Alguns políticos não fazem esforço para manter aberto um canal democrático de comunicação com o público. Querem bonecos de ventríloquos, repetindo tudo o que mandam fazer.

11-3-09
Por que roubam tanto o nosso dinheiro?
A pergunta que a revista Veja fez e respondeu é ligeiramente diferente. A Veja perguntou “Por que eles gostam tanto do nosso dinheiro”? “Eles” são os políticos denunciados pelo senador Jarbas Vasconcelos em princípio, e mais recentemente pelo também senador Pedro Simon. Por que eles gostam tanto não sei, mas por que roubam tanto, é fácil.
Fazemos parte de uma manada de cento e oitenta e poucos milhões de animais dóceis, obedientes, conduzida por vaqueiros de paletó, gravata e camisas de colarinhos brancos impecáveis, alguns togados. Seguimos o rumo que determinam, ou sussurrando ordens em nossos ouvidos, ou distribuindo algumas sobras de ração, caídas das mesas fartas dos seus banquetes, ou puxando o cabresto para nos mostrar quem manda e quem deve obedecer.
Aceitamos tudo placidamente, conformados e às vezes, por incrível que pareça, felizes e agradecidos porque nos sobrou alguma migalha distribuída em forma de esmola, que é para que fiquemos sabendo da ”bondade” de quem nos conduz.
Enfim, somos cento e oitenta milhões de pagadores de impostos, uns pagando com dinheiro e muitos com a miséria a que são submetidos, para ficar na dependência e voltar a eleger os políticos corruptos, que recebem o dinheiro, dividem com suas quadrilhas, e se utilizam de parte dele para manter o poder, até quando acontecer o estouro da manada, que incontrolável pode levar o país pelos caminhos que outras sociedades já trilharam. Pode demorar muito, mas pode começar amanhã.
Entre o trator e a escavadeira.
Bom dia Corrêa.
“Ontem as rádios de Macapá informavam de um trator que estava na casa de um irmão de um ex-secretário. Na Caesa tem uma retro-escavadeira que foi dada sem nenhum ônus a uma empresa, a Locam, na Av. Euclides da Cunha, próximo ao Fórum, e ninguém toma ou tomou nenhuma providência, até porque é um bem público. A retro desfila toda pintada com o adesivo da Locam mas na verdade ela pertence a Caesa”.
Recebi esse recado logo cedo pela manhã. Pouco depois chegou um outro, de outra remetente:
- “o estranho é que a empresa Caesa tem, alugadas. várias retros e no entanto doa sem nenhum documento a uma empresa chamada Locam, que dizem ser de um deputado do PDT. A retro que desfila toda enfeitada fica na minha rua, próximo ao Fórum da FAB. É só o Ministério Público ir lá e conferir. Volto a lembrar: a empresa que vai ganhar a licitação de corte e re-ligação é a Loca, do Grupo GR”. >>> Se alguém quiser se manifestar sobre o assunto, o espaço está aberto.
A reação dos amigos do poder.
O médico, radialista, jornalista e agora escritor Leonai Garcia pediu, na semana passada, a demissão do secretário Alcir Mattos, da Infra-estrutura, depois da bordoada nacional que o governo do Estado levou no domingo, quando uma reportagem do programa Esporte Espetacular, da TV Globo, mostrou a decadência do Estádio Milton de Souza Correia, o Zerão. Logo em seguida o radialista Luiz Melo foi mais radical e pediu que todos os envolvidos no escândalo revelado pela Operação Exérese, sejam “mandados para a Faixa de Gaza”. Os dois são porta-vozes e muito ligados ao governador Waldez Góes, o que justifica a estranheza de quem tomou conhecimento das duas manifestações. Exageros à parte, essa relação entre os “amigos” do poder e os ocupantes dele, em final de governo, é muito complicada.
O estado da saúde pública.
O estado caótico da saúde pública no Amapá vem desde 2003, quando o PDT assumiu o governo e comprou, pagando preços superfaturados, quatrocentos mil frascos de soro, dos quais ninguém tem notícia de para aonde foram. Em paralelo inventaram o circo das carretas para mostrar uma quantidade “enorme” de medicamentos vencidos deixados pelo “governo anterior”, o que a Polícia Técnica desmentiu, mostrando que a maior parte dos medicamentos vencidos era de responsabilidade do “governo atual”, além da colocação, no interior das carretas, de seringas de injeção ou coisas parecidas, como material com “prazo de validade vencido”. Daí em diante a farra foi total. Quarenta milhões de roubo de dinheiro de medicamentos, quadrilhas atuando dentro da Secretaria de Saúde, contratos com Institutos particulares para prestação de serviços que deveriam ser feitos nas unidades de saúde do Estado. E o nível baixou até onde está hoje.
As denúncias que os deputados da Comissão de Saúde estão fazendo hoje, foram feitas antes, inclusive com ameaças de CPIs, esvaziadas logo em seguida. “É uma antecipação da campanha eleitoral”, disse hoje pela manhã o secretário Pedro Paulo Dias ao programa Café com Notícias. E é. A saúde continua precária e um grupo de deputados quer afastar o secretário que é vice-governador e candidato ao Governo, do caminho do deputado Jorge Amanajás. Do outro lado o secretário Pedro Paulo fazendo sua campanha, mesmo dizendo que não.
Encontro em Santarém.
A governadora Ana Júlia vai a Santarém, no sábado, ao encontro do príncipe Charles, na companhia do governador do Amapá, Waldez Góes. Será o quarto encontro dos dois governantes amazônicos só este ano. Eles vão aproveitar a viagem ao Baixo Amazonas também para avaliar o andamento da pauta conjunta que suas equipes de governo estão trabalhando. A idéia da cooperação bilateral inclui o Vale do Jarí, onde estão instaladas indústrias de celulose e mineral, além de problemáticas que afetam a região do Marajó. (Repórter Diário - Diário do Pará, 11.03.09).
NOTINHAS
A missa de sétimo dia do falecimento do professor Paulo Melo, foi celebrada hoje, quarta-feira no início da noite na igreja Jesus de Nazaré. “Comunico que tomei coragem e comecei a minha primeira experiência de blogueiro. A idéia é publicar a nossa atuação como vereador de Macapá e receber sugestões para o mandato. Claro, quero também contar com vocês para publicação e/ou divulgação das notícias do "Mandato de Interação com o Povo". Passem lá: http://vereador.luizinho.zip.net
Abs, Vereador Luizinho, do PT”. O ex-governador João Capiberibe falou, na sede da ABI no Rio, na segunda-feira, para cerca de cinqüenta representantes de entidades filiadas ao Movimento de Defesa da Amazônia, sobre a experiência com desenvolvimento sustentável no governo do Amapá. Márcio Moreira Alves está muito doente. O estado do jornalista e ex-deputado, um dos símbolos da resistência contra a ditadura militar, é grave. A homenagem a Helena Guerra feita pela Assembléia Legislativa cabia, sim, como mulher, não como vice-prefeita. O prefeito Roberto Góes não poderia ter sido chamado para a mesa da posse do desembargador Dôglas Evangelista Ramos. Ele não era prefeito naquela ocasião. Nas duas ocasiões, os diplomas dos dois estavam cassados. Gilvam Borges quer proibir o uso de celulares nas agências bancárias para que bandidos de dentro, não avisem os de fora sobre quem está saindo com dinheiro. Nós também queremos, mas isso não vai facilitar a ação das quadrilhas, dentro do Banco? E se o cliente esquecer um documento, ou se alguém adoecer, como é que fica? Ainda assim, controlar celulares é menos arriscado do que tentar anexar a Guiana Francesa ao Brasil, como o senador pretendia. O promotor Flávio Cavalcante foi nomeado diretor geral do Ministério Público do Estado. Ufa!!! O também promotor Roberto Álvares assumiu a chefia de gabinete do MPE. Ufa outra vez. A não ida do promotor Pedro Leite para um dos dois cargos é a razão dos dois “ufas”, de alívio. Bom para a sociedade. Nìl Pisca disse hoje que as autoridades que assumiram a Prefeitura em janeiro, sabiam que o micro trator encontrado no quintal de uma residência do Perpétuo Socorro, estava aguardando ser removido. O ex-secretário disse que o fato foi comunicado ao diretor de patrimônio da Secretaria do Meio Ambiente. O juiz Marco Miranda, do TRE, concedeu a liminar solicitada pelos advogados do prefeito Roberto Góes e da vice Helena Guerra. Os dois voltam, legalmente, ao exercício dos cargos. O comércio da capital vai se aparelhar para segurar o dinheiro circulante dentro dela. Uma das primeiras medidas deverá ser criar os cartões de crédito para empresas locais sem a cobrança das anuidades. Isso faz parte de um programa de combate â crise que o governo do Estado está começando a desenvolver. Hoje pela manhã havia um professor acorrentado ao portão da Escola Alexandre Vaz Tavares. No bairro do Trem. O professor disse que só queria voltar a dar aulas na Escola, de onde foi devolvido para a Secretaria de Educação, supostamente por utilizar métodos diferentes das orientações da direção da Escola. Empresas de construção civil de outros estados passam a ter obrigação de manter um engenheiro residente em Macapá, quando tiverem obras aqui.


Políticos como Zé Sarney, Bush, Batista e Renan, entre outros, são os chamados “flagelos de Deus”, mandados para mostrar à humanidade, quão incompetente ela é até para escolher quem a deve conduzir.

