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Oficinas Educativas como ferramenta de gestão ambiental.(*)
Promover a participação dos atores sociais na geração
e difusão de conhecimentos sobre a realidade de comunidades ribeirinhas,
visando a gestão participativa dos seus recursos naturais é
o objetivo do projeto de Comunicação e Educação
para Gestão Ambiental , desenvolvido na 5ª região do
rio Madeira, sob a coordenação da Embrapa Rondônia
e parceria executiva da Emater Rondônia.
Para isso, em paralelo aos estudos em grupos comunitários de estudo,
que buscam gerar conhecimentos sobre os recursos pesqueiros e agroflorestais
das comunidades , desenvolve-se , atividades de comunicação
e educação, que tem por base o desenvolvimento de oficinas
educativas como um espaço de produção coletiva de
conhecimento e como ferramenta de gestão participativa dos recursos
naturais. A metodologia do projeto compreende uma etapa de sensibilização
para a participação no proocesso de gestão, desenvolvida
no terceiro quadrimestre de 2004, na qual foram realizadas seis Oficinas
, três em cada comunidade. A hipótese é de que o processo
de gestão participativa demanda um espaço comunicacional
que legitime a participação dos atores sociais envolvidos
no processo e valorize o saber tradicional/local. As oficinas seriam este
espaço de comunicação e participação.
As oficinas realizadas , discutiram os conflitos socioambientais presentes
nestas comunidades e permitiram a obtenção de um diagnóstico
preliminar, quanto aos recursos pesqueiros e produtos agroflorestais.
Sob o ponto de vista da comunicação , as oficinas funcionaram
como um espaço de reflexão sobre os conflitos percebidos
pelos comunitários e a potencialidade de seus recursos pesqueiros
e agroflorestais. Foram aplicadas técnicas vivênciais , jogos
e dinâmicas de grupo, que orientam o processo de reflexão.
Leituras coletivas, uso de imagens locais, e construção
do "retrato" da comunidade , através de desenhos, foram
outras técnicas empregadas.
A partir da constatação de que o recurso pesqueiro está
cada vez mais escasso, buscasse alternativas nas atividades agrícolas
e extrativistas.
Na segunda etapa do projeto , a ser desenvolvida em 2005, o processo de
comunicação será aplicado nos Grupos Comunitários
de Estudo , formado por técnicos e produtores, que desenvolverão
estudos sobre o açaí, mandioca, peixes, e plantas medicinais
e ornamentais.
O projeto é desenvolvido nas comunidades Porto Seguro e Cujubim
Grande, no entorno de Porto Velho, sob a responsabilidade técnica
da Embrapa e Emater , contando com a parceria do Incra , Ibama, Sedam,
Seapes e organizações sociais de assistência técnica
a agricultura familiar.
(*) Vania Beatriz V. de Oliveira
Mestre em Extensão Rural - Pesquisadora da Embrapa Rondônia.
e-mail vania@cpafro.embrapa.br
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