De
todas elas, vale a pena fazer uma promessa. Apenas uma. Aplicar
todo o dinheiro público em benefício dos cidadãos.
4-9-2008
Um festival de promessas vazias.
O talvez último representante do velho e atrasado coronelismo
político brasileiro marcou sua carreira, entre outras coisas,
por uma prática infalível num país de ignorantes
como o nosso. “Em campanha eleitoral se promete tudo, e depois
de eleito esquece o que prometeu, porque o povo vai se esquecer
também”, ensina aos seus discípulos ávidos
por lições que lhes permitam enrolar com mais facilidade
ainda, os ingênuos eleitores que lhes oferecem os votos e
o suporte para o enriquecimento ilícito, legitimado por uma
eleição fraudulenta que poucos tem como provar.
O que vem sendo feito na eleição para a Prefeitura
de Macapá é uma agressão á inteligência
de quem ainda tem, pelo menos, alguma coisa parecida com ela, por
menor que seja. Em meio a promessas de soluções possíveis
para os problemas locais, montaram uma usina para a produção
de dezenas de outras, tão mirabolantes quanto impraticáveis.
A cidade de Macapá precisa de soluções imediatas,
objetivas, simples na medida do possível, mas principalmente
sérias, coisa que nem a administração municipal
nem a estadual têm demonstrado possuir no momento dramático
que o povo amapaense atravessa. Essas soluções não
podem ser planejadas para atender os cinco por cento da população
que sobrevivem sem qualquer benefício do poder público,
porque tem dinheiro para isso, mas em função das necessidades
dos outros noventa e cinco que não vivem sem a ação
dele na educação, saúde, transportes coletivos
de qualidade, coleta de lixo e lazer, entre outras coisas.
Esse festival de promessas vazias é fruto das mentes doentias
de quem busca o poder para usá-lo como instrumento de enriquecimento
pessoal, ou de grupos políticos e familiares. Na própria
essência, essas promessas não carregam ingredientes
que indiquem a intenção de produzir mecanismos para
o atendimento das necessidades coletivas. São resultado de
puro egoísmo, e da distorção de caráter,
muito comuns nesses políticos que agem da forma como os promesseiros
estão agindo. Essas pessoas são doentes e precisam
ser isoladas, porque essa doença não faz mal apenas
aos seus portadores. Ela produz efeitos que atingem um povo inteiro,
principalmente em seus segmentos menos favorecidos: a população
mais pobre, indefesa.
Como
o mundo é pequeno.
O Chico Bruno estava sentado em um barzinho do lugar onde
vive no litoral da Bahia, quando ouviu na mesa ao lado a citação
dos nomes Góes e Capiberibe. Ficou curioso e “esticou
as orelhas”. Eram marqueteiros com alguma ligação
com o Amapá, falando de eleições e pesquisas.
O “véio” Chico aguçou ainda mais a recepção,
subiu as antenas, sintonizou melhor e ficou atento. O grupo conversava
sobre uma pesquisa encomendada para balizar a campanha de Góes,
o primo, a prefeito de Macapá. Ouviu claramente o resultado
de tal pesquisa que era de.... Bom, dar os números aqui seria
uma traição aos princípios básicos do
jornalismo. Assim, quem quiser saber que mais o Chico Bruno ouviu
naquele barzinho do lugar onde mora, acesse o artigo dele, neste
site. Está tudo lá. Certamente os resultados que ouviu
não serão registrados nem publicados aqui.
Por que
ninguém denúncia Marília?
Ouvi hoje de um advogado que “os partidos ficam resmungando,
querendo mais ação da Justiça Eleitoral, mas
não fazem com que essas ações sejam adotadas.
Juiz não tem competência para iniciar um processo,
se não houver uma denúncia”, disse e deu o exemplo.
“No caso da secretária Marília Góes,
quem pode fazer a denúncia, os partidos políticos
e o Ministério Público Eleitoral até agora
não fizeram. E se não fizeram a Justiça não
vai se manifestar”, concluiu. É verdade e ao mesmo
tempo muito estranho.
Dos partidos, aparentemente apenas o PSB e o PSTU teriam condições
de denunciar. Mas todos estão sendo supostamente prejudicados
pelas ações da secretária, então por
que não agem? A resposta não é tão difícil
de obter. Com poucas exceções os dirigentes dos partidos
são extremamente vinculados e dependentes do poder. Não
vão mexer em ninho de marimbondos. O Ministério Público
do Estado, que em alguns setores dá exemplos de competência
e independência, nesse campo se mostra vulnerável e
submisso. Então resta apelar pra quem?
Visão
estreita e prioridades duvidosas.
Quando um candidato toca trombetas para dizer que vai colocar
equipes médicas para atender caminhantes dominicais da Beira-rio,
assusta, pela estreiteza da visão e o tipo de prioridades
que tem.
As cinqüenta ou sessenta pessoas que costumam caminhar pela
Beira-rio, se tantas, normalmente são de um grupo economicamente
da média para cima, e suficientemente bem informado para
saber da necessidade e avaliar, por conta própria, as suas
condições de saúde. Alguém precisa dizer
a quem escreve os textos para o candidato ler, que na maioria dos
bairros de Macapá, há uma população
de vinte, trinta ou quarenta mil pessoas precisando dessa assistência,
não para exercícios eventuais de final de semana,
mas para garantia de sobrevivência.
Como
é bom ser lembrado assim.