9-3-09

Um gesto de grandeza.
Os grandes gestos deixam marcadas as vidas dos que passam pelo planeta tentando construir algo de bom, seja no pequeno círculo familiar ou nas relações com os semelhantes.
O professor Paulo Melo, que morreu vítima única do naufrágio de uma lancha na quinta-feira passada, praticou seu último gesto de uma generosidade absoluta, do tamanho que só os grandes homens podem oferecer.
Paulo, filho de uma família muito pobre, viveu parte de sua vida no nordeste, de onde carregava o trauma da morte por afogamento, de um irmão ainda criança. O professor tinha medo das águas do rio ou do mar.
Na viagem de volta para Macapá, depois que a voadeira deixou o rio interior e entrou nas águas do Amazonas, Paulo Melo deve ter sentido um desconforto. Ele estava fazendo uma coisa que não gostava de fazer, viajando pelo rio em uma pequena embarcação que navegava distante pouco mais de cem metros da costa, numa tarde de muito vento e ondas que atingiam perto de três metros de altura.
Quando a grande onda passou por cima da proa afundando o barco, Paulo Melo, que nadava pouco e era hipertenso se viu dentro d’água agarrado a um carote, que não o deixaria morrer se a ele permanecesse seguro. Foi quando ouviu os gritos de duas mulheres e uma criança, que no sabiam nadar. A grandeza do gesto do professor foi testemunhada pelos amigos que estavam perto, e pela imensidão do rio. Paulo Melo empurrou o carote na direção das duas professoras e da criança, que sem o flutuador improvisado teriam muito menos chances de sobreviver que ele, nadando em direção à margem do rio. Paulo Melo acabava de doar sua vida para salvar as vidas de três pessoas. É assim que agem os verdadeiros heróis.
Isso aqui virou zona.
O prefeito de Macapá, Roberto Góes, - que ganhou de presente uma eleição comprada de forma tão descarada que, em diversas ações de compra de votos abortadas pela justiça eleitoral, as testemunhas são juízes do TRE - teve seu mandato cassado pela terceira vez, um ou dois dias antes de 5 de fevereiro, data marcada para a posse dos novos dirigentes do Tribunal de Justiça do Amapá. Nesse dia, a cerimônia realizada no Teatro das Bacabeiras teve presente à mesa, convidado pelo cerimonial do Tribunal o prefeito, àquela altura cassado, Roberto Góes, no mais flagrante ato de desrespeito à Justiça, praticado pela própria Justiça.
Hoje pela manhã mais uma demonstração do absurdo. Em sessão solene a Assembléia Legislativa homenageava as mulheres, entre elas a ex-vereadora Helena Guerra, como “vice-prefeita”, que na realidade não era, porque pelo menos até aquele momento o diploma dela estava cassado. O deputado Camilo Capiberibe não quis ser ator naquele teatro, pediu a palavra e disse que “a senhora Helena Guerra não está aqui como vice-prefeita, por força de decisão judicial”. Foi chamado de “deselegante” pela deputada Mira Rocha, e tomou vaia da torcida. Virou zona de vez. Aqui, quem fala a verdade mesmo com polidez, toma vaia.
Uma aula de cinismo.
Perguntaram ao senador Fernando Collor, aquele que foi presidente da República e acabou cassado,mergulhado num mar de lama:
- “Não se constrange de estar na companhia de um Sarney que, no passado, o sr chamou de ladrão? Não o incomoda apoiar um Lula com quem teve rixas homéricas e que o chamou de ladrão”? E ele respondeu:
- “Não me constrange. Se olharmos a história do Brasil, veremos que alianças assim já ocorreram. Getúlio com Prestes. Juscelino com Lacerda... São circunstancias históricas que o país vive e que fazem com que os políticos se unam ou se afastem. Quando cheguei aqui, eleito, em 2006, muitos imaginavam que eu sairia atirando. Mas já havia se passado, em relação ao meu embate com Lula, 18 anos. Em relação ao Sarney, 20 anos. Não seria inteligente, pela experiência que acumulei, que eu viesse aqui transbordar sentimentos menos nobres. Além disso, avaliei: a agenda política, social e econômica do presidente Lula começou lá atrás, em 89”. (Do blog do Josias)
Zerão: situação é fruto da incompetência.
Pensei que não era tanto, mas é. A situação crítica do Estádio Milton Correia, o Zerão, não é resultado da falta de recursos, é sim, da incompetência do governo estadual. Não faz muito tempo lembrei aqui, de uma emenda ao orçamento da União, apresentada pelo então deputado federal Eduardo Seabra. Essa emenda garantia cerca de R$7.2 milhões para o Estádio.
Não era só isso. Recebi do professor Eduardo Seabra, o ex-deputado citado as seguintes informações:
- “Acompanho as notícias veiculadas em seu site, publicadas de maneira honesta e imparcial, em relação a matéria do Estádio Zerão, quero acrescentar que foram orçadas 2 emendas, de minha autoria, sendo a 1º no orçamento de 2005, no valor de R$ 6 milhões contratada entre o GEA e a Caixa com contra partida de 20% do Estado no montante de R$ 7,2 milhões, em 29 de Dezembro de 2005. Esse recurso continua disponível até hoje.
A 2º emenda no valor de R$ 7,7 milhões constou no orçamento de 2006 que com a contra partida do Estado totalizaria R$ 9,2 milhões. Essa emenda não foi contratada devido a inexecução da 1º e pela não apresentação do projeto.
Portanto, o problema não foi e nem é de recursos financeiros, pois se os recursos já alocados tivessem sido executados garantiriam a construção de mais de 50% da obra e a sua conclusão independeria de emendas ao orçamento, constaria dos recursos propostos pelo próprio Ministério dos Esportes. Estamos perdendo este jogo por pura incapacidade administrativa”. Eduardo Seabra.
Audiência pública no Lourenço.
A Assembléia Legislativa do Amapá se fará presente na audiência publica com a cúpula do Ministério de Minas e Energia (MME) que vai ocorrer na próxima quarta-feira (11/03) no garimpo de Lourenço. O deputado Manoel Mandi (PV) que preside na AL a Comissão de Indústria e Mineração, vai representar o poder legislativo. Mandi reuniu com os garimpeiros do Lourenço em seu gabinete para discutir o encontro e criar uma pauta de reivindicações, O deputado entende que o momento é único. e não poderá se perder a oportunidade em que o um grupo de cúpula do Ministério estará em Lourenço pela primeira vez desde que foi fundado aquele distrito. O principal articulador da audiência pública é o vereador Raimundo Piaba, da Câmara Municipal de Calçoene, que vive no garimpo.
O homem da mala dos Sarney.
O homem de confiança de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, guru do Calhau e do Lula nas horas vagas, recebe uma mala suspeita do diretor financeiro da Eletrobrás e embarca em um avião para São Paulo, seguido de perto pela Polícia Federal. Em São Paulo vai para o apartamento de Fernando, com a mala. Dois agentes federais que estavam disfarçados, misteriosamente se apresentam na portaria do prédio e alertam o homem da mala que, apavorado se socorre de seu chefe. Então o absurdo é superado. Um agente federal que trabalha com Sarney, o pai guru, e esse agente aciona comparsas de São Paulo para darem cobertura ao homem da mala, o que é feito. A operação de entrega da mala ao interessado é abortada por ordem do chefão, e a Polícia Federal fica apenas com as conversas gravadas entre Fernando Sarney e seu empregado. Caramba! Só tem bandido neste País? E eles vão continuar impunes?
Waldez vai exonerar alguém?
Caro Corrêa,
“Me impressiona muito o fato de praticamente quase todas, ou todas, as operações deflagradas pela Polícia Federal sempre ter alguém vinculado ao Governo do Estado envolvido(a) nas investigações. Pergunto: Será que o Waldez tem coragem de exonerar alguém”? Carlos Araújo
Comentário
O Carlos quer saber se o Waldez vai ter coragem de exonerar alguns dos envolvidos no esquema da Serpol ? Não. Ele nunca exonerou nenhum deles, não os figurões. É possível que exonere ou demita alguns dos peixes pequenos. É mais fácil.
Trator sumido reapareceu.
Um mini-trator roçadeira da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Macapá, que não estava sendo encontrado desde o início deste ano finalmente apareceu, ainda com a etiqueta da Semam, em uma residência no bairro Perpétuo Socorro, que segundo apurado, pertence a um irmão do ex-secretário de Meio Ambiente, Osvanildo Bacellar, conhecido como Nil Pisca. O trator foi entregue sem resistência e levado para a Secretaria. A justificativa dada pelo proprietário da residência foi a de que o trator estava guardado e que esperavam que a Semam se manifestasse. A Semam está apurando o desaparecimento de outros equipamentos como telão, computador, fogão industrial, máquina digital e um veículo que estão em local desconhecido. “Sumiu até memória de computador”, disse hoje pela manhã o secretário Eraldo Trindade. O trator será entregue à direção do Parque Zoobotânico.
O tamanho da fria.
Se o juiz Marcos Miranda negar a liminar pedida pelos advogados de Roberto Góes, contra a cassação do diploma dele, imposta pela juíza Sueli Pini, anda que contra a vontade a decisão será acatada e o segundo colocado na eleição, Camilo Capiberibe assumirá a Prefeitura de Macapá. Mas para assumir, Camilo deverá renunciar ao mandato de deputado estadual. Mais adiante, renunciando ao mandato de deputado e o TRE decidindo reformar a decisão da juíza, Roberto Góes voltará à Prefeitura e quem estará cassado será o deputado Camilo Capiberibe. Vale a pena?
NOTINHAS
Mais dois nomes foram acrescentados à minha lista de juízes decentes que atuam no Amapá. E não é que existam apenas os oito. Esses são os que conheço. A partir do próximo dia 16 de março, os servidores do quadro efetivo da Câmara Municipal de Macapá participam de um treinamento de um mês no Senac. O curso de capacitação em informática que terá 20 alunos por turma, foi uma solicitação do presidente da Casa, Rilton Amanajás. O conhecimento de João Silva sobre a futebol do Amapá é indiscutível, e incontestável. Finalmente algo inteligente na propaganda oficial. A peça do Governo do Estado em homenagem à mulher. Simples, de bom gosto, e sem apelação. Edvaldo Pascoal e Aluisio Júnior, agentes de polícia. A Polícia não sabia que eles eram seguranças do Carlos Montenegro, e agora vai “apurar”. Ora me comprem um bode. A deputada Fátima Pelaes (PMDB/AP) foi eleita esta semana, em Brasília, vice-presidente da Comissão de Seguridade e Família da Câmara Federal. Se você votou em alguém na eleição passada por causa do asfaltamento da Rua Mato Grosso, dá uma passadinha por lá, vê a situação em que a via se encontra e cria vergonha na próxima eleição. Convidado pelo Movimento Nacional em Defesa da Amazônia, o ex-governador do Amapá, João Capiberibe fez palestra esta tarde na sede da ABI, no Rio de Janeiro, sobre o tema: Desenvolvimento Sustentável. A experiência no governo do Amapá. O deputado Silas Câmara, do Amazonas é o novo presidente da Comissão da Amazônia da Câmara Federal. O deputado Bala Rocha e a deputada Dalva Figueiredo, do Amapá, são 2º e a 3ª vice-presidentes. O ex-prefeito de Santana, Rosemiro Rocha foi condenado, dia 3, pelo TCU a devolver R$ 590.660,40, mais multa de R$ 5 mil. Rosemiro teve as contas rejeitadas pelo Tribunal. São setenta e seis pontos de alagamento levantados pela Defesa Civil, em Macapá. É o “choveu, alagou”. Não seria o caso de trabalhar essas áreas preparando-as para o tempo das chuvas, ou orientando os moradores, antes do inverno para evitar entupimento de esgotos? A única diferença entre a eleição de Caramirim, da novela Três Irmãs e o que aconteceu em Macapá, é que, na novela, a eleita foi uma mulher.



Não importa quem está sendo julgado, Deve prevalecer a Justiça, sempre.

7-3-2009
Sepultado hoje o professor Paulo Melo.
O corpo do professor Paulo Roberto Andrade de Melo, técnico do Núcleo de Inspeção e Orientação Escolar (Nioe), da Secretaria de Estado da Educação (Seed),fpoi resgatd neste sábado pela manhã das águas do Rio Amazonas, à cerca de dez quilômetros do local onde, no final da tarde de quinta-feira, a lancha tipop voadfeira, em que ele viahava com maisoito pessoas naufragou quando retornava do município do Itaubal para Macapá. Paulo Melo era sociólogo e advogado de formação, funcionário público, foi membro do Conselho Estadual de Educação do Amapá e por dois mandatos o presidiu. Nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado em Pernambuco. Pai de três filhos, Paulo Melo está no Amapá há mais de 20 anos, terra que escolheu para morar e constituir família. O sepultamento do corpo do professor Paulo Melo ocorreu no final da tarde de hoje.

6-3-2009
“Voadeira” afunda no Amazonas.
Até as 17 horas desta sexta-feira não se tinha notícia sobre o técnico Paulo Melo, do setor de ensino modular da Secretaria Estadual de Educação, que desapareceu nas águas do Rio Amazonas ontem pouco depois das 17 horas, quando o barco, tipo voadeira, em que oito pessoas retornavam a Macapá afundou nas proximidades do local conhecido como “Pau cavalo” para alguns e “Pau cavado” para outros, entre a capital e a foz do rio, na direção norte.
Ontem pela manhã, o técnico Paulo Melo, o coordenador de ensino fundamental Josué, e dois diretores de escolas da região do Itaubal seguiram de carro pela BR 156 até a cidade de Itaubal, de onde desceram de barco pelo rio do mesmo nome, parando na localidade onde os demais diretores de escolas estavam reunidos para a reunião de orientação. Findo o encontro oito pessoas, entre elas duas mulheres e uma criança de três anos, embarcaram na “voadeira” e iniciaram a subida do Rio Amazonas na direção de Macapá, enfrentando um vento muito forte com muita maresia no sentido contrário. O piloto seguia pelo meio do rio, quando de repente uma onda passou sobre a proa da embarcação que afundou. O técnico e professor Paulo Melo segurou um depósito de combustível, conhecido na região como “carote” e flutuou. Quase instantaneamente viu a mulher com a criança e passou o depósito para ela, que não sabia nadar. Daí em diante as pessoas se seguravam em troncos de árvores, ou algumas coisas que estavam dentro do barco e serviam de flutuadores. Paulo Melo, Josué e outro homem nadavam na direção da margem quando Paulo Melo desapareceu. Sete das oito pessoas que se encontravam na embarcação se salvaram.
Ontem mesmo, logo depois das primeiras notícias sobre o acidente, as autoridades providenciaram equipes de busca para encontrar o desaparecido. Até hoje no final da tarde as buscas não tiveram sucesso. Nenhuma das oito pessoas que se encontravam na embarcação usava colete salva-vidas.

5-3-2009
Quadrilha privada com sócios oficiais.
A mídia da base de apoio do poder no Estado vem tentando isolar as responsabilidades do grupo que a Polícia Federal identificou como “quadrilha”, única e exclusivamente sobre os ombros do empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro, dono da Serpol Segurança Privada Ltda, que desde 2003 ganha todos os contratos para fazer a segurança da Secretaria de Educação, sem licitação, ou através de licitações fraudulentas, ou ainda por sucessivas renovações incompreensíveis e suspeitíssimas. A quadrilha não é do Montenegro apenas. É uma quadrilha privada que tem sócios oficiais, com retiradas mensais entre trezentos mil para um, oitenta para um segundo e cinqüenta mil para um terceiro sócio, fora os aquinhoados com importâncias menores. Dito sem preocupações pelo próprio Carlos Montenegro, dominado pela bebida, em festas para os criminosos do colarinho branco, onde a certeza da impunidade era absoluta. Sindicalistas, servidores públicos, políticos, jornalistas, muitas foram as denúncias de folhas com fantasmas, onde apareciam nomes de vigilantes que na verdade não existiam, mas o governo pagava pelos “serviços” deles. Segundo essas denúncias, muitas publicadas, a base do esquema era fazer contratos para utilizar dois mil e oitocentos vigilantes em setores da Secretaria de Educação, quando na verdade apenas mil, ou pouco mais que isso eram contratados.
Mas as folhas, regularmente pagas, se referiam aos serviços de dois mil e oitocentos trabalhadores. Durante muito tempo era comum nas festas do grupo do poder, Montenegro dizer que nunca participou de licitações, porque pagava caro para ter contratos renovados.
- “Não participo de licitações e nunca vou participar delas. E ninguém vai me tirar do negócio”, dizia abertamente. Recentemente Montenegro perdeu o espaço para um grupo mais forte, e se a Polícia Federal andar pelas trilhas certas, vai chegar ao alto da montanha, e é provável que lá encontre o “Pé grande”.
Em dezembro do ano passado, dois “laranjas” de Montenegro e seus sócios, presos ontem pela Polícia Federal, decidiram sair do esquema, e comunicaram a decisão ao “chefe”. Cada um era “dono” de uma empresa do esquema. Não houve muita discussão e cada um dos laranjas levou um carro popular, novo, para casa. Alguns dias depois os dois se arrependeram e decidiram se remunerar diante da possibilidade de futuros prejuízos. Como a “renúncia” ainda não era de conhecimento público, decidiram fazer o que faziam sempre. Foram ao banco para sacar o valor integral do repasse que o governo fazia, de aproximadamente dois milhões e oitocentos mil reais. Aí funcionou a rede montada por Montenegro e seus sócios. Pelo telefone o chefe da quadrilha foi avisado, e o saque impedido.
Ontem uma parte do grupo foi presa, a arraia miúda, como sempre. Alguns estão no Iapen, os dois policiais que faziam segurança para Montenegro estão em uma delegacia de Polícia e todos serão ouvidos. Não se tem conhecimento de que alguma vez, Montenegro tenha entrado nos computadores da Secretaria de Educação e outros setores do Governo, para fazer planilhas, folhas de pagamento ou comprovar serviços. Isso era feito pela banda oficial do grupo, metida até o pescoço no esquema, ao contrário do que a mídia aliada quer fazer crer.
Secretário ficou de fora.
O secretário de Educação, Adauto Bittencourt, telefonou hoje pela manhã para dizer que não havia nenhum mandado de prisão expedido conta ele, e não foi preso. O secretário se referia a uma notícia publicada aqui, ontem, onde um trecho dizia que “extra-oficialmente” circularam informações sobre a prisão dele e de um assessor de nome João Bosco, que não tem. Adauto disse entender que a expressão “extra-oficialmente” significa uma notícia ainda por ser confirmada ou não, mas por desconhecimento disso, muitas pessoas telefonaram para saber da situação exata. “Alguns vieram soltar foguetes na frente da minha casa”, disse. Ele não falou, mas o ordenador de despesas citado na nota da Polícia Federal, pode ser o servidor Ubiratan Vale, preso péla PF e chefe de um setor onde tinha autorização para ordenar despesas.
O contrabando do urânio brasileiro.
Uma reportagem da revista IstoÉ, em 2004, envolveu o nome do procurador federal Jose Cardoso Lopes, de forma comprometedora no esquema da quadrilha que fazia o contrabando. Segundo a revista, as informações tinham vazado da Polícia Federal. O procurador ofendido entrou na Justiça com uma ação por danos morais e ganhou. O juiz federal João Bosco Soares da Silva deu a seguinte sentença:
- “condeno a União e a sociedade Três Editorial Ltda a pagarem ao autor José Cardoso Lopes, respectivamente, as quantias de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) a título de indenização por danos morais, com correção monetária a partir da publicação deste decisum, uma vez que o quantum arbitrado já mensura o valor atual do dano. Determino, ainda, que a sociedade Três Editorial Ltda proceda a publicação integral desta sentença na internet e na revista "Istoé", no prazo máximo de 10 (dez) dias após o trânsito em julgado desta sentença, em igual semelhança (fonte e tamanho da letra) a matéria reportada nestes autos (edição nº 1908, pág. 37/41, de 17 de maio de 2006, revista "Istoé"). Custas processuais pelas rés, distribuídas proporcionalmente ao percentual da condenação de cada uma, isenta a União na parte que lhe toca (art. 4º, I, da Lei nº 9289/96). Condeno, ainda, a União e a sociedade Três Editorial Ltda ao pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em R$ 4.000,00 (quatro mil reais), a teor do que dispõe o art. 20, § 4º, do CPC, cujo rateio deverá ser proporcional ao percentual da condenação. Sentença sujeita a reexame necessário. Caso não haja recurso, remetam-se os autos ao egrégio Tribunal Regional Federal da 1ª Região (art. 475, I, do CPC). Registre-se. Publique-se. Intime-se”.
NOTINHAS
Nem doeu. Waldez Góes deu uma entrevista esta semana para o programa Café com Notícias, da 94.5 FM. Não foi bajulado nem “massacrado”. Ouviu as perguntas, deu as respostas e foi embora. Um dia ele aprende a conviver com notícias isentas. Dito pelo juiz Eduardo Contreiras para uma cidadã em busca de direitos negados por um político. “Eles são muito ocupados, a gente tem que entender”. Há quatro audiências que o político não comparece. O que os deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia viram no Iapen, e a TV Amapá mostrou no jornal, é o retrato de um crime contra a humanidade ali representada pelos internos. A sociedade humana determina que a punição para quem desrespeita a lei, é a perda de liberdade , não a perda da condição humana. O Cristal perdeu por dois a um o jogo de estréia na Copa do Brasil, para o Brasiliense, mas a torcida mostrou que, se tiver estádio e o jogo for bom, ela vai. Na sessão solene de hoje, das Câmara Municipal de Macapá, foram chamados o representantes do prefeito Roberto Góes e vice Helena Guerra. Equívoco porque, naquele momento os dois estavam cassados. A morte do jovem Lucivaldo Oliveira, de dezesseis anos, domingo no deck do Curiau, pode ter ocorrido por conta de um fio desencapado. A família vai acionar. O deck está interditado.


