da audiência pública realizada
na Justiça Federal que anulou a cobrança da taxa de
marinha na capital, ocorrida no início desta semana.
Durante seu discurso, o parlamentar que participou da audiência
e foi um dos signatários da ata da mesma, destacou a importância
desta decisão, que anulou todo o cadastramento que deu origem
a cobrança da taxa de marinha, e todas as suas conseqüências,
ou seja, anulou também os doze anos de débitos que essas
pessoas tinham com a União, que agora terão seus nomes
retirados do CADIN, da dívida ativa e interrompidas as cobranças
judiciais e execuções fiscais.
Além da vitória da queda do tributo, as famílias
que chegaram a pagar a taxa ou tiveram recursos retidos nos últimos
doze anos, terão o direito ao ressarcimento dos recursos devidamente
corrigidos, para isso, basta fazer a solicitação através
de requerimento administrativo à Gerência de Patrimônio
da União (GRPU) no Amapá.
“Um dos aspectos mais importantes é que não há
risco de a União contestar essa decisão judicial, pois
além de ter sido homologada pela justiça, foi previamente
acordada pelos órgãos do poder público federal,
que concordaram que realmente havia uma falha insanável no
cadastramento que foi feito de forma irregular, e, portanto, é
inválido para fins de cobrança de taxas e tributos”,
destacou Clécio.
O vereador ainda citou da audiência pública promovida
pela Câmara Municipal, no final do mês de maio que discutiu
a taxa de marinha com todos os atores sociais envolvidos. O encontro
que foi presido por Clécio, tinha três objetivos, sendo
que os dois primeiros foram cumpridos. Estes se tratavam do esclarecimento
à população do que se era a taxa de marinha e
do apoio a ação que propunha a extinção
da cobrança do tributo. Já o terceiro objetivo diz respeito
ao envolvimento de todos os entes públicos para somar com outros
estados brasileiros na tentativa de derrubar o pagamento da taxa no
congresso nacional. Atualmente, dois projetos de emenda e constituição
estão tramitando com o intuito de anular a cobrança.
“Muito embora a taxa seja legal, ela é imoral, esdrúxula
e não tem sentido”.
Ao final de seu pronunciamento, Clécio também lembrou
que a conquista só foi possível por conta da atuação
da Justiça Federal, Advocacia Geral da União, Ministério
Público Federal, Secretaria e Gerência de Patrimônio
da União, Procuradoria Geral de Macapá, além
da Defensoria Pública da União no Amapá, que
ajuizou ação civil pública para anular a cobrança
da taxa de marinha.