Povos indígenas criticam a ausência de políticas
públicas.
Evento realizado pelo gabinete do
deputado Camilo Capiberibe revela que educação e saúde
indígenas estão abandonadas; no Amapá índios
sofrem mais com malaria e tem taxa de mortalidade maior que a do resto
do pais; secretaria de educação não repassou para
a Unifap três milhões de reais destinados à educação
superior de professores indígenas.
Há 500 anos quando o navegante português Pedro Álvares
Cabral aportou num litoral pertencente a terras até então
desconhecidas, aproximadamente cinco milhões de índios,
divididos entre Tupis, Guaranis e Tapuias, habitavam o que anos depois
se chamaria Brasil. Passados cinco séculos, a população
indígena caiu consideravelmente e, segundo a Fundação
Nacional do Índio (FUNAI), o Brasil possui atualmente 560 terras
indígenas, com aproximadamente 460 mil índios concentrados
em 260 etnias na Amazônia Legal, enquanto que 40 povos isolados
vivem na Amazônia Ocidental.
O Dia do Índio foi estipulado pelo Congresso Interamericano,
realizado na cidade de Patzcuaro, no México, no dia 19 de abril
de 1940, com o objetivo da realização de estudos acerca
das problemáticas enfrentadas pelos índios de todo o planeta.
Segundo dados catalogados no Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), o qual estipula padrões de desenvolvimento de cada país,
a partir da taxa de escolaridade, renda e expectativa de vida, os indígenas
brasileiros têm um IDH de 0,683, quando o índice aceitável
pela ONU é a partir de 0,800. Segundo ainda a FUNAI, não
é apenas no desenvolvimento humano que os indígenas têm
os piores índices. A taxa de mortalidade por desnutrição
na população indígena adulta é de 11,2 por
100 mil habitantes, contra a média de 4,3 da população
brasileira.
No Amapá, segundo dados do Distrito Sanitário Especial
Indígena (DSEI-FUNASA), habitam aproximadamente 9 mil índios
distribuídos entre 125 aldeias, as quais compreendem as etnias
Apalay, Waiana, Tiryió, Kaxuyana, Akurió, Wajãpi,
Galibi, Galibi Marworno, Palikur e Karipuna. Em Audiência Pública
ocorrida no último dia 17 de abril, promovida pela Comissão
de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, presidida pelo
deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), associações
indígenas as quais representam algumas das etnias citadas, junto
com órgãos do governo federal e estadual que tratam da
questão indígena, enumeraram uma série de problemáticas
que estariam contribuindo para a diminuição preocupante
da população indígena. Os deputados Jorge Amanajás
(PSDB), Jorge Salomão (DEM), Michel JK (PSDB), Manoel Mandi (PV),
Ruy Smith (PSB) e Manoel Brasil (PMN), participaram do evento.
“Estado inexiste” – O administrador
regional da FUNAI, Frederico de Miranda Oliveira, à frente do
órgão federal há um ano, disse que “a presença
do estado é quase inexistente. A FUNAI procura assistir estas
comunidades da melhor forma possível, mas fica aquém das
necessidades, pela falta de recursos financeiros e recursos humanos”.
Apenas trinta funcionários, sendo que três para fiscalização,
fazem o trabalho de apoio aos índios, e “dada a dimensão
do território se torna uma missão praticamente impossível”,
continuou.
Frederico denunciou que o governo federal não atende de maneira
adequada às suas reivindicações principalmente
nos setores da saúde, educação, vigilância
das áreas indígenas, comunicação, transporte,
e com problemas nas pistas de pouso, as quais “precisam de recuperação
e não há recurso para isto”. O administrador ainda
citou que invasões esporádicas na fronteira com o Suriname,
pistas de pouso clandestinas, assim como as problemáticas acima
citadas, “apenas serão solucionadas se houver muita vontade
política”. O Dia do Índio poderia ser realmente
comemorado, mas, infelizmente, não o é por conta destes
desmandos”.
Assistência á saúde indígena lidera
reclamações na audiência.
No dia 11 de abril, uma semana antes da realização da
Audiência Pública, a retransmissora da Rede Record no Amapá
noticiou que os indígenas da etnia Tiriyó, estariam sofrendo
com um surto de vômito e diarréia, além da denúncia
do cacique Simerto Tadeu Tiriyó de que a FUNAI e a FUNASA (Fundação
Nacional de Sáude) não estariam assistindo de maneira
adequada aquela comunidade. Mas, o que chamou a atenção
das autoridades e que elevou a revolta de várias etnias, foi
o falecimento do pequeno Jean Tiriyó, pasmem, por desidratação.