4-3-09

A quadrilha de Montenegro.
A Polícia Federal desmontou uma quadrilha que atuava dentro do Governo do Estado, área de segurança da Secretaria de Educação. Ontem à tarde foi preso em Brasília, Carlos Montenegro, dono da empresa Serpol, que segundo a PF comandava as ações, em acordo com altos funcionários da Secretaria, ordenadores de despesas, inclusive.
A “Operação Exérese”, que significa cirurgia de precisão para retirada de parte ou totalidade de um órgão doente com fins terapêuticos, deflagrada ontem, em Brasília, teve seqüência na a manhã de hoje em Macapá, e sobre ela foi distribuída a seguinte nota.
- Nesta data a Polícia Federal no Amapá desencadeia a operação "Exérese", que tem por finalidade cumprir mandado de prisão preventiva em desfavor de Carlos Humberto Pereira Montenegro, influente empresário em Macapá, atualmente em Brasília-DF. Outros nove mandados de prisão temporária são cumpridos, um dos quais em desfavor de um servidor da Secretaria Estadual de Educação do Amapá, ordenador de despesa do órgão, doze mandados de busca e apreensão, um deles cumprido em Belém-Pa, além de mandado de seqüestro de bens, também em desfavor de Carlos Montenegro, que tem como alvo um hotel ecológico, empreendimento de vulto que o empresário está construindo em Afuá/PA, carros, imóveis, fazendas, galpões e três apartamentos no Ceará, bens pertencentes à quadrilha chefiada por Montenegro.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Amapá e tem como fundamentação diversos ilícitos penais cometidos pelo empresário e seus sectários: formação de quadrilha, peculato, apropriação indébita previdenciária, lavagem de dinheiro, crime contra à ordem tributária, falsidade ideológica e falsificação de documento público.
Os bens da quadrilha.
No meio da alta sociedade do crime do colarinho branco no Amapá, é sabido e comentado que Carlos Montenegro, tratado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha, não passa de um testa de ferro de figuras mais poderosas e com maior capacidade de pressão sobre quem controla o dinheiro público no Estado.
A relação dos bens com determinação de seqüestro pela Justiça Federal inclui “fazendas, três apartamentos no Ceará, galpões, hotel ecológico, carros, imóveis”. Tudo isso na posse de Montenegro teria sido adquirido com o que lhe cabia, certamente uma parte menor do butim. A parte do leão deve ter ido para os figurões que comandam o esquema, de fora do campo de visão da lei. Essa relação dos bens de Montenegro dá uma idéia do volume de dinheiro surrupiado do povo do Amapá pela quadrilha da segurança da Educação.
Quem foi preso.
Carlos Humberto Pereira Montenegro foi preso em Brasília e deve ter chegado hoje à tarde. Os empresários Rogério Vinhas e José Augusto Botelho, o policial civil Aluisio Júnior, o servidor público Ubiratan Vale, da SEED, Caio Montenegro, que é filho de Carlos Humberto, e a secretária dele, Lourenza Keila foram presos em Macapá.
A nota divulgada pela Polícia Federal fala de um servidor público da Secretaria de Educação, “ordenador e despesas”, com mandado de prisão expedido pelo juiz federal. Nesta quarta-feira pela manhã os agentes estiveram na casa da professora Albertina Guedes, secretária adjunta da SEED, de onde levaram documentos e um computador. Ela foi, em seu próprio carro até a Polícia Federal, possivelmente acompanhada, mas não ficou muito tempo. No meio da tarde foram divulgadas, extra-oficialmente as prisões do secretário Adalto Bittencourt e de um assessor direto dele, de nome João Bosco. De todos os detidos, José Augusto Botelho, Ubiratan Vale, Adílio Barros de Sá Cavalcante, Lorenza Keila e Rogério Vinhas já estão no Iapen.
O Maranhão e a volta ao passado.
Vi parte do julgamento do recurso dos partidos que coligaram com o PMDB de Roseana Sarney, no Maranhão em 2006, que pedia a cassação do governador eleito, Jackson Lago, por abuso do poder político e compra de votos. O TSE cassou o mandato por cinco votos a dois, e não me pareceu que todos os ministros favoráveis à cassação tenham votado “sob as ordens de José Sarney.
Não se pode esquecer que José Reinaldo Tavares, o governador durante a campanha e apoiador principal do eleito, é diplomado pela “escola” do guru do Calhau, onde as práticas denunciadas são comuns. Pode ser que não tenha dado tempo de esquecer os ensinamentos do “mestre”, um craque na arte de tomar o poder a qualquer custo, procedimento adotado e aprovado ao longo dos tempos pelo Brasil e pelos brasileiros. Assim, podem o PDT e seus associados, ter apostado na certeza da impunidade nacional e derrapado na certeza.
É possível que Sarney ainda tenha alguns ou muitos julgadores presos na coleira. mas é possível que Jackson Lago tenha sido cassado por crimes eleitorais. Se for assim, melhor para o Brasil. Ruim mesmo para os maranhenses que, mantida a decisão depois de esgotados todos os recursos, vão aturar a volta do atraso, da irresponsabilidade de uma política de “cumpadrio” que os dominou durante mais de quarenta anos, levando o Estado à pior condição social dentre os estados brasileiros, plantando a miséria que não se tem a idéia de quantas pessoas matou de fome, de doença ou de desesperança.
O Maranhão é outro, bem melhor, desde que Zé Reinaldo rompeu com a oligarquia Sarney, e avançou ainda mais nos dois anos de mandato de Jackson Lago. São os indicadores levantados por instituições respeitáveis que demonstram isso. A reconquista do controle do Estado pelo grupo Sarney é o retrocesso, é a retomada do caminhar de uma sociedade andando para trás, do jeito que fazia até bem pouco tempo. É uma pena, não pelo fato de Jackson Lago ter sido cassado, se cometeu os rimes de que é acusado, mas por sujeitar o povo maranhense à situações que entravaram seu desenvolvimento por muitas décadas.
NOTINHAS
Agora vão querer nos fazer acreditar que o “doutor” Agaciel Maia deixou a diretoria do Senado para não entravar os serviços? Tá. O “doutor”Agaciel saiu depois de um acordo muito bom para ficar calado. Ele sabe tudo sobre a quadrilha que existe lá dentro. Os motivos que levaram à cassação do governador do Maranhão, são os mesmos alegados pelo Ministério Público Eleitoral pedindo a cassação do mandato de Waldez Góes. A nota sobre o projeto do senador Gilvam Borges, publicada aqui, ontem, foi extraída da coluna do jornalista Cláudio Humberto. Esquecemos de citar a fonte. O deputado Sebastião Rocha já ganhou em duas instâncias a ação que moveu contra os danos que sofreu na ação da Polícia Federal na Operação Pororoca. São R$ 500 mil que vai embolsar pelo “teatrinho” que o delegado Tardelli Boaventura armou para impressionar a namorada. Animadíssimo o programa Café com Notícias de hoje. Com muitos assuntos, as apresentadoras se soltaram, do jeito que deve ser. Falo do programa de hoje porque o de ontem não vi. Dormi demais. A primeira notícia que chegou conta que a esposa de um policial procurado pela Polícia Federal, foi levada presa porque encontraram um revólver da própria PF na casa dela. A senhora, depois, deu entrada em uma unidade de saúde, descompensada. Alguém tem que apurar isso. Problemas no provedor dificultaram o trabalho no final da montagem do site. Nesta quinta voltaremos com outras notícias.


“Não sou contra o Bolsa Família, mas ele é incompleto, imperfeito, insuficiente e assistencialista".
(Frei Beto, amigo do presidente Lula.).

3-3-09
A terceira cassação.
A juíza Sueli Pini, da 10ª zona eleitoral cassou o diploma de Roberto Góes, que ganhou a Prefeitura de Macapá, no maior escândalo eleitoral já visto nesta cidade. E não dava para ser de outra maneira. Só um juiz absolutamente desavergonhado negaria o pedido do Ministério Público Eleitoral, calçado por provas que a juíza considerou fortes e contundentes.
A eleição de Macapá foi um momento de corrupção explícita. Uma quadrilha milionária, com dinheiro jorrando dos cofres públicos apostou tanto na impunidade de anos de parcerias criminosas e desmandos, que nem se preocupou em fazer as coisas escondidas. Foi tudo exposto, às claras, na marra, o que permitiu aos juízes e promotores, apoiados pela Polícia Federal, ações que revelaram fatos escabrosos do uso da máquina pública para fins eleitorais. Como havia a intenção de fazer cumprir a lei, as provas foram colhidas, os envolvidos denunciados, o Ministério Público se manifestou pela cassação. O juiz Marconi Pimenta cassou Roberto Góes por duas vezes, ele conseguiu duas liminares, e provavelmente vai conseguir uma terceira. A juíza Sueli Pini cassou o diploma dele pela terceira vez. É o que acontece quando um fato é julgado pelas provas dos autos e pelo convencimento do julgador. Até agora a decência, no Amapá, vinha perdendo de goleada. Já não é tanto assim. De um certo tempo para cá estão ocorrendo coisas que antes nem se imaginava possível. Quem comprou voto está sendo cassado, como diz a lei, se mais adiante podridão moral voltar a prevalecer, ainda assim terá valido a pena ver a legalidade superar, ainda que temporariamente, o poder dos vendilhões. O que estamos vivendo agora já é um bom começo.
Os infortúnios do Zerão.
O programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, mostrou a situação do Estádio Milton Correia, o Zerão, no domingo passado, alvoroçando a colméia. As reclamações da mídia oficial têm procedência, em parte. No popular, o Zerão é uma obra ”feita nas coxas”. É um arremedo de estádio de futebol, inacabado, construído às pressas com objetivos eleitorais, que tem um apelo fantástico: a linha que divide o campo de jogo é a própria linha do equador terrestre.
Os infortúnios do Zerão vêm desde a irresponsabilidade como foi feita a construção. De lá em diante, a preocupação com o estádio foi pouca, quase nenhuma. Daí não se poder jogar a culpa inteira sobre os ombros do governo atual. Parcialmente sim. Há alguns anos o então deputado Eduardo Seabra conseguiu liberar sete milhões de reais para o inicio da reforma do estádio. Como as obras não foram iniciadas, evidentemente não tinha como continuá-las. O dinheiro voltou e a oportunidade se perdeu.
A rigor, se o governo do Estado quiser fazer alguma coisa pelo futebol, faz. O estádio Zerão, com um gramado de qualidade, a cobertura das arquibancadas e uma reforma nos banheiros e vestiários, tem condições de receber torcedores e de oferecer bons espetáculos. A reforma inteira, hoje, segundo o secretário Alberto Góes, custaria cerca de R$ 40 milhões, o que é impraticável, mas alguns serviços urgentes, bem planejados e com o dinheiro bem gasto colocariam o estádio em condições.
Deck sem vistoria da CEA.
Um técnico do setor de fiscalização da Companhia de Eletricidade do Amapá disse em entrevista à TV Amapá, que a empresa não recebeu pedido de vistoria para as instalações elétricas do deck do Curiau, que o governo do Estado reformou e ampliou. O jovem Lucivaldo Oliveira, de dezesseis anos, morreu eletrocutado no domingo á tarde, ao tocar em um poste, dentro do rio. E agora, vai ficar assim?
Jornalista em risco.
Em dezembro de 2006, durante a Operação Nicodemus, o jornalista Paulo Ronaldo, editor-chefe do jornal A Gazeta, teve um atrito com um delegado da Polícia Federal e foi preso. Paulo Ronaldo acompanhava a equipe de seu jornal que acabava de ser mandada sair da área da PF, e se afastar para o outro lado da rua. Aí começou tudo.
Do outro lado da rua um repórter da Gazeta viu o delegado chegar ao portão e atravessou para falar com ele. Paulo Ronaldo alertou o colega:
- “vem cá. Esse aí não vai te dar informação nenhuma", disse se referindo ao delegado, o mesmo que tinha afastado os jornalistas. O delegado se irritou e chamou o jornalista:
- “vem cá”.
- “Vem cá, tu”, respondeu Ronaldo.
-”Se eu for aí te prendo”, insistiu o policial.
-“Então vem e prende”, retrucou o jornalista. O delegado foi e prendeu Paulo Ronaldo, “por desacato”.
Nesta quarta-feira Paulo Ronaldo participa de uma audiência de conciliação e julgamento. Corre o risco de ser condenado. Seria o único da Operação Nicodemus, mesmo sem ter participado dela. Dos envolvidos mesmo, nenhum foi.
No tempo em que o futebol era festa.
O jogador do Cristal que falou domingo para o programa Esporte Espetacular não tem idade para ter visto um tempo em que o futebol do Amapá era uma festa. Estádio sempre lotado, torcidas presentes, uma organização impecável. Há uma geração inteira testemunha disso. Naquele tempo o futebol não era usado para campanhas eleitorais, não havia malas de dinheiro distribuído entre os clubes e dirigentes. As pessoas gostavam do que faziam e faziam bem feito.
Eles cantam para elas.
Show com Zé Miguel, Amadeu Cavalcante e quarteto Casa nova, em homenagem a essas mulheres maravilhosas de nossa comunidade! Não perca!!! Informações 9971 9769 e 812973431. Local: ASSEMP - Rodovia Duque de Caxias quase ao lado da AABB 23horas.
O resgate do Gilvam.
O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) apresentou, ontem, projeto de lei que autoriza o Governo a criar o Programa Bolsa Ecologia para a Amazônia Legal. As famílias com rendimento de até um salário mínimo mensal terão direito a uma bolsa, condicionada à participação em cursos de capacitação e treinamento ambiental ou de turismo ecológico. A idéia do senador é que os ribeirinhos possam ser "soldados da floresta". Gilvam disse que o mundo todo se preocupa em preservar a fauna, flora e território da região, mas que o Brasil não foi capaz de implementar uma única política pública que atenda às necessidades de sobrevivência do povo amazônico.
Comentário
Isso é um avanço extraordinário. Político de visão limitada, tanto que é acólito do Sarney, até bem pouco tempo Gilvam ironizava o desenvolvimento sustentável como “a economia do buriti”, ignorando o potencial de exploração do beta-caroteno do fruto. Ainda bem. Ninguém consegue ser burro a vida inteira.
NOTINHAS
O show do Zé Miguel, Amadeu e Quarteto Casanova, anunciado aqui, está valendo. Desconsidere qualquer informação em contrário. Dione Amaral deixa a chefia da Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral, depois de dois anos de um excelente trabalho que fez lá. Antes de deixar a presidência do TRE, o desembargador Carmo Antonio exonerou todos os ocupantes de cargos em comissão que trabalharam com ele. Abriu espaço para o novo presidente colocar seu pessoal. A Assembléia Legislativa realiza uma sessão solene, no dia 9, segunda-feira, para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Cianuzia Macedo Almeida é a nova assessora-chefe de comunicação do Tribunal Eleitoral. Agaciel Maia, homem de confiança de José Sarney, servidor público que vive em uma casa de valor entre três e cinco milhões de reais, entregou carta de demissão da diretoria mais importante do Senado, a do dinheiro. Sarney aceitou. Preso em Brasília pela Polícia Federal, no meio da tarde desta terça-feira, empresário Carlos Montenegro, o dono da Serpol, denunciado como autor do assassinato da estudante Patrícia Melo, atirada do décimo quarto andar de um hotel de Brasília. Montenegro foi preso depois de prestar depoimento sobre o assassinato.


