| A
situação política do Adauto tá insustentável.
Acho que ele mesmo deve pedir pra sair. Em geral os governantes
seguram situações desse tipo
(Deputado Bala Rocha, no Twytter)
10-3-2010
O debate
sobre o Hospital do Câncer
A audiência pública marcada para esta quinta-feira
na Assembléia Legislativa, iniciativa do deputado Camilo
Capiberibe, abre espaço para um bom debate sobre a destinação
do hospital que foi projetado para atender pacientes portadores
de câncer, e hoje pode ser transformado em um Hospital Regional,
correndo o risco de se transformar em mais uma unidade precariamente
assistida pelo poder público, como acontece com as outras
que fazem parte da rede estadual do Amapá.
Ontem, um médico me chamava a atenção para
a importância dessa audiência:
- “O Amapá precisa muito desse hospital voltado para
o atendimento de pessoas com câncer. O governo sabe da necessidade
de construir uma unidade hospitalar na zona norte de Macapá,
e tem como fazer isso, se quiser, mas esse hospital deve ser mantido
para o tratamento do câncer. Um hospital desse tipo exige
um nível de especialização tão desenvolvido,
e dedicação quase absoluta, que inibe inclusive a
irresponsabilidade com que alguns tratam a saúde pública”,
disse.
O chamado Hospital do Câncer é uma obra do governo
federal, administrada pela Prefeitura de Macapá, construído
na zona norte da cidade de Macapá, está com 80% pronto,
e tem praticamente todos os pareceres do MS favoráveis à
conclusão.
Educação:
Ação criminal ainda está no MPE
Se o procurador-geral do Ministério Público,
Iacy Pelaes demorar muito a encaminhar para a Justiça a ação
criminal proposta contra o secretário de Educação
do Amapá, Adauto Bittencourt, e já passaram os quinze
dias que tecnicamente teria para mandar, corre o risco de alguém
fazer isso por ele: um partido político, por exemplo.
Conversa
de rua
Ouvi isso hoje à tarde, na rua:
-”Nenhum caso envolvendo o poder neste Estado vai em frente,
porque a Justiça faz parte disso tudo que está acontecendo
aqui. A esperança é levar tudo para a esfera federal,
como a OAB em fazendo em outras partes do Brasil. Só que,
no caso do Amapá, o presidente da OAB já sentou para
conversar com o governador, e sabe-se muito bem o que aconteceu
das outras vezes”, disse.
Retruquei lembrando que a OAB/AP subscreveu a ação
do MPE contra o secretário estadual de Educação,
e que o presidente regional da OAB pode sentar e conversar com quem
quiser, desde que não coloque a Ordem à serviço
de seu interlocutor. Quanto a levar as questões para a esfera
federal seria uma garantia, mas não sei se pode.
9-3-2010
Pacto
do atraso
No debate ora instalado no vizinho Pará, sobre a
divisão daquele Estado para criação de mais
dois congêneres nominados de Carajás e Tapajós,
me chamou atenção a notícia de primeira página
estampado em jornal da capital, onde um analista argumentava que
fracionar o território paraense significava transformá-lo
em três Amapá, estado pobre no qual a população
fica à mercê das elites locais. A visão forasteira
da realidade amapaense não é desprovida de sentido
crítico, não cabendo contestá-la por puro ufanismo,
pois.
Não é novidade que sempre fomos conduzidos por representantes
alheios à vontade popular local, desde o desmembramento ocorrido
em 1943, quando foi criado o Território Federal do Amapá
a partir de terras paraenses. Os governantes que aqui passaram,
ungidos pelo governo central, afora notáveis exceções,
apenas cumpriram missão oficial, desatrelados da responsabilidade
de conduzir o Amapá por amor a terra e compromisso com a
sociedade nativa.