Reportagem do jornal A Gazeta, assinada pelo repórter Eduardo
Neves, afirmou que a criança chegou ao aeroporto de Macapá
em um helicóptero do Exército, o qual ficou aguardando
por cerca de 30 minutos por funcionários da Funasa. Jean, de
um ano de idade, faleceu no final da tarde.
O vereador do município de Oiapoque, Ramos dos Santos, que é
índio, e que também representou a Associação
dos Povos Indígenas do Oiapoque (APIO), sustentou que a política
nacional que é direcionada aos indígenas não atende
aos anseios das etnias, pois, “tem outras intenções,
muitas das vezes apenas serve como cabide de emprego. Hoje não
temos sequer passagem para deslocar os enfermos, é uma situação
muito difícil que os índios vivem em nosso estado. Doenças
como malária e dengue estão comprometendo as populações
indígenas amapaenses. O fato é que temos recursos suficientes
para amenizar os problemas com a saúde, porém, a má
distribuição destas verbas é o que emperra”.
“Parece que os ‘não-índios’ querem
que morramos” – O presidente da Associação
dos Povos Indígenas Wajãpi do Triângulo do Amaparí
(APIWATA), Akau Potyr, em tom de revolta, denunciou que “os índios
estão morrendo nas aldeias Wajãpi, porque os técnicos
da FUNASA não estão indo atender os doentes. Viemos aqui
para reivindicar,porque achamos que os ‘não-índios’
querrem que morramos. Por que as autoridades não dão apoio
para melhorar a saúde indígena? Nós, Wajãpi,
queremos saúde digna, assim como para todos as outras etnias”.
O cacique Purerewa, pertencente às etnias que fazem parte do
Parque do Tumucumaque, afirmou que o pequeno Jean citado acima “morreu
por falta de assistência, porque não tem equipe de saúde
nas aldeias. Os medicamentos não são suficientes, e só
enviam pra gente remédio para verme. Meu apelo aos senhores deputados
é que nos ajudem a disponibilizar o transporte fluvial e aéreo,
e falo pelos indígenas em geral. Estão brincando com a
nossa saúde” disse em sua língua materna, o Caribe,
e teve tradução simultânea pelo indígena
Juventino .
Estrutura sucateada – O coordenador regional
da FUNASA, o ex-deputado federal Gervásio Oliveira, iniciou sua
fala assumindo que a “logística e a estrutura que possuímos
ainda é muito pequena para resolver os problemas de saúde
dos povos indígenas”. Oliveira disse ainda que a FUNASA
dispõe de apenas 17 carros, a maioria sucateados, recordando
que à época em que assumiu a coordenação
do órgão, foi ajudado por Frederico Oliveira da FUNAI,
que “nos doou dois carros usados. O coordenador também
assumiu que a FUNASA Amapá possui uma precária estrutura
de transporte fluvial. “Praticamente não temos motores
de popa. Os que temos não são novos. Sempre pedimos apoio
à Aeronáutica para realizar o transporte dos nossos técnicos,
assim como os dos indígenas enfermos. A questão de saúde
é planejada através de uma logística, e quero afirmar
que estamos nos esforçando para buscar alternativas junto à
FUNASA nacional, e junto a um plano de atendimento à saúde
indígena”.
Outro problema que afeta diretamente a assistência à saúde
das etnias, é o atraso do salário dos enfermeiros que
atendem nas áreas indígenas. Em um discurso que ronda
a mesmice, Gervásio Oliveira admitiu os problemas, o que é
louvável, mas apenas falou que “está se esforçando”,
e que “os indígenas nada mais reivindicaram além
dos seus direitos”, enquanto a população indígena
vem diminuindo por conta do descaso do poder público.
Em setembro de 2007, índios de várias etnias tomaram
a FUNASA para protestar justamente contra o atraso do salário
dos profissionais da saúde da APITU, que se recusavam a atender
as áreas porque estavam sem salários, na época,
por quatro meses. Apenas em abril deste ano, a FUNASA enviou seus técnicos
para suprir as necessidades dos índios. “Colocamos técnicos
em área para fazer a cobertura da ausência dos técnicos
conveniados da APITU, mas o número de funcionários da
FUNASA é reduzido, o que as representações indígenas
reclamaram aqui é verdadeiro”, disse Gervásio.