2-3-09
Sarney acusa jornalistas.
Na entrevista que deu ao programa “Espaço aberto”, da Globo News, na quarta-feira passada, o senador José Sarney, ainda abalado pelas declarações do senador Jarbas Vasconcelos, que o descreveu com as falhas morais que cultiva há muito tempo, disse ao jornalista Alexandre Garcia que “as centenas de articulistas que o descrevem sem aliviar os traços de seu verdadeiro caráter, são contratados para exercitar tal papel”. Disse mais que esses articulistas são alimentados a peso de ouro pelos seus adversários no Maranhão.
Sarney transferiu o endereço, livrando a cara dos mais retrógrados políticos brasileiros, que como ele, controlam a mídia como forma de auto-proteção, e pagam caro com dinheiro público, é claro, os aplausos de comunicadores tão criminosos quanto eles.
Quem traça o perfil exato de Sarney e de outros políticos como ele não são os jornalistas, é a História, são instituições nacionais e internacionais de alta credibilidade, denunciando a miséria que eles plantam e cultivam por onde passam. Os jornalistas só fazem reproduzir o que a História conta.
Agora mesmo mais um capítulo dessa história de horrores está sendo escrita. Só agora a grande imprensa brasileira, ou pelo menos parte dela, está descobrindo que a família Sarney está envolvida até os cabelos com quadrilhas que atacam os cofres públicos, supostamente comandadas pelo filho do senador, o empresário Fernando Sarney, que gerencia os negócios do clã, dono de um patrimônio avaliado em quase R$ 130 milhões, acumulado a partir do ingresso de José Sarney na política, nos ano cinqüenta, quando sua “fortuna” era uma casa recebida como herança, que deveria ser vendida pára dividir o resultado da venda com seus irmãos. Essa facilidade em ganhar e multiplicar dinheiro, não é inventada pelos jornalistas. É essa a história de José Sarney, que não gosta que contem, porque desmente a fantasia do “estadista”, do poeta, de imortal da Academia de Letras, e rasga a máscara deixando nua a face cruel de um político ruim, que infelizmente tem a cara dos políticos que mandam no Brasil.
Veja à peso de ouro.
“Nesta semana em Macapá-Amapá foi muito difícil conseguir um exemplar da revista Veja, edição 2101, de 25 de fevereiro do corrente. O motivo é a reportagem que cita o governador do Estado Antonio Waldez Góes que está segundo a revista. Na mira do TSE. A revista sumiu das bancas. Waldez junto com outros sete políticos responde por utilização indevida de meios de comunicação, e abuso do poder econômico. A revista traz ainda uma das mais importantes entrevistas com o senador Jarbas Vasconcelos que provocou mal estar nos políticos e partidos brasileiros, entrando para a historia como a maior lucidez de uma autoridade, provocou até o inabalável Sarney que já próximo do tumulo nem se manifestou, possivelmente de vergonha. Só agora que descobriram que político fica rico? Tente ser servidor publico e ganhar dinheiro honestamente pra ver se dá pra fazer mansões. Não dá. São desonestos com conglomerados sem ganhar na loteria, sem terem herdado milhões, e acima de tudo a impunidade num Pais que pune pobre. Maravilhosa a entrevista.
As instituições fazendárias deveriam investigar a formação de empresas, saber de onde vem os seus capitais, ai, iam entrar num mar de esgoto de verdade. São corruptos bilionários que se apropriaram de nosso dinheiro, não possuímos serviço hospitalar como servidores públicos, devemos mendigar em postos de saúde inadequados, sujos, sem remédios, sem leitos e sem condições dignas de nos atenderem. É revoltante e ninguém faz nada. A revista dá um alerta: antes tarde do que nunca... que bom seria se eles fossem presos, suas roupas e bens leiloados como as do traficante Abadia. Assim acreditaríamos neste País”. (Do blog necamachado.blogspot.com.).
O lixo das ruas.
Fonte da Secretaria de Urbanismo disse no final de semana que a devolução de lixo encontrado nas ruas, para o interior das áreas de onde foi retirado não é geral. Aconteceu uma vez com um terreno baldio, depois de muita reclamação dos vizinhos. Que seja. Do ponto de vista da reação contra a sujeira até que seria bom devolver o lixo para quem o colocou na rua. Mas é ilegal. Uma vez ou dez vezes é ilegal. A Secretaria tem é de buscar formas de punir os responsáveis pela sujeirada. Não é justo que a população pague, e muito caro, pela sujeira de alguns. Multa pesada, retomada de terrenos abandonados, ações na Justiça, tudo vale em defesa da vida, menos a ilegalidade.
Uma ação solidária.
A AMPLA está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como: lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação. Se você conhece alguém que tenha alguma dessas deficiências, por favor, informe o telefone da Ampla: (21) 2562-2822 ou o site: www.operacaosorriso.org.br. Colaborem ao menos na divulgação dessa atitude de solidariedade empresarial.
Jovem eletrocutado no Curiau
Lucivaldo Oliveira um jovem de dezesseis anos, morador do bairro Infraero começou a se destacar no ano passado pela qualidade dos desenhos que fazia, e vocação para a poesia. Um dos textos que escreveu, em parceria com a jornalista e compositora Márcia Corrêa chegou ao escritor e compositor Marcos Quinam, que a musicou., A canção, gravada por Eudes Fraga, foi apresentada hoje pela manhã no programa Café Com Notícias, da Rádio Equatorial 94.5 FM. Lucivaldo Oliveira, o menino de dezesseis anos que desenhava e escrevia poemas morreu ontem quando tomava banho no Curiau. Segundo testemunhas, ele mergulhou, segurou num poste da rede de energia elétrica, dentro d’água, e morreu eletrocutado.
São “apenas“ R$ 6.3 bilhões.
Quer saber por que a turma do PMDB quer o controle do Fundo Real Grandeza, o fundo de pensões de Furnas? É para meter a mão nos R$ 6.3 bilhões de patrimônio que o Fundo tem. E sabem por que o ministro Edison Lobão, do grupo de Renan Calheiros e José Sarney quer derrubar Sérgio Wilson Ferraz Fontes da presidência do Fundo? É porque agora, bem administrado pelos atuais dirigentes, o Fundo tem uma rentabilidade elevada, o que aguçou o apetite das aves de rapina do PMDB. Se você atentar bem para o que a gatunagem política vem fazendo no Brasil, vai perceber o porquê de eles não perderem uma eleição. Junte o dinheiro que roubam dos miseráveis de quem compram votos nas eleições e a receita está pronta.
Entre Eros Grau e Carlos Veloso.
Edison Lobão era o presidente da CCJ do Senado que aprovou o nome de Eros Grau para o STF. Agora, Eros Grau, é o relator do processo contra o governador do Maranhão, Jackson Lago, cuja cassação interessa, e muito, a José Sarney, que é o líder e foi quem indicou Lobão para ministro de Minas e Energia.
O relatório de Eros Grau, segundo os defensores de Jackson Lago, é uma peça de obediência a Sarney, que teria prometido dar o governo do Maranhão de presente à sua filha Roseana, que foi responsável por um desastre só, durante os dois períodos em que governou o Estado. O Eros Grau de hoje seria o Carlos Veloso do tempo em que Sarney mandou cassar João e Janete Capiberibe, pela “compra” de dois votos, a 26 reais cada um.
Qual a diferença?
Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
Qual a diferença entre político e ladrão?
Chamou atenção a resposta de um leitor:
Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o ladrão e o político é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo? Fábio Viltrakis, Santos-SP.
Eis a réplica do Millôr:
Puxa, Viltrakis, você é um gênio. Foi o único que conseguiu achar uma diferença! Parabéns!!!
A poluição sonora.
Às vezes dá a impressão de que Macapá é uma cidade de surdos, tal a facilidade com que se viola lei contra a poluição sonora. É um absurdo. Ninguém respeita os direitos dos cidadãos e faz uso de equipamentos da maneira que bem entende. São bares, boates, restaurantes, e casas de família, O argumento usado é singelo: “estou na minha casa e o aparelho é meu”. Só que o sim que sal do aparelho não fica restrito aos limites da casa, e quem tem o direito de não suportar o barulho excessivo, não tem esse direito reconhecido. Dante disso, a iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que procurou dirigentes de igrejas evangélicas para baixar o volume do som de cada uma delas, pegou bem. Melhor ainda a receptividade dos pastores ouvidos: “há uma lei e ela deve ser cumprida”, disse um deles.
Mas o secretário Eraldo Trindade precisa ampliar essa ação, criando um sistema que permita ao cidadão denunciar a poluição sonora. Mesmo que não seja um departamento, quem sabe alguns telefones disponíveis dia e noite, inclusive sábados e domingos. E muita atenção para os carros. O governo do Estado concluiu a reforma do Museu Joaquim Caetano, que será um ponto de referência. Hoje as apresentadoras do programa Café com Notícias, Márcia Corrêa e Girlene Oliveira, alertavam para um risco: o volume do som dos carros que ensurdecem a Beira-rio altas horas da noite, pode prejudicar o trabalho feito. Se não houver controle, isso vai acontecer.
E de quem é a culpa?
Caro Corrêa,
“Neste domingo pude me deparar com uma reportagem que me fez pensar de quem é a culpa? Será que é do governo? Prefeitura?? Deputados?? Ou é nossa?? Acho que é nossa, pois somos nós que elegemos todos eles, e ficamos acomodados com o que acontece aqui! Acomodados sim, pois não fazemos nada porque temos dependência do governo, prefeitura e dos políticos, alem do que fomos nós quem votamos neles! Pois bem, o que apareceu na TV é apenas um retrato do descaso com a nossa cidade, e de quem é a culpa? É nossa!! Fiquei chateado com o que vi, e isso é uma parte do que acontece com a gente aqui e acabo de perceber que nós merecemos o que temos. Renato Oliveira”.
Comentário
Discordo de uma coisa. Quando você diz que “não fazemos nada”. Fazemos sim. Elegemos os corruptos e, principalmente, pagamos as contas do que eles embolsam.
No ponto do ônibus.
Uma mulher, com raiva pela demora do ônibus, disparou se referindo ao prefeito Roberto: - “esse ônibus não passa! E o desgraçado do prefeito deve estar dormindo, porque se ele não for trabalhar não tem quem corte o ponto dele, e o meu tem. Esse “Bonitinho” já ajeitou toda a família dele na PMM e como ela, a família, é grande, não sobra nada pra ninguém. Na próxima eleição temos que votar num Silva, Souza, Lima. Mas chega de Góes. Quero ver quando teremos um prefeito macho que coloque as vans para fazer o transporte e que, com isso, respeite o usuário de ônibus”.
Comentário
Sobre a nomeação de parentes, a senhora aborrecida deveria mandar os nomes e cargos para divulgação. Sempre é bom. Sobre a regularidade nos transportes coletivos, convenhamos, ainda é cedo.
O saque da Serpol.
Em sociedade tudo se sabe. Sabe. por exemplo, que no dia 22 de outubro de 2008, a Serpol Segurança Privada Ltda, do Carlos Montenegro, recebeu um aviso de crédito no valor de 2 milhões e 864 mil reais. No mesmo dia 22 de outubro de 2008, foi feito um saque contra recibo no valor de 2 milhões e 122 mil reais. E nem dá para dizer que era para pagamento de pessoal porque os pagamentos das folhas estão registrados antes dessa data. Vale lembrar que a eleição para a Prefeitura de Macapá, em segundo turno foi no dia 26, quatro dias depois. Se esse dinheiro tivesse sido usado para a compra de votos, daria um caminhão cheio deles.
NOTINHAS
Vamos separar os pratos. A atitude da direção da Liesa em relação às credenciais para jornalistas e gente do carnaval, não tem nada a ver com a festa do carnaval, que foi um sucesso, apesar dos problemas enfrentados pelas escolas por responsabilidade delas. José Rainha, do MST dissidente, quer do ministro Gilmar Mendes, o mesmo tratamento que ele deu para o banqueiro Daniel Dantas. O Rainha ainda não percebeu que a Justiça no Brasil, ainda é para punir negro, pobre e prostituta. Banqueiro não está nesse meio. O sanitarista Arnaldo Ballarini deixou o Amapá no domingo. Aprovado em concurso, vai assumir um cargo no setor de planejamento do Ministério da Saúde. Ele me disse que estava com medo de se tornar um “chato”, de tanto mostrar coisas erradas, e não ver ninguém tomar providências. ...Os canais sujos e cheios de lixo são a prova de que o governo é incompetente e omisso e a população, ou parte dela, é suja. Dentro dos canais podem ser encontradas até geladeiras velhas. Só pode entupir e provocar alagações. Quem está desobstruindo os canais é a população prejudicada. Mandem fotos dos canais de drenagem, sujos, entupidos ou limpos se for o caso. Precisamos ajudar as autoridades informando as condições em que se encontram. Quem sabe não fazem o que precisa ser feito. Dia 7. Zé Miguel, Amadeu e o Quarteto Casanova, na Associação dos Servidores do Ministério Público, ao lado da AABB. O show foi pensado e produzido em homenagem às mulheres. Encontro que reuniu os deputados Moisés Souza e Jorge Amanajás, com o senador Papaléo Paes, concluiu que existem setenta e cinco mil pessoas ocupando áreas de baixadas entre Macapá e Santana. Se forem retiradas cinco mil por ano, e levadas para viver em condições decentes, em alguns anos o problema estará solucionado. Isso só depende de vontade política. O desembargador Ednardo Souza indeferiu o pedido de liminar feito pelo advogado de Sandra Maria Queiroz Ferreira, uma das fiscais da Secretaria de Fazenda, demitida do serviço público por recebimento de propinas. Em sociedade tudo se sabe. Sabe por exemplo, que no dia 22 de outubro de 2008, a Serpol Segurança Privada Ltda, do Carlos Montenegro, recebeu um aviso de crédito no valor de 2 milhões e 864 mil reais. No mesmo dia 22 de outubro de 2008, foi feito um saque contra recibo no valor de 2 milhões e 122 mil reais. E nem dá para dizer que era para pagamento de pessoal porque os pagamentos das folhas estão registrados antes dessa data. Vale lembrar que a eleição para a Prefeitura de Macapá, em segundo turno foi no dia 26, quatro dias depois. José Sarney nomeou Elga Lopes para dirigir a comunicação do Senado. Ela vai mandar na TV Senado, que é uma das poucas coisas que prestam naquela Casa de corruptos. Integrante do esquema Sarney, a nova diretora deve fazer a qualidade dos serviços da TV Senado cair. Tem gente apostando que vai ter censura.

