Cinema, precisa-se...

O audiovisual está em polvorosa, E não é só no Amapá, mas o foco é o estado. Parceiros de outras plagas se solidarizam aos realizadores tucuju protestando contra os fatos que ora nos afligem.

E a questão de que é muito simples ir a uma sala de exibição, este sacrário, e entregar toda a emoção a uma obra fílmica está confirmada. Não dar asas à imaginação, mas saltar na expurgação alheia e viajar para o mundo de Oz, de Matrix ou ainda para a Cidade de Deus. O filme está pronto e queremos vê-lo.

O Cinema é muito mais que isso, meus caros assessores parlamentares. O Cinema, e não apenas ele, traz à baila questões para servirem de exemplo ou para que se busque alguma alternativa às questões citadas na película. E é isso que queremos, enquanto realizadores do Amapá. Não apenas participar do processo de criação e produção, mas fazê-lo com a competência e com o direcionamento fundamentados nas expectativas do amazônida.

Prático é ficar esperando na porta das salas de exibição pelo lançamento deste ou daquele filme, que será assistido por uma pequena cota de bem aquinhoados que somam 8% da população do Brasil. E temos que nos empenhar, todos, para aumentar esse índice. Principalmente os que possuem o poder nas mãos. E mais os seus assessores que são pagos com o dinheiro da maioria para vislumbrar oportunidades, situações, empreendimentos que os seus “chefes” podem realizar em prol daqueles que os elegeram. Para isso deveriam servir os assessores.

E quanto a fazer cinema? Esses 8 porcentinho da população provavelmente nem sabe por onde começa um filme. E haja especulação para não parecer um zero à esquerda. Cinema é linguagem. E como já disse Glauber Rocha, “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, apesar de minha idéia não ser essa. Mas o cinema não requer sempre de grandes estruturas e equipamentos pesados, mas de uma boa equipe. Senão o que dizer de grande sucesso filmado com uma câmera amadora de VHS e outra, também, se super 8 sem trilha sonora, nem nada? Alguém aí já ouviu falar em Bruxa de Blair?

Evidentemente que a tecnologia nos faz visitar os dinossauros. A terceira dimensão nos faz sair da frente desses bichos. Mas podemos sim, e queremos, fazer nossos filmes. Com a nossa gente! E vocês estão aí porque nos os elegemos. Façam a sua parte.

Será muito mais interessante pra vocês participarem dos futuros avant-premieres como incentivadores, e até mesmo produtores, das obras lançadas aqui e no mundo, do que outro político de outro estado vir aqui como padrinho de produções amapaenses, não é mesmo? A internet está aqui para contatarmos a todos. Temos o direito de ir e vir. E a Amazônia sempre foi o foco de grandes interesses. Juntando as duas coisas com toda a certeza logo acharemos quem queira Olhar por nós.

Escolham: meros espectadores ou produtores de obras do Amapá e da Amazônia!

Joni Bigoo