APITIKATXI também sofre com descaso do estado
– Juventino Pesirima Kaxuyana, presidente da Associação
dos Povos Indígenas Tiriyó, Kaxuyana e Txikuyana (APITIKATXI),
comunidades que habitam no Parque Indígena do Tumucumaque, lado
oeste, fez uma apresentação no evento situando a saúde
e a educação como a principal reivindicação
das etnias indígenas, além de afirmar das conquistas,
como a demarcação de terras indígenas por parte
do governo federal.
A educação, segundo ele, “sempre foi muito precária,
quase sempre pela questão logística, pois, só é
possível chegar de avião em nossas aldeias”. O presidente
também informou que apenas a pista de pouso da Missão
Tiriyó é regulamentada; as demais são clandestinas,
daí “a desculpa dos agentes governamentais pela péssima
qualidade de ensino. O índio Kaxuyana ainda mostrou fotos que
comprovaram a falta de estrutura nas escolas – a maioria construídas
em madeira, e algumas cercadas por lonas que servem como “parede”,
o que seria igualmente fator determinante para o atraso na educação
nas áreas indígenas.
Como foi colocada durante toda a audiência pública, a
saúde é também caótica nas terras cobertas
pela APITIKATXI. Segundo Juventino, “os indígenas estão
morrendo por falta de atendimento básico de saúde nas
aldeias. A FUNASA ainda não assumiu sua responsabilidade enquanto
gestora/executora da saúde indígena”. A Associação
também denuncia a falta recorrente de medicamentos e equipamentos
de enfermagem, assim como o estado precário dos postos de saúde,
além da falta de profissionais capacitados. “O Amapá,
assim como todas as unidades federativas do Brasil, padece pela falta
de uma política séria de atenção à
saúde das populações indígenas”.
Com todos estes problemas assinalados pelo indígena, a conseqüência
é a diminuição das campanhas vacinais, aumento
da mortalidade infantil (geralmente por desidratação,
como ocorreu com o pequeno Jean Tiriyó), aumento dos casos de
doenças sexualmente transmissíveis, em específico,
a AIDS, aumento de mortes em decorrência de diversas doenças,
e o elevado caso de omissão de informações de atendimentos.
“Pleiteamos à esta egrégia casa que ajudem as populações
indígenas do Amapá e Norte do Pará, não
só na esfera estadual, mas também nos contatos que Vossas
Excelências possuem na esfera federa”, finalizou Juventino.
Sem arco, flecha e pintura de guerra – Caubi
Amazonas pertencente à etnia Wajãpi fez questão
de salientar que não estava ali para guerrear com ninguém,
apesar do descaso do estado para com seu povo. “Não viemos
aqui trazer arco e flecha, jenipapo e urucum, mas sim para manifestar
sobre a saúde. o Ministério Público deve ser informado
sobre a maneira que estão nos tratando em nossas aldeias. A saúde
dos Wajãpi está abandonada, não tem técnico,
equipamento, nem transporte, e quem mais sofre com este descaso são
as crianças”, criticou.
O Cacique Evandro, da etnia Galibi Marworno, residente na aldeia Kumarumã,
sustentou que alguns técnicos de saúde enviados para as
aldeias não entendem a cultura indígena, e cobrou que
haja um treinamento destas pessoas para que possam atender melhor as
necessidades dos povos. O presidente da Assembléia Legislativa,
deputado Jorge Amanajás, salientou que “já se passaram
500 anos e ainda não aprendemos a entender os povos indígenas.
É preciso que seja planejada a questão do ensino da cultura
indígena na rede de educação pública do
Amapá, pois, só conhecendo a fundo a realidade dos povos
que vamos compreender suas necessidades. A responsabilidade pelos problemas
de saúde não é apenas do governo federal, mas é
nossa também, assim como da comunidade internacional”.