“Existe um entendimento tácito entre juízes brasileiros de que cadeia é para criminosos que representam um risco para a sociedade. Por esse motivo, crimes do colarinho-branco não são punidos com a mesma seriedade que um assalto a mão armada".
(Roberto Livianu, promotor de Justiça de São Paulo e autor do livro Corrupção e Direito Penal).

28-2-2009

Furnas escapa do saque do PMDB.
“Criar o clima para alcançar seus objetivos inconfessáveis. Essa é a especialidade, a prática do senador José Sarney, já devidamente desmascarada no Maranhão, e que cada dia fica mais conhecida nos quatro cantos do país, principalmente em Brasília. Para isso - criar o clima -, ele conta com a ajuda de jornalistas inescrupulosos (alguns ingênuos), correligionários, paus mandados e tudo que não presta.
A prática se repetiu, agora, quando o loteamento do poder no governo Lula atiçou os interesses do PMDB sobre bilionário fundo de pensão de Furnas.
O PMDB - leia-se Sarney, Renan, Jader Barbalho & Cia - procurava assumir o controle da Fundação Real Grandeza, responsável pelo fundo de pensão dos funcionários da Furnas Centrais Elétricas - o quinto maior fundo previdenciário do serviço público federal, com uma carteira de investimentos de R$ 6,3 bilhões.
E o que fez Sarney para criar o clima? Usou o ministro Edison Lobão para acusar a atual diretoria da fundação de querer perpetuar-se no poder. E as declarações do ‘bem mandado’ Lobão, na última quarta-feira, ultrapassaram de longe, em estridência, as acusações de um Jarbas Vasconcelos, que tanta celeuma provocaram. “Esse pessoal não quer perder a boca”, disse Lobão ao jornal “O Globo”, referindo-se aos atuais administradores do fundo. “O que eles querem fazer é uma grande safadeza”, acrescentou, para criar o clima.
Depois, orientado por Sarney, claro, negou estar agindo em benefício do seu partido.
Mas as declarações e denúncias de Jarbas Vasconcelos soaram fortes e o presidente Lula decidiu adiar, “por tempo indefinido”, as mudanças pretendidas por Edison Sarney, Calheiros Lobão. Ou seja, depois de declarações tão contundentes como as que fez, o ministro ‘bem mandado’ se vê, obviamente, desautorizado pela decisão presidencial.
O Fundo Real Grandeza foi objeto, no passado, de gestão temerária, investigada pela CPI do Mensalão. Seus recursos, segundo o relatório da CPI, ajudavam a financiar o chamado “valerioduto”. A diretoria responsável pelo escândalo foi destituída em 2005. O precedente já bastaria para repudiar-se nova ingerência partidária sobre a instituição.
Uma carteira bilionária foi construída com recursos dos trabalhadores; ninguém concedeu procuração ao PMDB e a seus prepostos para geri-la. Muito menos, vale dizer, em nome da moralidade administrativa”. (A nota é do Jornal Pequeno, de São Luiz)

26-2-09
A atitude de um professor.
“Na segunda-feira de carnaval, por volta de 19h30min, quando vinha passando com minha esposa pela Praça Floriano Peixoto, presenciei algo deplorável: flagrei um senhor (de mais ou menos 50 anos - pasmem!) arrancando da área da praça um pé de açaizeiro recém plantado, certamente pela ação da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Macapá. Fiquei indignado! Abordei o sujeito, questionando o porquê dele fazer aquilo. Respondeu-me dizendo que era porque tinha tanta planta na praça... Aproximei-me dele, e como havia mais gente num bar ali perto, o homem pediu calma afirmando que ia replantar o pé de açaí. E o fez. Logo após, pegou a bicicleta que deixara jogada ao chão e saiu em disparada.
Esse fato remeteu-me a tentar imaginar o que se passa na mente demente de um homem daqueles. Quer dizer que por ele achar que tem muitas mudas plantadas por aí, se sente no direito de arrancar uma e sair, ir embora como se isso não causasse constrangimento nem prejuízo nenhum.
Felizmente, nesse caso, pude intervir e salvar àquele pé de açaizeiro. E quantas vezes eu flagrar alguém praticar qualquer ilicitude que prejudique ou cause prejuízo a nossa cidade, estarei pronto para intervir, pessoalmente ou solicitando a intervenção da policia.
Correa, meu nome é Alaelso Videira Bosque. Sou professor (não fessor, como muitos gostam de proferir, o que eu particularmente detesto, pois é um termo que leva a pormenorizar o sujeito. Além do mais, somos professores por inteiro, não metade - pelo menos eu me sinto professor completo). Moro aqui em Macapá e o seu blog é o meu canal principal para obter notícias. Estou conectado a você, porque seu blog é confiável e lícito.
Gostaria que o Sr. propagasse essa notícia. É importante que a população saiba o quanto devemos ter consciência ambiental -e praticá-la - para podermos viver melhor.
Um abraço”!
Comentário
Há um vazio de consciência cidadã na sociedade brasileira, que aceita tudo como se tudo normal fosse. Falta no homem que pilhava a muda de açaí, como falta em muita gente que não toma a atitude que você tomou, quando vê, agressão a um bem comum. Parabéns, professor.
A secretária não viajou.
Caro Corrêa Neto,
“De acordo com a nota “Quando o carnaval passar” divulgada em seu site, viemos esclarecer as inverdades contidas na presente informação. Os pagamentos aos artesãos que comercializam suas peças na Casa do Artesão, foram efetuados durante do período carnavalesco (na segunda-feira 23/02).
Quanto à afirmação de que a secretária Anésia Nunes estava viajando no referido período, inclusive citada de forma totalmente depreciativa na nota. A gestora passou o carnaval em Macapá prestigiando o Carnaval Amapaense e cumprindo sua agenda de trabalho, da qual podemos citar a visita à Casa do Artesão no último sábado (14 de fevereiro), na qual a Secretária não recebeu nenhum tipo de reclamação dos referidos artesãos que já estavam cientes da data de pagamento.
Diante da divulgação desta informação capciosa, que foi e está sendo levada à população de forma pejorativa, pedimos que seja feita apuração jornalística antes de se divulgar inverdades que podem comprometer a seriedade dos trabalhos conduzidos por este órgão público. Sendo assim, solicitamos que seja feita a retratação da nota acima citada.
Quaisquer dúvidas a respeito deste assunto podem ser esclarecidas na própria Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (SETE), ou pelos telefones: 3225-8751 (Sete) ou 3223-7545 (Casa do Artesão). Ariele Martins”.
Comentário
Ariele.
Capcioso é roubar quarenta milhões de reais em remédios destinados à população mais pobre, e deixar gente morrer por causa disso. Pelo convívio um dia você saberá o que é ser capcioso de verdade.
A nota publicada aqui, em tom irônico sim senhora, teve origem em informação saída da Casa do Artesão, antes da viagem ou da desistência da secretária Anésia Nunes. Não inventamos notícias. Se a secretária ficou em Macapá e pagou a quem tinha o que receber na segunda-feira, menos mal. Não tínhamos como saber disso. Aí sim, de alguma forma, erramos. Desculpem.
Que constrangimento que nada.
A presença de Fernando Sarney, o filho e gerente dos negócios do senador José Sarney, no camarote do Lula na Sapucaí “causou constrangimento”, sugeriram algumas publicações. Constrangimento? Que nada. Eles são do mesmo time. O empresário maranhense, envolvido até o último fio do cabelo na corrupção, deve ter sido convidado ou mandado subir, para mostrar que é “amigo do rei”. Não deixaram subir o Abraão David, da Beija Flor, mas pudera, o bicheiro de Nilópolis também encrencado com a Polícia Federal e a Justiça, não é filho do José Sarney.
NOTINHAS
As fiscais da Secretaria de Fazenda, demitidas por corrupção aguardam uma decisão judicial para saber se voltam à ativa. Os 150 milhões contingenciados pelo Governo do Estado não saíram dos cofres da Assembléia nem da Justiça. Saíram de onde então? Da saúde, educação? O cabo de alta tensão da rede elétrica de perto minha casa quebrou outra vez, ontem à noite, Motivo: falta de podagem das árvores que se debruçam sobre a rede. E faltou energia no Pacoval mais uma vez. O povo brasileiro, de tão tapado que é, nem percebe que só morre gente por falta de atendimento da saúde pública, porque algum político esperto roubou o dinheiro que serviria para comprar os medicamentos e fazer o posto de saúde funcionar. É nesses caras que esse povo vota. O senador Jarbas Vasconcelos e os deputados Fernando Gabeira e Gustavo Fruet, iniciam um movimento nacional contra a corrupção. Mesmo descrente, descubram os e-mails deles e mandem mensagens de estímulo. Lembram dos caras - pintadas do “Fora Collor”? Começou assim. Canais sujos provocaram alagações em residências nos bairros de Macapá por onde passam. Foi a população, diante da tragédia, que foi para as ruas limpar os bueiros o permitindo o escoamento das águas da chuva.


