Clécio quer alternativa para escolas comunitárias
sem recursos
A Comissão de Educação, Cultura e Desportos
da Câmara Municipal de Macapá (CMM), presidida pelo vereador
Clécio Luís (PSOL) e composta pelos vereadores Jaime
Perez (DEM), Marcelo Dias (PSDB), Aldrim (PDT) e Nelson Souza (PCB),
se reuniu com representantes da Secretária Municipal de Educação
(Semed) para discutir a situação de escolas comunitárias
da capital.
O caso teve início, quando a Câmara recebeu denúncias
de que escolas comunitárias que prestam importantes serviços
para o município estão sem os recursos provenientes
de um convênio com o governo municipal desde o início
do ano. De acordo com Clécio, as escolas tiveram a promessa
de ter o acordo mantido, porém a Prefeitura não repassou
a verba e ainda se recusa a renovar o convênio com as escolas
comunitárias, com a justificativa de que as mesmas não
prestaram contas da verba repassada.
“Estamos terminando o primeiro semestre e essas escolas estão
sendo desenganadas pelo município. A Comissão de Educação
quer resolver a questão dos alunos e dos trabalhadores que
prestaram serviços às escolas. Os trabalhos só
foram feitos, pois houve uma expectativa criada pelo governo municipal
e somente agora a Prefeitura diz que não refará o convenio”,
explica.
Após a reunião, ficou acertado que a Secretaria de
Educação finalizaria um relatório ainda essa
semana com as soluções para problema. Segundo Elisabeth
Monteiro, diretora do Departamento de Ensino da Semed, o documento
pontuará cada caso. Ela explica que para a criação
do relatório várias comissões foram formadas,
sendo que todas têm como papel principal inspecionar as escolas
e verificar as problemáticas individuais de cada instituição.
“Iremos verificar as escolas que ainda têm condição
de refazer o convênio e aquelas que precisarão ser deslocadas
para alguns anexos”, diz.
Após o encaminhamento do relatório ao vereador Clécio
Luís, uma nova reunião ocorrerá com a Comissão
de Educação em duas semanas. “Independente do
relatório, queremos que as vagas sejam garantidas aos estudantes
e que a Secretaria encontre uma saída para os alunos. Temos
que pensar nesse segundo semestre e nos anos que virão. Se
e a Semed não quer refazer o convenio, ela precisa encontrar
uma saída melhor. O importante é que tudo seja resolvido
e um encaminhamento seja dado”.