Pesquisa com células-tronco adultas é apresentada no CREMAP

Os cirurgiões-cardiovasculares Antônio Paulo de Oliveira Furlan e Marcos Roberto Lima de Carvalho Santos vão explicar como o Estudo Multicêntrico de Terapia Celular em Cardiopatias, criado há três anos pelo Ministério da Saúde com células-tronco adultas será realizado no Amapá. A palestra será realizada no dia 30 de março no auditório Dr. Alberto Lima no CREMAP, a partir das 19h. O evento é organizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Amapá (CREMAP) em parceira com a Associação Médica do Amapá (AMA).

Segundo os palestrantes, a pesquisa foi divida em módulos e vai analisar a eficácia das células-tronco em cardiopatia chagásica, miocardiopatia dilatada idiopática, infarto agudo do miocárdio e doença coronariana crônica. No Amapá serão avaliados os pacientes com doença coronariana crônica. De acordo com Furlan, “o objetivo primário é testar a hipótese que o implante de células-tronco associado com a cirurgia de revascularização do miocárdio aumentaria a perfusão regional e contratilidade do músculo cardíaco, além da melhora da classe funcional de angina e da classe funcional de insuficiência cardíaca, assim como a morbimortalidade e a qualidade de vida dos pacientes”, explica.

Somente os pacientes que tiverem o diagnóstico confirmado da doença serão submetidos ao procedimento. As células-troco vão ser retiradas do próprio paciente para que não haja risco de rejeição. “Após a confirmação da doença, será feita uma punção no osso ilíaco, de onde serão retirados 100 ml de medula óssea. Em seguida a coleta será enviada ao Laboratório Central do Estado, onde será separada em cinco seringas. O material de uma dessas seringas vai ser analisado para sabermos se as células são viáveis, se aprovadas, o restante será implantado em 20 pontos do músculo cardíaco”, ressalta Furlan.

Após o procedimento, os pacientes serão acompanhados durante um ano, conforme o protocolo da pesquisa. Além dos dois palestrantes, fazem parte da equipe do Estudo Multicêntrico de Terapia Celular: a cardiologista Luciana Monteiro; a hematologista Luciana Campos C. Machado de Souza; a anestesista Karlene Aguiar Lamberg e a biomédica Juvanete Amoras.

Todos os dados coletados durante este período serão enviados para o INCOR e publicados, para que futuramente o tratamento seja oferecido na rede pública. As despesas do tratamento serão custeadas pelo Sistema Único de Saúde. O Hospital São Camilo, o Instituto de Cardiologia e o Laboratório Central do Estado foram credenciados para a realização do trabalho. Os médicos estão cadastrando pacientes interessados em participar da pesquisa. Mais informações pelo número 3222-5398 ou no Ambulatório de Cardiologia do Hospital Geral e no Instituto de Cardiologia.

Elyerge Paes
Assessoria de Comunicação do CREMAP