25-2-2009
Entre mortos e feridos, salvou-se o carnaval.
O carnaval que os jornais da televisão mostraram foi diferente do que o descrito na Internet, por alguns blogs e na cidade por jornais, no final da semana. O das TVs foi um carnaval bonito, com arquibancadas lotadas, ou quase, bonito no todo. O da Internet foi um caos, com carros quebrados, arquibancadas vazias, desfiles prejudicados, e fotografia mostrando, inclusive, um carro alegórico incompleto da Emissários da Cegonha, parado no meio da pista. O que foi que aconteceu?
O governo do Estado liberou os recursos destinados ao carnaval em tempo hábil. Havia o interesse oficial em um belo desfile, até para alegrar os olhos da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, que estaria aqui, e esteve, torcendo pela Boêmios do Laguinho cujo enredo, homenageava Belém. Em cima da hora, diante da possibilidade de esvaziamento a Liesa - Liga das Escolas de Samba, baixou o preço dos ingressos em cinqüenta por cento e o governo adiantou o pagamento, mandando liberar recursos para os servidores públicos via caixas eletrônicos do sistema bancário. Então tudo o que podia ser feito para o carnaval dar certo, foi. E por que não deu? Ou o carnaval deu certo e a “oposição” está dizendo que não?
Quem foi ao sambódromo para desfilar ou aplaudir o desfile disse que deu. Foi um carnaval bonito, de qualidade, onde os problemas não chegaram a obscurecer o brilho da festa.
Fora da passarela muitas insatisfações foram manifestadas, admitidas ou contestadas. A presidente da Liga, Marjó da Silva foi acusada de negar credenciamento a jornalistas, em represália contra autores de matérias que considerou desagradáveis. Num estado democrático com total liberdade de expressão, onde não se misture o público, no caso a Liesa, que mesmo se denominando independente, é sustentada com dinheiro público, com o privado, isso seria inadmissível. Mas o que acontece fora da passarela do samba, não é quesito em julgamento pela opinião pública. Para o espectador, vale o espetáculo é o espetáculo que foi muito bom. É a opinião geral.
Imprensa livre: e agora vai?
Gente de todos os segmentos da sociedade, das camadas mais humildes às mais bem aquinhoadas costuma reclamar, e muito, contra a escassez de meios de comunicação quer se empenhem em oferecer informações de qualidade. A quase totalidade, além de reclamar, não faz o menor esforço para que isso aconteça.
Há algum tempo os grandes jornais do mundo discutem a possibilidade de cobrança do acesso às notícias via Internet. O custo do jornal impresso é muito alto e poucos vão suportar as despesas. Um especialista no assunto disse esta semana:
-”ou o público vai pagar para ter a qualidade que quer, ou alguém vai pagar para o público ler aquilo que interessa a ele, o financiador”, como acontece hoje. Quem tem dinheiro controla os meios de comunicação e a mente de quem os acessa. E a discussão chegou por aqui.
Na semana de carnaval um grupo, que envolve políticos e não políticos, reuniu decidindo que vai buscar os recursos necessários para manter setores da mídia local, independente do controle de pessoas ou grupos isolados. E liberdade é fundamental. Este site, por exemplo, é mantido em boa parte, por pessoas que não exigem nada em troca. A idéia é ótima, mas será que agora vai? Se for que seja logo porque quem insiste em produzir informação de qualidade está chegando ao limite.
As relações promíscuas na política.
”As obras de ampliação do aeroporto de Macapá, no Amapá, constituem um bom exemplo dessa relação promíscua. A Infraero só licitou a obra, no fim de 2004, após pedido do senador Sarney ao presidente Lula. Até aí, nada mais natural - Macapá é reduto eleitoral do senador. A partir desse momento, contudo, começou a girar a roda da fortuna estabelecida pelo empreiteiro. Com "técnicos" instalados em postos-chave do governo, a Gautama conseguiu fraudar a licitação e assinar um contrato superfaturado em 50 milhões de reais”. O trecho faz parte da matéria publicada na edição desta semana da revista Veja que trata de forma mais acentuada, a fabulosa evolução patrimonial de políticos envolvidos com empresas que prestam serviços para os governos. A Gautama, responsável pela obra do aeroporto de Macapá, é uma delas, e o senador José Sarney, eleito pelo Amapá, está envolvido até o pescoço com ela.
O deputado e os blocos de carnaval.
O deputado Dalto Martins, PMDB, fez um discurso na Assembléia Legislativa, denunciando a “imoralidade” contida nos nomes de blocos que desfilam no carnaval de Macapá. Falou do duplo sentido, do mau exemplo e do quanto isso depõe contra a população da capital. E o deputado está coberto de razões, independente de os donos dos blocos terem o direito à grosseria, mau gosto e ao deboche, não deveriam jogar isso tudo na cara da sociedade, obrigada a ver, ler ou ouvir coisas desagradáveis que deveriam ficar guardadas no interior de quem as cultiva. Mas assim como o deputado tem o direito de dizer o que pensa, quem pensa o contrário também tem. E foi assim que, no dia seguinte, um ouvinte do programa Café com Notícias ligou e manifestou sua opinião favorável aos blocos, finalizando com uma lembrança: “tem imoralidade muito maior que essa para o deputado denunciar”. A apresentadora concluiu: “é. Tem imoralidades muito maiores que essa”, disse. E alguém vai dizer que não tem?
Acalanto para Hanne.
Um poema ou uma prece? Certamente uma canção. Hanne Capiberibe da Silva tinha muitos amigos e amigas que fez na curta vida que lhe foi dada para viver, Hanne se foi, e a jornalista Márcia Corrêa, amiga desde a infância, escreveu um poema que tem o perfil de oração. Zé Miguel leu o poema e o transformou em canção. Um acalanto para Hanne, um bálsamo para os corações de quem lhe queria bem.
“Roberto governador”.
Setores da mídia bem remunerada meteram na cabeça do prefeito Roberto Góes que ele será o candidato a governador do grupo do Setentrião. Ele deve ter acreditado, mesmo sem perguntar a opinião do Pedro Paulo Dias, que no momento estará com a chave do cofre nas mãos. Tanto assim que “avexado” por mostrar trabalho está começando a mostrar o lado arbitrário que não consegue esconder. Isso pode ser confirmado na decisão da Prefeitura, de jogar de volta para dentro das casas, o lixo que é, ilegalmente, deixado na rua. Prefeitura é uma instituição pública, que orienta e pune, dentro da lei, mas não se “vinga” de ninguém.
Confissão de culpa.
O anúncio do governo do Estado sobre o carnaval é a confissão de um crime cometido contra cerca de quatrocentas mil pessoas que vivem no município de Macapá. A peça, que tem um texto razoável interpretado com o máximo de pieguice, próprio pára agradar cliente vaidoso diz, em certa partem “que agora o governo e a Prefeitura vão caminhar juntos”. Isso é crime. É a confissão de que o Estado os milhares de pessoas que vivem em Macapá, abandonadas porque o prefeito era de outro partido. Foi intencional, então, o jogo de cena da ”parceria nota dez”, feita com o João Henrique, que o Governo do Estado não cumpriu e deixou o então prefeito se queimar sozinho.
Quando o carnaval passar.
Quem tem negócios com a Casa do Artesão e deveria receber algum dinheiro antes do carnaval, vai roer caroço de pupunha até depois da quarta-feira de cinzas. É que a secretaria Anésia Nunes, que assina os cheques, viajou, provavelmente para “tratar de assuntos de interesse da administração na Marquês de Sapucaí, no Circuito da Barra, ou nas ladeiras de Olinda, e só volta depois da folia.
NOTINHAS
Se o PMDB é o partido mais corrupto do Brasil, como disse o senador Jarbas Vasconcelos, do próprio PMDB, então a solução para os brasileiros é não votar no PMDB. E se os brasileiros forem tão corruptos quanto o partido? Mas como quebra carro alegórico no nosso carnaval. São feitos de que? Isopor? As reportagens sobre o carnaval mostraram uma coisa muito importante: muitas cidades brasileiras não se dobraram à música da Bahia. Cada uma segue suas próprias tradições, e a música baiana entra, quando entra, como um componente extra, não como principal. Lourdes Carrera Guedes, a professorinha de surdos mudos em Belém, veio passar o carnaval e comemorar o aniversário junto com sua família e muitos amigos. Quem veio, também, aproveitando a folga do carnaval, foi o radialista José Maria Trindade, hoje na Rádio Liberal, de Belém. O governador Waldez Góes prometeu, faz tempo, construir dez mil casas populares no Amapá. O deputado Ruy Smith lembrou isso na Assembléia e Waldez se apressou: disse que vai construir duas mil, em Macapá. Menos mal. Nada mais apropriado: o aniversário da jornalista Alcinéa Cavalcante deu certo no carnaval, uma de suas paixões. Foi muito comemorado. Parabéns. Essa hipocrisia é que irrita. A Prefeitura jogaria de volta para dentro do terreno um monte de entulhos encontrado na frente da casa de um deputado governista, ou de um juiz, ou de um figurão qualquer? Recebi o diploma concedido pela Câmara, por requerimento do vereador Luizinho Monteiro, aos que estavam presentes nos primeiros momentos da TV Amapá na cidade. Me divirto e aprendo com o blog do Walter Júnior. Inteligente, engraçado sem exageros e de vez em quando ele descobre umas mulheres, digamos, incomuns. Nada a ver com a vulgaridade. Quando o Walter está fora, a blogosfera empobrece. Ainda sobre a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos só o que se precisa saber é se o que disse é verdade. O resto é detalhe. Celso da Silva Marques Júnior foi exonerado do cargo de chefe do DNPM no Amapá. Assumiu Marcio Roberto Pimentel de Sousa, Deputados voltam a bater no secretário de Saúde. O pacto para a armação da eleição de Roberto Góes parece não estar valendo mais. Agora os interesses são outros. Um especialista em saúde pública ficou assustado quando ouviu o governador Waldez Góes dizer, em entrevista para a TV Amapá´, que “dengue, hepatite e malária são doenças normais”. Não seriam “normais”, se os governantes usassem o dinheiro púbico para proteger a população dos efeitos delas. Não sei se o fato é recente, mas Orlando Sarahyba, pai da modelo Daniela Sarahyba, morreu depois de um passeio de lancha, quando consumiu cerveja de latinha contaminada por urina de rato. Saiu no domingo, foi internado na segunda e morreu na quarta-feira. Vale o alerta: não use latinha sem lavar. João Capiberibe, Janete Capiberibe e Cristina Almeida participaram, em São Luiz, de uma manifestação em defesa do mandato de Jackson Lago. Universidade da Criança, linda, botou o bloco na rua e desfilou, na sexta-feira, pelo bairro do Pacoval, onde fica localizada. Quem viu se encantou. Leiam com muita atenção o trabalho do Carlos Henrique Schmidt sobre o escandaloso desaparecimento do manganês da Icomi. A abertura do programa “O Brasil da Copa do Brasil”, produzido pela ESPN Brasil, exibido em rede nacional, tem Zé Miguel cantando o clássico Vida Boa. Se era para perdoar todas as agremiações carnavalescas que violaram as regras do carnaval, para que então ter um regulamento? Libera geral. De aniversário minha amiga Sândala Barros, ex-colega de trabalho na TV Amapá e jornalista das mais competentes. Um beijo no coração. O promotor Iaci Pelaes, escolhido chefe do Ministério Público do Estado, disse a um jornal local, no final da semana que fará uma gestão de “paz e harmonia”. Seria muito esperar algo como: “vou fazer uma gestão dentro da lei”. “Paz e amor”, no sentido que se conhece hoje por aqui, resulta em promiscuidade. Ana Júlia Carepa, a governadora do Pará, viu o carnaval da Boêmios do Laguiinho, no sábado, gostou do que viu e na manhã de domingo estava em Salinas. O enredo da Escola homenageou o Pará.



O fato de ter tanto político roubando no Brasil, e ainda sobrar para o Lula executar “o maior programa oficial de compra de votos do mundo”, mostra que o País tem dinheiro demais, e os brasileiros são umas bestas que se contentam com tão pouco: o dinheiro da bolsa.

22-2-2009

Veja mostra os ricos da política.
Na semana passada a revista Veja publicou uma entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos, com declarações tão fortes que mexeram com as estruturas do maior partido político do Brasil, o PMDB. O senador disse que o PMDB é corrupto. Esta semana a revista publica a repercussão e mostra, na edição que está nas bancas, a evolução do patrimônio dos principais caciques do partido, dois deles, Renan e Sarney comandando o Senado e um, José Sarney que nos interessa diretamente, por ter sido eleito pelo Amapá. Leia o que Veja diz:
Enriquecendo na política.
“Na entrevista, Jarbas Vasconcelos disse que o PMDB é "uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos". Citou nominalmente o presidente do Congresso, senador José Sarney, e o novo líder do partido, senador Renan Calheiros. Para Vasconcelos, a moralização e a renovação do Congresso são incompatíveis com a figura de Sarney, que "vai transformar o Senado em um grande Maranhão". Sarney não respondeu ao ataque. Disse apenas que, na condição de presidente, "não pode diminuir o debate" e que o senador deveria apresentar os nomes dos corruptos. Renan Calheiros - que, segundo Vasconcelos, "não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais líder do partido" - preferiu calar-se. Fora do PMDB, o governo optou por não comentar as críticas do senador, e a oposição, pensando nas alianças do futuro, fez de conta que nada tinha a ver com o debate. No domingo 15, após a publicação da entrevista, Sarney e Renan até se reuniram para discutir o que fazer diante das declarações de Jarbas Vasconcelos. Depois de xingarem e fazerem ofensas pesadas ao senador pernambucano, ambos avaliaram que rebater as acusações e cobrar uma punição para Jarbas seria uma atitude temerária. Muito barulho não convém ao negócio.
Dono de um prontuário nada invejável do ponto de vista de um trabalhador cumpridor de seus deveres, o senador Renan Calheiros não tem mesmo muito que dizer. Pobre na juventude, floresceu na política. Quando começou a militar no antigo partido comunista, Renan dirigia um Fusquinha velho. Hoje, o nobre senador acumula um patrimônio avaliado em 10 milhões de reais, entre fazendas, bois, mansões e apartamentos - isso apenas levando em consideração o que ele mesmo declarou à Justiça Eleitoral. Seus adversários calculam que sua fortuna é, no mínimo, duas vezes maior que isso. No PMDB há dezesseis anos, Renan é um dos ideólogos do partido. Renunciou em 2007 à presidência do Congresso depois que se descobriu que um lobista de empreiteira pagava suas despesas pessoais. É investigado no STF por falsidade ideológica e sonegação fiscal. O outro citado nominalmente por Jarbas Vasconcelos, o senador José Sarney, é personagem central da história política do Brasil há mais de meio século. Como Renan, ele e a família também fizeram fortuna, sempre em negócios envolvendo governos e empresas estatais. A vida política do senador começou em 1955, quando ele se elegeu deputado. Filho de um juiz, seu patrimônio se resumia a parte de uma casa em São Luís, recebida como herança.
A família do senador José Sarney tem emissoras de TV, rádio, jornal, fazendas e diversas empresas no Maranhão e no Amapá. Na declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, o ex-presidente informa que sua fortuna é de 4,6 milhões de reais. Esconder ou subavaliar patrimônio é uma estratégia muito comum no mundo político, principalmente entre aqueles que não têm como justificar a origem da riqueza. Sarney foi presidente da República em 1985 e, desde então, ele e seus familiares - cujo patrimônio real é estimado em cerca de 125 milhões de reais - têm sido alvo de diversas investigações criminais. No ano passado, uma investigação da Polícia Federal acusou um dos filhos do senador de chefiar uma "organização criminosa" responsável por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude em licitações e corrupção. Em 2002, em plena campanha presidencial, a PF encontrou 1,3 milhão de reais em dinheiro escondido no escritório da então candidata e hoje senadora do PMDB Roseana Sarney, filha do senador. Roseana abandonou a campanha, mas a origem do dinheiro nunca foi explicada. Renan e Sarney não são exceções no mundo peemedebista. A tal confederação dos líderes regionais citada na entrevista de Jarbas Vasconcelos é, em sua maioria, composta de políticos com perfil idêntico: são todos ricos, poderosos e enrolados com a Justiça devido à histórica folia com o dinheiro dos contribuintes.
Dos 27 presidentes regionais do PMDB, dezessete têm problemas com a Justiça. O deputado Jader Barbalho, por exemplo, é o mandachuva do partido no Pará e um dos chefões nacionais da legenda. O parlamentar foi preso em 2002, acusado de desviar 2 bilhões de reais dos cofres públicos. Dono de apenas um automóvel e uma casa no início da carreira, Jader também fez fortuna enquanto se revezava entre um cargo e outro da administração federal. Foi ministro da Previdência no governo Sarney, líder do PMDB e presidente do Senado no governo Fernando Henrique até 2001, quando renunciou ao cargo, acuado por denúncias de corrupção. Hoje, é um general sem estrelas, mas com poder intacto nos bastidores. Jader, Sarney e Renan formam o triunvirato do PMDB. Eles estabelecem as linhas mestras de ação do partido e controlam a indicação dos cargos que, como Jarbas vocalizou e até os mármores de Niemeyer sabem, são usados para "fazer negócios e ganhar comissões". Orlando Brito