Aldony Fonseca, o Babá, era diretor administrativo
do Banco do Estado do Amapá, há algum tempo. Um dia,
como fazia sempre, parou o carro nas proximidades e tentou entrar
um pouquinho antes do inicio do expediente. O vigilante, novo no
serviço, olhou o negrão meio de atravessado e não
deixou. Sem qualquer outra reação, Aldony fez meia
volta e se dirigiu para onde estava o carro, enquanto uma funcionária
que se preparava para iniciar o dia de trabalho, praticamente correu
até a porta e perguntou ao vigilante.
- O que foi que você fez rapaz?
- Nada. Só que aquele homem queria entrar e eu não
deixei.
- Aquele homem é o diretor admninistratiovo do Banco, falou
a funcionária, já saindo para chamar o Aldony, não
sem antes ouvir o que o vigilante tinha a dizer se justificando.
- Andando naquele carro, como é que eu ia imaginar que fosse
diretor do Banco, concluiu.
O velho Chevette estava lá, não caindo aos pedaços,
mas perto disso. E nada aconteceu ao vigilante.
- Ele estava cumprindo sua obrigação. disse o diretor.
Deputados
começam a demitir parentes
Após a decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir
o nepotismo, pelo menos 19 parentes de deputados federais foram
demitidos de gabinetes. A súmula do STF foi publicada na
última sexta (29). Ontem (3), o boletim administrativo da
Casa publicou a exoneração de 14 parentes de deputados,
enquanto as outras cinco já haviam sido publicadas. Nos atos
de exoneração, aparecem dois deputados que demitiram
quatro parentes cada: João Magalhães (PMDB-MG) demitiu
a sogra, o pai, a esposa e um sobrinho que eram contratados como
secretários parlamentares; Pedro Fernandes (PMDB-MA) tinha
contratados a mulher, o filho, o irmão e o sobrinho.
Comentário: Escuta aí. Isto aqui não é
Brasil? A decisão do STF não vale para todos os Poderes,
ou a “harmonia” entre os poderes daqui se basta para
escapar das decisões dos poderes de lá? E quem vai
fazer cumprir a decisão?
A lei diz que o ingresso no serviço público se dá
através de concurso. Então por que o filho ou a filha
da doméstica faz concurso e o parente do figurão não
faz?
“Tão”
levando até a areia da praça.
Toni Neto.
Essa Macapá não existe e o ser humano é coisa
de louco. CIDADE NÃO DORME
Olha essa; na madrugada de ontem minhas cadelas começaram
a latir deixando claro que estavam acuando alguém. Isso à
1h30min da madrugada de quarta. Fui à janela da frente que
é de vidro e tem película, com isso se vê quem
está fora e a pessoa não te vê.
Quando olhei pela janela vi um Gol cor verde claro parado na praça
do Terceiro Bis. ao lado da quadra de vôlei, de areia, e um
homem saindo da quadra de areia para o carro com algo nas mãos
e deixou dentro do carro. Em seguida saiu com um balde de plástico,
na verdade esses baldes pequenos de tinta. Foi até a quadra
de vôlei, encheu o balde com areia e levou para dentro do
carro, e saiu com outro vazio e encheu novamente de areia.
Correa, o homem encheu nove baldes de areia que trouxe dentro do
carro, com a maior tranqüilidade. Saiu, passou meia hora, as
cadelas latindo novamente e o que vejo; o mesmo homem voltou com
os mesmos baldes vazios e começou a encher de areia novamente.
Acho que ele está construindo na casa e não quer comprar
areia e sai à noite para pegar.
Não deu para identificar a placa, pois da minha janela, apesar
da praça ficar do outro lado da rua não foi possível
ver o número. Detalhe: A praça não foi inaugurada
e não foi entregue à população. A areia
que está na quadra, foi o pessoal que joga alí que
comprou. Fizeram coleta e compraram uma carrada de areia e espalharam
na quadra, que estava com pedra e mato.
Se fosse areia comprada pelo responsável pela obra, seria
dinheiro público e o cara leva na maior cara de pau.
Não deu para fotografar, infelizmente. Sandala.
Comentário: Estão roubando descaradamente em outros
lugares, dando mau exemplo, tanto que o gatuno do Gol verde claro
se achou no direito de surrupiar areia da praça. Pode? Sandala
é jornalista e mora ali perto, tão perto que viu.
NOTINHAS
A Bahia consome uma tonelada de cocaína por mês.
O que é que os baianos fazem com tudo isso? Temperam o suco
ou a água e coco? 
O Lula precisa aprender a ficar calado para não falar besteira,
como quando diz que o fumo devia ser liberado em qualquer lugar.
Nosso presidente não sabe que cada fumante contribui para
a morte, por câncer geralmente, de não fumantes que
aspiram a fumaça do cigarro dele. 
Não devia ser assim, mas é. A greve dos transportes
coletivos por causa da luta dos trabalhadores por melhores salários
e condições de trabalho, prejudica muito o desempenho
do Joinville Frota na campanha eleitoral. Ele é presidente
do Sindicato dos Rodoviários e candidato a prefeito de Macapá
pelo PSTU. 
O juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva marcou para
o dia 30 de outubro às 9 horas, a audiência de conciliação
no processo de reintegração de posse da área
da Infraero. 
Ladrão de areia da praça? O sujeito deve ter pensado
o seguinte: se nesta terra roubar dinheiro público não
dá em nada, levar a areia da praça pode dar alguma
coisa? Ele tem razão? Será?
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