Prefeitura de Oiapoque comemora aniversário e entrega
UBS para moradores
O município de Oiapoque, o mais distante de Macapá, completa
nesta sexta-feira (23), 63 anos de criação. Cidade de
fronteira, a história de Oiapoque é marcada por lutas
pela área privilegiada e por ser ponto de variedade de raças,
etnias, dialetos, culturas, moedas e tradições. Para comemorar
a data, a Prefeitura está oferecendo aos moradores uma série
de serviços e benefícios em todas as áreas administradas
pelo município. O setor da saúde, considerado um dos mais
críticos no atendimento e falta de estrutura, é o que
receberá maior incentivo da Prefeitura com a inauguração
da Unidade Básica de Saúde do bairro Nova Esperança.
Atualmente os principais problemas de saúde dos moradores são
resolvidos fora do município, em Macapá, distante 600
km de carro e a 2 horas de avião,e no outro lado da fronteira,
em São Jorge ou Caiena, para quem tem documentação.
A prefeitura administra hoje 10 UBS, incluindo zonas urbanas e rural,
com atendimento básico e junto com Governo Estadual coordena
o Pronto Socorro.
Após a inauguração, a intenção
é atender 65 pessoas por dia. A UBS Nova Esperança terá
atendimento básico e especializado nas áreas de odontologia,
fonaudiologia e fisioterapia para portadores de necessidades especiais.
Os profissionais são contratados do município e irão
dar atendimento em salas com recursos multifuncionais. Os portadores
de necessidades especiais terão na UBS o principal ponto de atendimento
especializado. A secretária de Saúde, Danniela Pinheiro,
explica que a Secretaria tem cadastrada mais de 60 crianças especiais,
entre as principais necessidades estão os portadores da síndrome
de dow, autismo, surdo-mudos e deficientes visuais e mentais. “Nossa
equipe terá condições de dar tratamento adequado
à essa crianças, teremos médicos especialistas
e local apropriado”, fala a secretária.
Com aproximadamente 20 mil habitantes incluindo os indígenas,
os administradores investem em saúde. “Oiapoque está
deixando de ser conhecido como um município que não dá
condições de tratamento de saúde para os moradores,
é difícil, mas pretendemos dar uma virada positiva na
saúde”, diz o vice-prefeito, Nilson Caluf. O vice-prefeito
garante que até o final deste ano a comunidade poderá
sentir a diferença nas condições e melhoria nos
tratamentos. “Queremos deixar de ser exportador de doentes, em
algumas situações precisamos recorrer a outros centros,
mas tem muitos problemas que podem ser resolvidos na cidade e estamos
trabalhando para isso”, diz Caluf..
Mariléia Maciel