18-2-09
TRE cassa o mandato de Euricélia.
Por quatro votos a dois, a Corte do Tribunal Regional Eleitoral manteve a cassação da prefeita de Laranjal do Jarí, Euricélia Cardoso. O juiz relator Paulo Braga teve voto vencido junto com o juiz Adamor Oliveira. O julgamento do recurso eleitoral durou mais de uma hora no plenário jurista Luis Calandrini.
Após a sustentação oral dos advogados das duas partes, o Ministério Público julgou pelo provimento do recurso. No mérito estava sendo julgado o processo 3258/2008 que cassou o registro de candidatura e aplicou multa à Euricélia no valor de 30 mil Ufir. O fato que deu origem à ação de investigação judicial foi a suposta distribuição de gasolina no dia 03 de outubro pelo proprietário do posto Novo Mundo, localizado em Laranjal do Jarí.
Sentenciada pelo artigo 41-A da Lei 9502/97, a prefeita teria sido beneficiada com a entrega de ticket de gasolina para uma carreata antes do pleito municipal. O juiz Lino Sousa foi o primeiro a divergir do voto do relator. Os juizes Luiz Carlos, Marco Miranda, Augusto Leite acompanharam a divergência.
Além da cassação e da multa, a prefeita foi declarada inelegível por três anos. A sentença é estendida ao vice de Euricélia, Antônio Soares de Oliveira. Com a cassação do diploma, assume o segundo colocado em Laranjal do Jarí, Barbudo Sarraf. A decisão cabe recurso ao TSE.
Nas próximas sessões, está previsto o julgamento da ação cautelar com pedido de liminar para conceder efeito suspensivo à sentença do juiz Valcir Marvule que cassou pela terceira vez o registro da prefeita de Laranjal do Jarí. O mérito foi retirado de pauta nessa quarta-feira. (Informações de Dione Amaral).
Crise mundial mostra a cara no Amapá.
No início da semana passada ou pouquinho antes, o governador Waldez Góes reuniu representantes de entidades da sociedade civil com seus auxiliares, e iniciou uma discussão sobre a crise mundial, que já chegou por aqui faz algum tempo. Waldez quer saber, principalmente, o que fazer no curto prazo para aliviar os efeitos do desastre econômico provocado pela irresponsabilidade americana, na frágil economia do Amapá, praticamente sustentada pelos cheques dos pagamentos oficiais. A pressa se justifica, porque os efeitos da crise podem ser vistos diariamente nas ruas da capital, com o aumento dos que buscam o sustento na economia informal, ou simplesmente vagam em busca de uma ocupação que renda o suficiente para manter suas famílias.
Daí a necessidade de muito cuidado com a forma como está sendo conduzida a retirada dos ambulantes das ruas. É possível ter, pela repressão violenta, uma cidade sem ambulantes nas ruas, mas cheia de gente levada ao crime pela pressão da miséria. Certamente não é isso o que se deseja. Com paciência e firmeza as coisas poderão ser ajustadas, respeitando-se o sagrado direito de viver que todo cidadão tem, sem esquecer o outro lado, o de quem precisa que o passeio público exista como tal.
No meio disso tudo, a sociedade deve ser chamada para apresentar sugestões sobre como criar empregos e gerar renda, o único caminho para tornar as pessoas produtivas, ganhando seu dinheiro sem precisar das bolsas do Lula nem dos cheques do Fundmicro do Waldez, Atingimos um momento em que precisamos correr, e correr muito. O desemprego vem do norte do Estado, onde as mineradoras tão festejadas estão fechando, dando uma “banana” para os amapaenses, e do sul com a diminuição do ritmo da Jarí e da Cadam. Estamos diante de uma crise de proporções que não temos como saber dos limites. É um momento de decisão, que não comporta titubeios, chiliques ou vaidades. E quem não tiver capacidade de decidir e comandar desista antes que o estrago seja maior.
Sesc amplia atendimento odontológico.
O SESC Amapá ampliou sua clínica odontológica de dois consultórios para04, buscando proporcionar de forma intensa, a realização de procedimentos odontológicos curativos, preventivos e educativos, minimizando a grande carência que o estado apresenta no aspecto saúde bucal. Os atendimentos são disponibilizados no Núcleo de Saúde, localizado no Sesc Araxá, de segunda a sexta, das 07h30 às 21h30.
Serviços:
- Dentística restauradora
- Profilaxia (limpeza)
- Exodontia (extração)
- Raspagem
- Polimento
- Aplicação de flúor
O comerciário também pode utilizar o FUNAC (Fundo de Atendimento ao Comerciário), para financiar o tratamento odontológico, além disso, há convênios com dentistas para outros serviços não oferecidos pelo SESC.
Dengue na zona norte.
A força tarefa de combate ao aedes aegypti fica três dias (17 a 19) trabalhando no bairro Novo Horizonte. As 51 equipes, formadas por bombeiros, agentes de endemias, agentes de saúde, batalhão ambiental e guarda municipal estão visitando cerca de 10 mil casas localizadas nos 253 quarteirões do bairro. Os agentes constataram que a maioria dos focos de proliferação do mosquito está nos domicílios. Os quintais são os maiores criadouros das larvas, há muita água acumulada em pneus, calhas e descartáveis, além de mato e lixo. As equipes fizeram a limpeza desses locais, eliminaram os criadouros e aplicaram o fumacê. Em seguida orientaram os moradores sobre medidas preventivas para se tornarem agentes multiplicadores dando continuidade na limpeza e combate a dengue. O cronograma de visitas segue de acordo com o levantamento que indica os bairros com maior número de notificações. No período de 23 a 27 deste mês as equipes visitam o Bairro Santa Rita. (Com Informações de Lílian Guimarães)
NOTINHAS
As “rainhas de bateria” do carnaval não foram inventadas agora. Lindas como as de agora, as da metade do século passado, em Belém, povoaram os sonhos do menino de doze anos. Eram as sambistas, e faziam a mesma coisa que a bela Piedade faz. Elas encantam. Luiz Nassif analisa a entrevista de Jarbas Vasconcelos e vê gato escondido com o rabo de tora. Pior é que o petismo do poder continua achando que pilantra só existe do outro lado do muro. O professor Alcides Oliveira escreve um canto de amor pela Escola Amapá. Sem rancor, diz que ama a escola, hoje abandonada. Está em Notícias. Sem um espaço aberto para dizer o que sente, o canto de dor do mestre jamais seria publicado. Pense nisso. A Polícia Federal realizou ontem, 17, na Escola Agrícola Padre João Piamarta, localizada, Rodovia Duque de Caxias, Coração, Macapá-AP, o plantio duzentos e quarenta e oito mudas de árvores que foram doadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O evento contou com participação de autoridades locais e teve exposição e palestras com temas ligados à preservação do meio ambiente.

“No dia em que eu estiver diante de Deus, vou pedir desculpas pelo atrevimento, mas perguntarei a ele por que demorou tanto tempo para desencarnar o Sarney”.
(Dito, hoje, por uma espírita bem humorada).

17-2-09

Quem vai contestar o senador?
O que o PMDB vai fazer com o senador Jarbas Vasconcelos que disse exatamente o que muita gente quer dizer e não diz, ou por falta de oportunidade ou por covardia? Nada, de sério, rigorosamente nada. A executiva nacional emitiu uma nota pífia, argumentando que o senador falou generalidades. Vão arranjar um político do tipo do Wellington Salgado, pendurado pelo pescoço por sonegação, para atacar o líder pernambucano, e se esconder atrás das pilhas de dinheiro que os corruptos do PMDB roubaram da miséria nacional, roendo as entranhas da Nação, como vêm fazendo.
O PMDB é um partido corrupto, ainda que nem todos seus filiados o sejam. Mas mesmo quem não é corrupto no PMDB sabe que tudo o que Jarbas Vasconcelos falou é verdade, absoluta, cristalina. Existem coisas que não se contesta, e a entrevista do senador é uma delas.
Quem conhece um pouco da história dos brasileiros e viveu os momentos terríveis da ditadura militar, sabe o sacrifício de cidadãos como o senador Jarbas Vasconcelos, para não permitir que a ditadura se estendesse por mais do que os vinte poucos anos infelizes que durou. O então MDB era uma das bases de sustentação da luta. Quando a ditadura, pressionada pela força popular, se foi, o MDB virou PMDB, abriu as porteiras e os capachos dos ditadores praticamente se apoderaram dele, claro que com outros objetivos.
Que controla cerca de 155 bilhões do dinheiro público e não tem a menor preocupação em transformar essa montanha de recursos em bem estar para a sociedade, não precisa disputar eleição: compra votos, se perpetua no poder. E se perpetuando no poder corrompe o topo da cadeia, e amedronta o resto. Alguém já viu um desses “restos” da ditadura militar preso por corrupção? Ou perder um julgamento de seu interesse em um tribunal? Para isso servem os R$ 155 bilhões de reais controlados por eles. E quando não dá pelo dinheiro ganham na pressão. Alguém já viu um desses “coronéis” nordestinos alinhar uma fila de políticos corruptos diante de juízes corruptos como eles, para avisar que, “se perdermos as eleições, todos aqueles processos contra vocês serão reabertos”? Essa é uma prática comum entre os políticos que Jarbas Vasconcelos denunciou. E por ser assim, o cinismo nacional não vai reagir. Prevalece o medo de que, reagindo, a cínica imprensa nacional que se beneficia da corrupção e faz parceria com os corruptos decida, pelo menos uma vez ficar do lado de quem sofre, o povo, e acabe mostrando que esses “estadistas de cuecas rasgadas e sujas”, são muito mais criminosos que os ocupantes das celas dos presídios brasileiros. Estes estão presos porque são pobres.
Festa para a TV Amapá.
Fui um dos homenageados pela Câmara Municipal de Macapá, na sessão especial em homenagem à TV Amapá, realizada ontem, segunda-feira, por iniciativa do vereador Luiz Monteiro, do PT. Não me fiz presente ao ato, mas agradeço a lembrança, e se deixei de enviar um representante da família, não foi por indelicadeza, foi esquecimento mesmo. De qualquer forma me sinto muito bem representado pelo Júlio Duarte, um companheiro que esteve comigo desde os primeiros momentos da TV Amapá.
Waldez admite doença.
Waldez finalmente admitiu que está doente, o que é verdade, mas não é demérito para ninguém, disse que a hepatite é uma doença como a malária ou outra qualquer, sem maiores problemas, e assumiu a figura do Zeca Pimenteira, um personagem azarento do programa Zorra Total, da Rede Globo: está “secando” o Amapá, o que também é verdade.
Lula e Sarney.
Como acredito na reencarnação, creio que o Lula e o Sarney foram casados em uma vida passada. Casados ou amantes, sei lá, mas viveram juntos. O marido, Lula, era um sujeito muito “mau”, que não deixava sua mulher, uma perua deslumbrada, o Sarney, fazer nada do que queria. Morreram, voltaram não mais casados, mas o Lula com uma dívida a resgatar: deixar que sua antiga mulher fizesse tudo que lhe desse na cabeça. E por causa disso Sarney o que quer no governo dele. Azar nosso que não fomos marido dela, mas temos de aturar todos os abusos, e ainda pagar as contas.
Os “Caminhos da Amazônia”.
Sr. Corrêa Neto;
Lendo hoje a coluna "Notinhas" vi a citação sobre o programa "Tesouros da Amazônia, exibido às quintas-feiras pela TV Nazaré, é um passeio de quase duas horas pela cultura da região. É um espetáculo de alta qualidade, em companhia de gente excepcional"... Ai me fez lembrar, o que aconteceu com o programa "Caminhos da Amazônia", que estava sendo exibido também em rede, na Rede Vida, apresentado por Olimpio Guarany, que inclusive foi noticiado no site oficial da CNBB, e dezenas de agências de noticias católicas Brasil afora? Você tem alguma notícia? Otavio Martins. >>> Não sei, Otávio, mas prometo que, se alguém me informar, informo você.
NOTINHAS
Cássio Cunha Lima foi condenado à perda do mandato de governador da Paraíba, entre outras coisas por ter “distribuído cheques“ à população carente, no ano da eleição. Não é a mesma coisa que se faz aqui? A decisão do TSE saiu hoje. Peri Arquilau sofreu um problema cardíaco grave na quinta-feira, quando assistia aula do professor Charles Chelala na faculdade. Foi levado para o São Camilo e saiu da UTI, hoje à tarde. Está melhor. Ganhei o CD Parceria, de André Luiz Barreto e Cassio Pontes, com interpretações de artistas locais. A primeira audição dá a impressão de ser uma obra muito suave. Vou ouvir mais vezes. O Sesi realizará sábado, 21, no Malocão, um baile de carnaval infantil. O “Sesinho na Folia” iniciará às 16h. Os ingressos estão à venda na Tesouraria do SESI, a R$ 5.



“De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador”.
(Senador Jarbas Vasconcellos sobre José Sarney).

