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| Perigo
real e imediato Esta coluna foi a primeira a denunciar, no final do ano passado, a ampliação de um pólo de mineração em pleno Pantanal mato-grossense. O projeto vem sendo liderado pela EBX, grupo que pertence ao empresário Eike Batista, que também há poucos meses foi expulso da Bolívia exatamente porque a siderúrgica que montava em Puerto Quijaro, no Departamento (estado) de Germam Busch, danificava violentamente o sistema ecológico da região. Pensava-se que tal denúncia serviria para engrossar o coro das entidades de defesa do meio ambiente e que, a partir dali, se criaria pelo menos um debate em relação à obra, amparada pelo ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT. A campanha do então candidato André Puccinelli, hoje eleito governador, chegou a sinalizar que gostaria de se inteirar sobre a planta antes que estivesse concluída e o dano sacramentado. Mas o discurso não correspondeu à prática. Da maneira como funciona hoje, o pólo ainda não atingiu o estágio de uma pré-Cubatão. Mas aquilo que o secretário Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que não aconteceria aqui no Rio, na região de Sepetiba, corre o risco de ocorrer por lá. Somente a MMX, outro braço da EBX, ganhou de Zeca do PT área de 250 hectares na região de Maria Coelho. Porteira aberta, com ela vieram as mineradoras Vetorial e Pirâmide, que se somaram à Urucum e à Corumbaense, que estão no local há quase 40 anos. Não bastasse o impacto sobre o meio ambiente - uma vez que não
foram realizados estudos que atestem a capacidade da região suportar
mais exploração do solo e das minas -, algumas discrepâncias
puderam ser verificadas. Por exemplo: a MMX pediu o licenciamento ambiental
da siderúrgica em janeiro de 2006, obteve a licença prévia
em julho e, 28 dias Mais: a MMX pretende consumir 225 mil toneladas/ano de carvão
vegetal vindas do próprio Estado, sendo os 30% restantes importados
da Bolívia e do Paraguai. Ressalte-se que 17% da cobertura vegetal
original do Pantanal já foram O detalhe, porém, é que a MMX não disse de onde virá o carvão vegetal que consumirá. Justifica o mistério como segredo comercial. Firmou Termo de Compromisso e Conduta com o Ministério Público Estadual de Corumbá de que não comprará carvão pantaneiro. Mas se desmente a seguir através do EIA/Rima, em cujos documentos afirma que fará parcerias com fazendas em diversas regiões do Estado, dentre as quais a Anastácio. Que - vejam só! - fica dentro do Pantanal. Peso-leve Vander Luiz Loubet, candidato a deputado federal, também levou um dote de R$ 400 mil para a campanha. Quem ele é? Sobrinho de Zeca do PT. Peso-pesado E deu os motivos para isto: "Para impedir que licenças ambientais
para seus empreendimentos sejam recusadas por razões políticas".
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