Com a palavra, o secretário de saúde
– O secretário de estado da saúde e vice-governador
do Amapá, Pedro Paulo Dias, disse que a SESA é parceira
da FUNASA e que auxilia nos “atendimentos concernentes à
média e alta complexidade”. Um dos problemas que detectamos
é a questão da demora na realização dos
exames, e para tanto, nomeamos a doutora Ivonete Maciel para fazer uma
interligação mais ágil com o nosso gabinete, e
tenho certeza de que facilitaremos o trabalho da CASAI (Casa de Apoio
à Saúde Indígena) com o trâmite de exames
e marcação de cirurgias. Pedro Paulo ainda falou que um
recurso de mais de R$ 860 mil é utilizado pela SESA para custear
alguns exames que a rede pública não cobre, além
“da compra de medicamentos e adaptação de enfermarias
porque sabemos dos hábitos e costumes dos indígenas”.
O secretário assumiu que “temos algumas deficiências
em nossa rede hospitalar, por conta do aumento da população
e do progresso migratório. Para que possamos elevar o atendimento,
precisamos de um novo pronto socorro, de uma nova maternidade, e de
um novo hospital de especialidades”.
Estatísticas na área da saúde indígena
são preocupantes – Marcela Dias, gestora do Distrito Sanitário
Especial Indígena (DSEI), da FUNASA, apresentou alguns valores
gastos com recurso da administração direta do órgão.
Em 2007, foram gastos um total de R$ 912.947,00 que envolvem diárias
dos funcionários e contratação de empresas terceirizadas;
em 2008, até o momento, foram gastos R$ 102.038,00. Segundo Marcela,
a FUNASA tem como parceiros a Fundação Nacional do Índio
(FUNAI-Macapá e Oiapoque), Prefeitura Municipal de Macapá,
Secretaria Estadual de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde
de Serra do Navio, Oiapoque e Pedra Branca do Amaparí, e as organizações
indígenas APITU, APIO, APITICATXI e APIWATA.
Os convênios acordados com as associações indígenas
APITU e APITICATXI somam o montante de R$ 3.366.965,96 e R$ 2.490.097,45,
respectivamente. A estrutura ainda mantém a Casa de Saúde
do Índio (CASAI), que possui uma unidade em Macapá e outra
em Oiapoque. Marcela Dias explicou que a grande dificuldade em levar
o atendimento à saúde aos povos indígenas, é
o transporte. “Os acessos aéreos, fluviais e terrestres
são fatores determinantes para atrapalhar o atendimento das etnias”.
A gestora ainda apresentou na audiência pública dados
preocupantes em relação à média da mortalidade
geral dos índios em comparação com a média
nacional. Por exemplo, em 2006, a média nacional era de 3,11,
enquanto que a média do DSEI Amapá e Norte do Pará
(também atendidos pela FUNASA-AP) chegou a 4,27. Em 2007, este
patamar avançou negativamente para 4,60. Em se tratando de casos
de malária nas aldeias, a média nacional em 2007 foi de
18,5 casos; a média estadual de 34,5 casos; a média do
DSEI Amapá e Norte do Pará alcançou 194,3, um número
considerado alarmante. Apenas para comparação, a média
do DSEI em 2006 foi de 162 casos; em 2005: 92,74; em 2004: 58,83 casos,
ou seja, os casos de malária vêm aumentando consideravelmente
nas áreas indígenas do Amapá e Norte do Pará.
Reitor da UNIFAP denuncia que governo do estado deixou de repassar
R$ 3 milhões provenientes de verba federal para educação
superior indígena.
O dinheiro público não é somente mal distribuído
no setor da saúde indígena, como comprovaram as associações
e os próprios responsáveis pelos órgãos
de amparo às etnias. A educação superior também
sofre em razão da falta de interesse do governo do Amapá,
mesmo com recursos à disposição. O magnífico
reitor da Universidade Federal do Amapá, José Carlos Tavares,
fez uma denúncia grave durante a audiência pública.
O governador Waldez Góes (PDT) não teria feito o repasse
de mais de R$ 3 milhões provenientes da Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD, órgão
vinculado ao Ministério da Educação), que seria
destinado à educação indígena superior.
“Algumas pessoas imaginam que a UNIFAP está alheia ao
debate sobre a questão da educação indígena
superior, a qual começou a ser discutida em 2002, e somente em
2007 efetivamente implementamos devido à mudança da administração
na reitoria, e temos sim compromisso com esta questão”.