Com a constituição de 1988, criado o Estado do Amapá,
as condições do exercício da autodeterminação
se estabeleceram. Finalmente o povo amapaense escolheria seu próprio
destino, conduzido por lideranças arraigadas ao sentimento
de promover o bem-estar geral. Concorreriam na contramão,
como de praxe na história brasileira, as elites atrasadas
locais, filhas do longo período de colonização
e refratárias a qualquer tentativa de mudança.
Passados 19 anos desde a posse do primeiro governador eleito do
Amapá, em 15 de março de 91, está tudo como
dantes no quartel de Abrantes. Ressalva se faça ao ex-governador
Capiberibe, o único que desenvolveu o plano de governo apresentado
em palanque. Estruturado nas premissas
sustentabilidade, descentralização e transparência,
como base para quaisquer ações de governo, tal concepção
de governar atingiu em cheio as castas privilegiadas. Para a ridicularização
e o boicote ao projeto foi um passo. O império do atraso
contra-atacava.
No atual governo, nunca foi tão forte o atrelamento com as
forças corrompidas, em total dessintonia com as aspirações
coletivas. Em substituição ao criador do finado PDSA,
Waldez elegeu-se em 2002 apresentando uma cartilha com 12 propostas
sintonizadas com os sonhos de todo amapaense de então: primeiro
emprego, casas populares, creches em cada bairro e outras não
menos preferidas. Quase todas foram sequer perseguidas. A necessária
visão de futuro existe apenas no slogan do seu segundo mandato.
Mas os amigos do poder estão satisfeitos.
Convivendo com escândalos só superados em tamanho pelo
esforço da mídia paga para abafá-los, o governador
preferiu acolher, num pacto de harmonia, integrantes, dos mais ilustres,
dessas elites, ressalvados os que não se renderam ao pacto
funesto, verdadeiros heróis da resistência : de A a
Z dos veículos de comunicação, de membros de
poderes a falsas lideranças populares, de grandes empresários
a pseudo representantes das classes trabalhadoras, de mandatários
do senado federal a vereadores do menor município. Para esses,
a palavra chave é “favor”, disfarçada
em participação no governo, de uma ou de outra forma,
e o preço a ser pago é o silêncio absoluto para
com o sofrimento do povo.
Como manter amigos poderosos, e sequiosos, custa caro, falta dinheiro
para as carências mais elementares da população.
Setores como os de energia, água, esgoto, saúde, educação,
habitação, recuaram drasticamente no período,
motivado pelo loteamento político da administração
e pela falta de cobrança do governador pelos resultados.
Oiapoque e Laranjal sofrem com a crônica falta de energia,
não tem água em hospitais da capital, merenda virou
artigo de luxo nas escolas e recém nascidos morrem no atacado.
Em nome da parceria política, tudo é tolerado, até
a corrupção desenfreada.
Exemplo mais patético da “forma Waldeziana de ver o
Amapá” é o recente escândalo na educação
pública, setor contemplado com vinte e cinco por cento de
todo o orçamento do executivo. O MPE acusa formalmente vários
colaboradores do governo de estarem envolvidos em falcatruas que
atingem a casa dos 200 milhões de Reais; nesse rol está
o nome do gestor da SEED, parceiro do governador e, pelo próprio,
escolhido e nomeado. A justiça de primeira instância
sentenciou o seu afastamento. Qualquer governante sério,
ao menos na aparência, deveria acolher a hipótese de
estarem ocorrendo as ilicitudes apontadas, e afastar os envolvidos
para preservar a imagem do governo e garantir as figuras da segurança
e da precaução administrativa.
A administração pública está acima das
pessoas, e o interesse coletivo acima dos individuais. Mas, para
o governador a amizade ou, pior, o medo que toda a sujeira venha
à tona, parece estar acima de tudo, até da dignidade
do cargo. O governo já recorreu da sentença. O governador
é um parceirão! As forças corrompidas do atraso,
penhoradas, agradecem.
Ruy Smith, deputado estadual.
(Comentário)
Fazia tempo que não lia um texto tão consistente sobre
uma questão muito pouco levada a sério: a cidadania.
