Transparência deve virar lei na próxima semana
Brasília, 22/05/2009 – Encerra na próxima semana
o prazo para que o Presidente da República sancione o Projeto
de Lei Complementar – PLP – 217/2004, do senador João
Alberto Capiberibe. O PLP foi aprovado por unanimidade no Senado Federal,
em 2004, e na Câmara, dia 05 passado. O Presidente da República
retorna ao Brasil no domingo, 24, para despachar sobre a sanção.
O silêncio do Presidente implica em sanção automática.
Depois de publicado no Diário Oficial da União, o projeto,
já chamado de Lei Capiberibe pelo líder do PSB Rodrigo
Rollemberg, obrigará a publicação de todas as
contas públicas na Internet.
Histórico
– O Governo do Amapá foi o primeiro ente público
que divulgou todas as contas na Internet, em tempo real, por obrigação
de lei instituída pelo governador João Capiberibe, há
sete anos. Em 2003, eleito para o Senado Federal, Capiberibe apresentou
a proposta que foi aprovada por unanimidade pelos Senadores. Dia 05
de maio foi aprovada por 389 votos favoráveis e apenas uma
abstenção pela Câmara dos Deputados.
Ainda em 2003, Capiberibe levou a idéia de transparência
nas contas públicas ao Ministro da Ciência e Tecnologia
Roberto Amaral, que a instituiu a naquela pasta.
Acesso livre - De acordo com o projeto de lei do
ex-senador Capiberibe, todas as informações sobre a
movimentação financeira dos órgãos públicos
deverão ser detalhadas para qualquer pessoa que tenha acesso
à Internet. Será publicado todo o detalhamento da nota
fiscal, o bem comprado ou o serviço prestado, o número
do processo, quem recebeu e quanto foi o pagamento. Ainda será
publicada toda a arrecadação dos governos.
Prazos - A União, os estados, o Distrito
Federal e os municípios com mais de cem mil habitantes têm
um ano se adequar à Lei. As cidades com população
entre 50 mil e 100 mil pessoas terão dois anos e os municípios
com até 50 mil habitantes terão prazo de quatro anos
a partir da publicação da Lei. Se não forem publicadas
as contas dentro desses prazos, o município ou estado poderá
ser impedido de receber transferências voluntárias.
Foto: Agência Senado
Texto: Sizan Luis Esberci