No Amapá, evento anuncia vencedoras do Prêmio
Sebrae Mulher de Negócios
O Sebrae homenageia as vencedoras da etapa estadual
Denyse Quintas
As vencedoras da terceira edição do Prêmio Sebrae
Mulher de Negócios no Amapá serão anunciadas em
meio a expectativa nas categorias Proprietária de Micro e Pequena
Empresa e Negócios Coletivos: Membro de Associação
ou Cooperativa. A premiação será realizada no restaurante
Mister Grill, na próxima quinta-feira (27), às 17h. O
prêmio destaca as experiências empreendedoras de mulheres
à frente de pequenos negócios no Estado. Este ano, 150
participantes de diferentes regiões do Amapá concorreram.
Na oportunidade do evento serão apresentadas as doze finalistas
do prêmio, avaliadas entre as 140 inscritas na Categoria Empresária
e as 10 na Categoria Negócios Coletivos. Além da etapa
estadual, as empresárias vencedoras, cada uma na sua categoria,
passam a concorrer à etapa regional do Prêmio, que seleciona
os 10 melhores relatos do Brasil. A empresária amapaense vencedora
poderá, ainda, concorrer à etapa nacional, e à
premiação extra, que seleciona a melhor história
de todo o País. O evento será realizado no dia 9 de abril
pelo Sebrae Nacional.
A melhor história ganha uma viagem internacional para conhecer
um grande centro empreendedor mundial. “Assim, a empresária
terá a oportunidade de aprender mais sobre negócios e
melhores formas de gerenciamento. Além disso, sua história
pode ser contada em livros e relatada em vídeos de experiências
bem-sucedidas de mulheres empreendedoras”, informou a gestora
do Prêmio no Amapá, Wânia Zalhouhth.
O Prêmio é um reconhecimento dos relatos de vida de mulheres
de negócios que transformaram seus sonhos em realidade e cujas
vidas são exemplos para outras que também querem realizar
seu próprio sonho como empreendedora. O reconhecimento conta
com o apoio da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e
com a parceria da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
e da Federação das Associações de Mulheres
de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW).
O Prêmio é composto de três etapas: estadual, regional
e nacional. As inscrições para 2008 são gratuitas
e estarão abertas a partir de abril, para todas as empreendedoras
que atenderem aos requisitos do regulamento. Para participar, as interessadas
preencherão a ficha de inscrição acompanhada do
relato, apresentando informações completas e precisas
sobre sua história real.
No julgamento dos relatos serão avaliados os seguintes aspectos:
liderança e constância de propósitos, persistência
e capacidade de superar desafios, superação do preconceito
de gênero, criatividade na ação, diversidade, responsabilidade
social e sustentabilidade, atitudes e crenças, motivação
e formação de novas empreendedoras, e aceitação
de riscos e resultados.
Mulheres empreendem mais no Brasil
Pela primeira vez as mulheres brasileiras conseguiram ultrapassar os
homens no nível de empreendedorismo, ficando em 7º lugar
no ranking mundial, com uma taxa de 12,71% (aproximadamente 8 milhões).
O dado foi constatado pelo mais recente Global Entrepreneurship Monitor
(GEM 2007), estudo que mede as taxas do empreendedorismo mundial, cujo
relatório foi divulgado no dia 19 de março, em São
Paulo. Liderando o ranking estão Peru (26,06%), Tailândia
(25,95%), Colômbia (18,77%), Venezuela (16,81%), República
Dominicana (14,50%) e China (13,43%). Os últimos lugares foram
ocupados por Letônia (1,41%), Rússia (1,64%), Áustria
(1,84%), Bélgica (1,98%) e França (2,21%).
Em 2007, as brasileiras representavam 52% dos empreendedores adultos
(18 a 64 anos) no Brasil, invertendo uma tendência histórica
quando considerado o período 2001-2007. Em 2001 os homens empreendedores
representavam 71% contra 29% das mulheres. Embora a taxa de empreendedorismo
feminino esteja crescendo, a necessidade ainda é fator marcante
de motivação para a mulher iniciar o empreendimento. Enquanto
38% dos homens empreendem por necessidade, essa proporção
aumenta para 63% para as mulheres.
Esses dados confirmam a tendência apresentada pelos dados da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2006), que
indicam que as mulheres buscam alternativa de empreendimentos para complementar
a renda familiar, ou ainda porque nos últimos anos elas vêm
assumindo cada vez mais o sustento do lar como chefe de família.
As atividades em que a ação de empreendedorismo feminina
se realiza estão especialmente no comércio varejista (37%)
- artigos de vestuário e complementos -, na indústria
de transformação (27%) - confecções, fabricação
de produtos alimentícios, fabricação de malas,
bolsas, valises e outros artefatos para viagem de qualquer material
-, e na atividade de alojamento e alimentação (14%). O
estudo também revela que em 2007 a mulher supera a participação
do homem nos empreendimentos de estágio nascente (53%) e nos
empreendimentos novos (52%), porém, é minoria nos empreendimentos
estabelecidos (38% contra 62%).