O artigo do deputado Ruy Smith deveria ser impresso e distribuído,
aos milhares nas escolas, para ajudar na formação
das novas gerações, que precisam ser bem melhores
que a que está aí.
Os (des)caminhos
da Polícia Militar
Uma Polícia que pára um carro às quatro
e meia da madrugada, com apenas um ocupante dentro, e precisa mandar
a pessoa saltar, baixar as calças e abrir as pernas para
verificar se ela está falando a verdade, precisa rever seus
conceitos e treinar - ou seria educar? - melhor seu pessoal. Um
telefone resolveria o problema, sem humilhação. E
se alguém chamar a Rádio-Patrulha às três
da manhã, ou em qualquer hora, provavelmente vai ouvir a
resposta padrão: “não podemos atender porque
nossas viaturas estão atendendo outras ocorrências”.
Conversa fiada. A ordem é dar essa desculpa para escamotear
a verdade: a falta de gasolina para movimentar os veículos.
E se acontecer de um carro quebrar, principalmente dos que atendem
o bairro Perpétuo Socorro, é possível ser feito
um estranho negocio: um dos membros da equipe compra a peça,
faz a troca e ganha dias de licença, dependendo do valor
da peça trocada.
O Brega”,
por Lia Sophia
Roupagem maravilhosa foi a que a cantora Lia Sophia deu
para algumas das mais conhecidas músicas do cancioneiro popular
paraense, do estilo conhecido como “Brega”. O CD sequer
chegou às lojas de Macapá e já está
dando o que falar. Divulgado em trechos, principalmente pelo programa
radiofônico “Café com Notícias”
(Rádio Equatorial 94,5 FM), as releituras de Lia Sophia vêm
agradando muita gente (inclusive a mim, que só ouvi 3 músicas),
os quais, ansiosos, buscam por mais informações sobre
a obra. Mas, infelizmente, algumas críticas não são
nada agradáveis e sim pejorativas. Alguns “cabeçudos”
que têm ouvidos mais não escutam, entendem que a cantora
agora se tornou “brega”, com “b” minúsculo.
Para esses, vamos lembrar alguns fatos quanto ao estilo “Brega”.
O estilo musical “Brega”, que apresenta sólida
base no Estado do Pará, nada tem a ver com “mau gosto”
que emite o significado da palavra constante nos dicionários,
cujos autores pouco levam em consideração os sentidos
atribuídos a determinadas palavras nas culturas das demais
regiões senão Sul e Sudeste, diga-se mais precisamente
Rio e São Paulo. No entanto, podemos dizer que o “Brega”
se traduz no exagero utilizado na expressão musical (letras
fortes, sempre falando de amor e do cotidiano) e na forma de se
vestir, pois em pleno auge na década de 1980, os cantores
paraenses, “BREGUEIROS” como são conhecidos até
hoje, tinham a necessidade de agradar o seu público e se
diferenciavam utilizando indumentárias ricas em cores e brilho.
Num período em que a música americana tinha lugar
de destaque nas rádios paraenses, o “Brega” conseguiu
fazer despontar na mídia local vários de seus personagens,
entre os quais os cantores Mauro Cota, Tedy Max, Mirian Cunha, Francys
Dalva, Fernando Belém, Juca Medalha, Cícero Rossi,
que se apresentavam em programas famosos na capital paraense qual
era o TV Cidade e em shows itinerantes como o “A Noite do
Brega” (que visitava os interiores do Pará), ambos
capitaneados pelo saudoso jornalista e apresentador Kizan Lourenço.
Tendo surtido efeito ainda, levando à mídia nacional
cantores como Olímpio Martins (com seus dois chocalhos fez
sucesso com a música “Quero você, todinha pra
mim”) e Beto Barbosa (de imitador de Sérgio Malandro
conquistou com a lambada “Preta” uma das trilhas da
novela “Rainha da Sucata”, na Rede Globo). Daí
em diante, a Região Norte passou a ser um pouco melhor destacada
artisticamente na mídia nacional.
