SESI divulga o diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador da Indústria

Preocupado em propor soluções às empresas, adequadas às necessidades de cada uma delas, o Serviço Social da Indústria (SESI) realizou entre o final de 2008 e o início de 2009, o Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida do Trabalhador da Indústria. O documento traz informações sobre 355.858 mil trabalhadores de 2.463 indústrias brasileiras, sendo 1% delas de micro porte, 12% de pequeno porte, 40% de média empresa e 46% grande empresa. O objetivo é conhecer as condições de saúde e o estilo de vida dos trabalhadores.

Foram levantados dados sócio-demográficos, estilo de vida (atividade física, alimentação, consumo de álcool e tabagismo), presença de doenças crÿnicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, obesidade e câncer), avaliação da qualidade de vida, presença de distúrbios de ansiedade e depressão, detecção de obesidade, medida da pressão arterial, da glicemia (quantidade de açúcar no sangue) e exame odontológico.

Para chegar ao resultado, os trabalhadores responderam a 90 perguntas cujas respostas foram coletadas por meio de entrevista. Entre os trabalhadores participante, 27,3% são da Região Nordeste, 25,5% no Sudeste, 20,4% no Norte, 15,7% no Centro-Oeste e 11,1% no Sul.


Os dados apontam excesso de peso, hipertensão e depressão como as principais doenças diagnosticadas, presentes em 10,7%, 27,6% e 12,1% respectivamente. Observou-se ainda que entre os trabalhadores com pressão arterial alterada, 82% não referiram diagnóstico médico anterior de hipertensão e que 28,7% necessitam de atendimento odontológico de alta complexidade, que além da prevenção inclui restauração direta, indireta e/ou uso de prótese.


Com relação às Doenças Não-transmissíveis (DNT) 16,4% citaram ter realizado diagnóstico médico prévio de problemas de coluna, 8,2% de hipertensão, 5,7% tendinite ou Lesão por Esforço Repetitivo (LER), 1,8% doença renal e 1,8% diabetes. Entre os trabalhadores avaliados, 9,8% apresentaram duas ou mais das DNT e 7,0% três ou mais.

No que diz respeito ao estilo de vida não saudável, mais da metade dos entrevistados (64,3%) respondeu que consome uma quantidade insuficiente de frutas e verduras, 6,5% consomem sal em excesso e outros 45,8% disseram que o consumo de refrigerantes ultrapassa três vezes por semana. O percentual de fumantes chega a 11,7% e o consumo de bebida alcoólica em excesso é de 3,2% entre os entrevistados. Além disso, 26,7% afirmaram não realizar qualquer tipo de atividade física e 45,8% não praticam atividade física no horário de lazer, o que associado aos fatores acima aumenta o risco de problemas cardiovasculares graves.

Questionados quanto à ausência no trabalho, 29,6% relataram um dia de absenteísmo devido a problemas de saúde e 7,3% por acidente de trabalho. Uma pesquisa realizada em 2007 pela International Stress Management Association mostra que no Brasil, 70% dos trabalhadores registrados sofrem com sintomas de estresse profissional e que os custos relacionados à rotatividade, licença médica, queda na produtividade e faltas ao trabalho chegam a mais de R$ 80 bilhões por ano.

Em relação à utilização de serviços de saúde e de medicamentos, 59,2% dos trabalhadores possuem planos de saúde, porém, 16,3% não consultaram médico e 40,7% não foram ao dentista no último ano.

Os aspectos demográficos e socioeconÿmicos abordados pelo diagnóstico revelam que entre os 355.858 trabalhadores, 73,7% eram homens, 35,8% concluíram o ensino médio (11 anos de estudo), 64,9% moram em casa própria, 54% são casados e 54,2% se declaram chefes de família. Um total de 72,6% ganha até três salários mínimos como renda mensal.

O Diagnóstico foi implantado em todos os Departamentos Regionais do SESI, oferecido gratuitamente às indústrias. Dessa forma, a partir do relatório, a instituição poderá propor soluções às empresas, definir prioridades e oferecer soluções sustentáveis e efetivas, como a reorganização dos serviços e benefícios, o que contribuirá para o aumento da produtividade industrial.

A Unidade de Saúde do SESI situa-se à Rua Leopoldo Machado, n.2749 - Trem.


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