Tavares explicou sobre o processo de implantação do curso
de licenciatura plena aos indígenas do Amapá, através
de uma parceria entre a FUNAI, a Prefeitura de Oiapoque, a Secretaria
de Educação, e a UNIFAP, “para viabilizar este curso
no município de Oiapoque; a primeira turma começou no
primeiro semestre de 2007, temos 30 alunos indígenas, e oferecemos
conhecimento nas áreas das ciências exatas, saúde,
e questões indígenas. Sinceramente, eu imaginei que iria
encontrar neste evento com o secretário Adauto Bittencourt, pois
analiso que a SEED precisa se envolver mais no processo”.
O reitor ainda enfatizou que a UNIFAP abriu edital para a contratação
de quatro professores específicos para o curso, além de
ter reclamado, em tom irônico, que precisa “mendigar”
R$ 20 mil para continuar com as etapas do programa. “Gostaria
que todos entendessem que a questão da educação
basicamente está atribuída ao estado, pois, em fevereiro
de 2008 foi repassado para a SEED um valor superior a R$ 3 milhões
para educação indígena. E se eu disser a vocês
que fizemos ‘na marra’ porque não tínhamos
R$ 20 mil para realizar a etapa de fevereiro? Fomos obrigados a adiar
e demos inicio em março e até o momento não foi
repassado para nós os R$ 20 mil para o curso se manter”.
José Carlos Tavares cobrou do poder público amapaense
compromisso em resolver a questão que vem atrasando as etapas
programadas pela UNIFAP. E foi mais além, criticando duramente
a falta de atuação da SEED. “Sei que existe um recurso,
e não nos é repassada uma ‘migalha’ de R$
20 mil reais, então presumo que algo esteja errado, de fato.
Vamos manter nosso compromisso, mas gostaria de conclamar os deputados
para que façam a SEED funcionar como deveria realmente, pois,
se existe um recurso, ele deve ser aplicado. Criada em julho de 2004,
a SECAD reúne temas como alfabetização e educação
de jovens e adultos, educação do campo, educação
ambiental, educação escolar indígena, e diversidade
étnico-racial, temas antes distribuídos em outras secretarias.
(Fonte: MEC).
Finalizando o evento, deputado Camilo Capiberibe, cobra do
PMDB e do senador Sarney empenho em relação aos povos
indígenas.
“Não há como trabalhar a questão indígena
em apenas uma semana. Precisamos assumir o compromisso diário
de que uniremos nosso esforços para direcionar a todas as comunidades
indígenas melhorias em toda a infra-estrutura que os atende.
Não podemos permitir que haja mortes por falta de assistência
básica à saúde. Está claro que os temas
mais preocupantes debatidos neste evento situam-se nos setores da saúde
e da educação, que estão abandonadas. A SEED precisa
se justificar dos recursos que não estão sendo aproveitados
na educação indígena superior. Infelizmente, questões
que deveriam estar encaminhadas estão se impondo na agenda.
Temos que discutir os impactos da BR-156 na área indígena.
Temos que discutir as compensações das obras de infra-estrutura
que passam dentro das áreas ou que estão situadas no entorno.
É lamentável que estejamos presos np conjuntural”.
Camilo Capiberibe reconheceu que o pouco tempo de Gervásio à
frente da FUNASA não permite que ele seja responsabilizado pela
situação dramática da saúde indígena.
O deputado do PSB apesar de ressalvar cobrou do ex-deputado federal
soluções concretas para as questões levantadas
ao dizer que “se o dinheiro não sai é por falta
de vontade política do PMDB que domina a saúde no governo
federal”.
Governo federal será cobrado – “Os
recursos deveriam vir porque temos a FUNASA ligada ao PMDB, do senador
José Sarney que deve ser cobrado, pois, com o peso político
que possui, já deveria ter resolvido boa parte destas problemáticas.
O governo federal será cobrado via relatório, que será
redigido em breve, para que sejam tomadas as providências. Não
podemos aceitar do governo Lula que os indígenas possam estar
abandonados. Precisamos nos unir e irmos a Brasília para propor
uma nova audiência pública junto à Câmara
dos Deputados, e colocar todos os problemas citados aqui”.
Raul Mareco - Assessor de Comunicação
Gabinete do Deputado Estadual Camilo Capiberibe - PSB Amapá
Telefones: (96) 3212-8323 -- (96) 9113-2740
e-mail: raul.mareco@uol.com.br
Acesse: www.camilo.capiberibe.org