Portanto, ao tentar esclarecer um pouco sobre o que entendo como
verdadeiro significado do estilo “Brega”, peço
que prestem bem atenção à nova roupagem atribuída
a cada uma das músicas e para a maravilhosa interpretação
de Lia Sophia, deixando de lado preconceitos. Viva a música!
Rick Lobato
(96)9966-1690
ricklobato71@hotmail.com
MP-AP
empossa servidores aprovados
Data e horário: 10 de março (quarta-feira),
às 8h.
Local: Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça
(Av. Fab, nº 64. Centro).
O Procurador-Geral de Justiça, Iaci Pelaes dos Reis, promove
a solenidade de posse dos candidatos aprovados no II Concurso Público
para ingresso no Quadro de Pessoal Efetivo do Ministério
Público do Estado do Amapá. Foram 20 vagas ofertadas
para o cargo de Técnico Ministerial – área administrativa,
distribuídas entre dez municípios do interior do Estado.
Nesse evento, serão empossados apenas 13 aprovados, os demais
serão chamados até o período de validade do
Concurso que é de dois anos, prorrogáveis por mais
dois anos. O Servidor terá como atribuições
gerais realizar atividades relacionadas ao planejamento, organização
e execução de tarefas que envolvam a função
de suporte técnico e administrativo. Além disso, irá
atuar nas áreas de controle processual, documentação,
realização de diligências internas e externas,
entre outras funções.
Empossados
Joel Lobato de Oliveira - Promotoria de Amapá
Evelyn Louise de Morais Medeiros Dantas Monteiro - Promotoria de
Calçoene
Michel Melem Assunção - Promotoria de Ferreira Gomes
Laurinaldo da Silva Lopes e Ubiraci Maciel Ribeiro (Candidato Portador
de Deficiência) - Promotoria de Laranjal do Jari
Elias Silva de Oliveira - Promotoria de Mazagão
Monique Nathyane Ribeiro Coelho, Luiz Augusto de Souza Rocha e Adalberto
Nascimento Costa (Candidato Portador de Deficiência). Promotoria
de Oiapoque
Pedro Paulo de Melo Reis Neto - Promotoria de Porto Grande
Zildo da Silva de Luna Junior - Promotoria de Serra do Navio
Antônio Fausto Viana Junior - Promotoria de Tartarugalzinho
Francisco Freitas Fernandes - Promotoria de Vitória de Jari
NOTINHAS
Há mais ou menos duas semanas, uma professora procurou
o Procon e fez uma queixa. A audiência foi marcada para a
segunda-feira, 8. Ontem a professora foi ao Procon e estava tudo
fechado, na porta um aviso: ‘as audiências marcadas
para hoje só na sexta-feira. Ué, mas não foram
eles que marcaram para ontem? 
Fizeram festa, mais uma, para comemorar as obras do Aeroporto de
Macapá. Podiam ter feito um culto ecumênico, pedindo
a Deus para que o dinheiro não tenha a mesma destinação
dada ao de antes. As figurinhas festeiras eram quase as mesmas.

“O governador Waldez Góes, com sua grande indecisão
está colocando o Amapá numa encruzilhada de difícil
solução. A dúvida é a mãe do
caos”. Deputado Antonio Feijão no Twitter. 
O juiz Paulo Madeira determinou a abertura dos demais envelopes
e a conseqüente somatória dos quesitos restantes do
concurso do carnaval, para fins de publicação oficial
do resultado, levando em conta todos os quesitos previstos no regulamento
do carnaval. “Por questão de segurança, determino
que a continuação da apuração seja feita
no Quartel da Polícia Militar do Estado, no dia 12 de Março
do corrente ano, às 12:00h, sob a presidência deste
Juízo, ficando o processo de abertura e publicação
a cargo dos dirigentes da LIESA”, determinou o magistrado. 
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