16-2-09

Pra que serve a Justiça Eleitoral?
O Brasil não precisa de Justiça Eleitoral. Não dessa que se tem. Há muito tempo as decisões sobre os políticos, mandatos e eleições são tomadas fora dos tribunais, ao sabor dos desejos e interesses de quem tem poder, e dos conchavos destes com quem julga, condena ou inocenta sem qualquer preocupação com a lei, a moral ética ou coisa parecida, muito citadas nos discursos, mas não traduzidas em ação. Então, se a Justiça Eleitoral não atende as necessidades do País, fechem esse faz de conta, e deixem que as coisas sejam decididas na porrada, como aliás vem sendo feito sem dar a menor chance de defesa aos que, dentro da política, não utilizam os métodos consagrados pelos donos dela. Abrindo o uso da imoralidade para todos, quem sabe não se consiga melhorar a política nacional, pela variedade do comando da corrupção, hoje concentrado nas mãos de alguns. Desse jeito, e com essa “Justiça” que temos, não dá. Assim, em defesa da sociedade, e em respeito aos magistrados que tentam fazer a Justiça Eleitoral funcionar com decência, fechem essa coisa que está posta aí, espalhando um terrível odor de putrefação.
Semana passada o jornalista Sebastião Nery escreveu em sua coluna na Tribuna da Imprensa, que o Tribunal Superior Eleitoral cassou os mandatos do então senador João Capiberibe e de sua mulher, a deputada federal Janete Capiberibe, “para agradar o Sarney”. Nem foi preciso dizer que alguns dias depois o mesmo Tribunal absolvia Joaquim Roriz, Mais recentemente, já no processo de cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago, também de interesse de Sarney, que prometeu dar o governo do Estado para sua filha Roseana, estão sendo registradas coisas das quais “até Deus duvida”, como o processo chegar à Procuradoria Geral Eleitoral, e ser despachado em quinze dias, enquanto um outro, contra Roseana Sarney, pelos mesmos motivos: corrupção eleitoral, permanece engavetado por mais de ano e meio.
Não faz muito tempo, o ministro Eros Grau passou ano e meio com um dos processos contra o deputado Edmar Moreira, aquele do castelo de milhões, e decidiu largar a relatoria alegando razões de foro intimo, coincidentemente logo depois de um escândalo envolvendo o parlamentar ter estourado na Câmara dos Deputados. Pela mesma razão de foro íntimo, o ministro Joaquim Barbosa, do TSE, se afastou do julgamento da ação contra o governador Lago, informando que ao analisar o processo, no sábado anterior â decisão, descobriu fatos novos, que entendeu “supervenientes”. Ao mesmo tempo, no meio da ebulição da tentativa de cassação de Jackson Lago, a desembargadora Nelma Sarney, cunhada de José Sarney, tia de Roseana e corregedora do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, vai a Brasília, dizer ao ministro Joaquim Barbosa, que ele e o também ministro Carlos Ayres Brito, ambos do TSE que vai julgar Lago, foram indicados para receber honrarias concedias pelo Tribunal, no Maranhão. Nelma diz que não foi, mas a assessoria do Tribunal disse para a revista Consultor Jurídico que foi. Isso é mais que zombar da inteligência alheia, e simplesmente ignorar a existência dela. Se fechar essa Justiça Eleitoral, o País não perderá absolutamente nada.
Pedro Leite, Marília e o MPE.
Logo depois da eleição do Ministério Público do Estado para a composição da lista tríplice que seria encaminhada para o governador Waldez Góes escolher quem iria substituir Márcio Augusto Alves na chefia do MPE, o promotor Pedro Leite, o menos votado dos candidatos, procurou a secretária de Estado e mulher do governador, Marília Góes. Ele disse para ela que o MPE estava cheio de “Capis”, apontando a administradora de empresas Alcilene e o engenheiro florestal Alcione Cavalcante, ”irmãos da Alcinéa”, frisou. “Todos Capi, inclusive a promotora Ivana Cei, que os levou para o MP”, disse. Foi o suficiente para queimar as possibilidades da atual promotora do meio ambiente, e mais votada na eleição, ser nomeada para o cargo.
Promovida a queimação, Pedro Leite procurou o segundo colocado, Iaci Pelaes e propôs ser nomeado diretor geral do MP, ou chefe de gabinete, garantindo a nomeação dele, Iaci, para a chefia do órgão. Daí em diante não se tem conhecimento se a proposta foi aceita, mas Iaci Pelaes foi nomeado, sem que o governador sequer tivesse algum encontro com os dois que compuseram a lista escolhida pelos promotores e procuradores. Extra-oficialmente sabe-se que Pedro Leite participou do café da manhã com Waldez e Iaci, quando este foi comunicado da escolha.
Comentário
Como são frágeis os que nos governam. Pedro Leite armou e, ao que tudo indica, se deu bem. A esfuziante Marilia foi enrolada e, em tempo: quem transita pelo meio político nunca viu, nem ouviu dizer que a promotora Ivana Cei ou sua família tivessem alguma relação com o ex-governador João Capiberibe ou seu partido, o PSB.
E o carnaval do interior?
“Muito obrigado pela solidariedade para com os carnavalescos do interior do Estado. A crise financeira que assola o mundo é real, temos conhecimento da gravidade e o governo precisa realmente cortar despesas, porém o carnaval de Macapá não foi cortado. Foram mais de dois milhões para a Liga, quase meio milhão para a Associação dos Blocos e mais de 150 mil reais para a Banda, ou seja, do ano passado pra cá o valor pra eles foi mais do que dobrado, e nós do interior não temos direito a alegria também? Infelizmente a Secult, que é a Secretaria de Cultura bateu o martelo, e o que gostaríamos é que a Secult, pelo menos, mandasse uma banda para tocar em cada município, não deixando passar em branco o carnaval que sempre promovíamos com o apoio do GEA. Estamos tristes, muito tristes mesmo!!! Mas faremos nosso carnaval humildemente nem que seja com um som três em um e uma garrafa de 51. Muito Obrigado”.
Comentário
E as Prefeituras do interior não se movimentam para fazer o carnaval? Parece que da “mata do Waldez” não vai sair nada. Se houver interesse, até fazendo coleta entre os foliões é capaz de dar para contratar uma banda. Não pode é o povo ficar sem carnaval.
A entrevista de Jarbas Vasconcelos.
Quando um político decente fala, quem não é tem mesmo que ficar calado. A cúpula do PMDB, atingido em cheio pelos disparos do senador, em entrevista concedida à revista Veja, meteu a viola no saco e disse que não vai “dar maior importância” ao que disse o senador Jarbas Vasconcelos, porque ele “não deu detalhes da corrupção, nem apontou nomes dos que a praticam”. >>> Caramba !!! E precisa?
Quem está recebendo reforço alimentar?
Caro Corrêa,
“Prefiro manter o anonimato, mas o que relatarei é muito fácil de comprovar. Na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Eficaz, que atualmente localiza-se no prédio da Associação de Bairros do Jardim Felicidade I, não tem nem suco com bolacha para dar às crianças. Isso pode parecer um absurdo, mas a situação já foi bem pior ali. Hoje, a escola funciona num prédio emprestado, que foi construído pelo Estado do Amapá. Antes, porém, funcionou em duas residências, sem a mínima condição. Quartos eram salas de aula muito pequenas, calor e móveis velhos. A culpa, penso eu, não é da diretora que até é esforçada, mas certamente do secretário de educação e do prefeito. Hoje é o seguinte: merenda zero. Um abraço.”
Comentário
É possível que a Escola Eficaz não esteja entre as dez inicialmente beneficiadas pelo programa de reforço alimentar. Aliás, a Prefeitura de Macapá precisa informar quais são essas escolas e qual o cardápio que está sendo oferecido. Quanto à Escola Eficaz, vale a pena manter a atenção, para informar quando passar a ser beneficiada. Vamos ajudar o prefeito a cumprir e manter as promessas de campanha.
A reforma do Zerão.
Semana passada o radialista Olímpio Guarany deu mais uma escorregada, na “ânsia louca” de agradar o governador Waldez Góes. Aproveitou a decisão de tocar a reforma do Estádio Milton Correia, - e poucas vezes se fez uma homenagem tão justa, como emprestar o nome do Milton ao estádio do meio do mundo - e soltou esta:
- “o governador Waldez falou grosso, deu um murro na mesa e mandou cancelar o contrato das obras do Zerão com a Estacon”. Isso é a fantasia. A realidade é outra.
A Caixa Econômica, que libera os recursos, fez algumas exigências que a Estacon não quis ou não estava em condições de cumprir. Diante do impasse a empresa paraense resolveu abrir mão da obra. A oportunidade se apresentou e Waldez aproveitou provavelmente envergonhado por ter em Macapá o estádio de futebol com maior apelo para o turismo, por causa da divisão do campo de jogo pela linha do equador terrestre em péssimas condições, depois de ter visto o Mangueirão, de Belém, e a Arena da Floresta, de Rio Branco, no Acre. E se quiser ficar mais envergonhado ainda, nosso governador poderia dar um salto até São Luiz, para ver como ficou o Estádio Nhozinho Santos, re-inaugurado ontem.
Estranho é que nesses lugares o dinheiro dá para reformar estádios de futebol. Aqui não dá nem para comprar os remédios dos postos de saúde. Por que será?
NOTINHAS
De alguma forma, uma luz muito forte está se espalhando sobre os corações dos poucos que participam do esforço pela manutenção deste espaço, aberto e livre, sem exigir nada mais que isso em troca. O prefeito de Macapá, Roberto Góes, pediu aos seus auxiliares que evitem despesas além das estritamente necessárias, até que sejam resolvidas as pendências com a Justiça Eleitoral. Pelo menos um sinal de bom senso. Alguém manda perguntar entre outras coisas, por que o governador nomeou o promotor Iaci Pelaes para a procuradoria geral do MPE? É porque a lei dá ao governador o poder de indicar qualquer um dos três integrantes da lista tríplice. Quem prendeu Amiraldo Favacho Júnior, o filho da deputada Francisca Favacho, comprando votos na eleição de 2006, foi um grupo formado por um juiz, um promotor eleitoral e agentes da Polícia Federal. A prisão foi em flagrante, e não tinha provas? www.diretodaredacao-ap.blogspot.com, um espaço virtual feito para quem gosta de bons comentários. Jornalismo com responsabilidade. Mandam dizer Carlos Lima/Jornal A Gazeta & Wellington Costa/TV Amapá, que assinam o blog. Vale a pena acompanhar. É preciso coragem para organizar a presença de ambulantes nas calçadas das escolas. Eles precisam trabalhar, mas não podem fixar residência no local. O secretário municipal Alessandro Tavares vai precisar de apoio para cumprir a decisão. Se conseguir será bom para todos, inclusive para os ambulantes. O programa Tesouros da Amazônia, exibido às quintas-feiras pela TV Nazaré, é um passeio de quase duas horas pela cultura da região. É um espetáculo de alta qualidade, em companhia de gente excepcional. Nota fiscal de seiscentos reais. A PMM desconta 5% dela, e o INSS mais 11% dele. Sobra o que? Sobra muito menos que o dinheiro usado pelo Edmar Moreira para construir castelo em Minas Gerais. Quem trabalha, no Brasil, continua sendo penalizado. Foi bom rever Phelippe Daou Junior, o filho de Madalena e Phelippe, que conheci aos dois anos de idade, na redação da Archer Pinto, em Manaus. Veio representar a empresa que o pai criou, e receber a homenagem da Câmara Municipal de Macapá, proposta pelo vereador Luizinho do PT, em reconhecimento pelos 34 anos de fundação da TV Amapá, canal 6. A prefeita Euricélia Barbosa, que o juiz de Laranjal do Jarí cassou por compra de votos, foi absolvida pelo TRE do Amapá. Então tá. “Inté" amanhã.


15-2-2008
Jarbas Vasconcelos: O PMDB é corrupto
Entrevista com o senador e ex-governador de Pernambuco e fundador do MDB para a revista Veja.
A idéia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". (Otávio Cabral)
O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?
JV - É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.
Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.
JV - Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.
Como o senhor avalia sua atuação no Senado?
JV - Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva - e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.
O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...
JV - Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.
O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?
JV - Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.
Para que o PMDB quer cargos?
JV - Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?
JV - De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.
Por que o senhor continua no PMDB?
JV - Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.
Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?
JV - Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.
O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?
JV - Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.
A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado. O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.
Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.
JV - O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.
O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?
JV - Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.
A oposição está acuada pela popularidade de Lula?
JV - Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.
Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?
JV - Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.
Por que há essa banalização dos escândalos?
JV - O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.
É possível mudar essa situação?
JV- É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.
Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?
JV - A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.
O senhor parece estar completamente desiludido com a política.
JV - Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.

12-2-09
O Diário eletrônico da Justiça está no ar.
Lançada esta semana, pelo Tribunal de Justiça do Amapá, a primeira edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJE), com certificação digital. A novidade, em caráter experimental, traz várias vantagens ao poder judiciário amapaense, sobretudo, na autenticidade das informações e na economia proporcionada pela utilização desta nova ferramenta.
O projeto, desenvolvido pela equipe da Divisão de Desenvolvimento (Dides), do Departamento de Informática e Telecomunicações do TJAP, e coordenado por juízes e assessores, disponibiliza neste primeiro momento, apenas as resenhas da 1ª instância. Com a implantação do Tucujuris - Processo Judicial Eletrônico - também na justiça de 2ª instância, a expectativa é que até março, esses dados já estejam disponíveis no DJE.
A primeira edição da publicação traz todas as informações da prestação jurisdicional das 12 comarcas do Estado, formatadas através de resumos, facilitando assim a compreensão das decisões, dos atos, portarias e outras informações atendendo aos mais rígidos requisitos de segurança, confiabilidade e padronização.
A consulta no portal do TJAP também pode ser feita por meio do critério de busca, com informações sobre o número processual, nome da parte ou do advogado, números da OAB do advogado e do Diário e descrição do processo. Após a pesquisa, o cidadão receberá como resposta, as páginas onde os dados estão publicados.
O DJE do Amapá pode ser visualizado, impresso (em formato A4) e salvo por qualquer pessoa, mediante o uso do software gratuito Adobe Reader, de extensão 'PDF' (Portable Document Format), independente do sistema operacional por ela utilizado.
Para o coordenador da publicação, juiz José Luciano de Assis, o DJE não só substitui o Diário Oficial, como racionaliza, aperfeiçoa e prioriza o trabalho da justiça. “Agora, basta acessar o site do poder judiciário amapaense, de qualquer lugar do mundo, e todas as publicações do dia estarão disponíveis na tela do computador”, ressaltou.
Serventuários das comarcas de Macapá e Santana já receberam treinamento na utilização do DJE. O serviço ainda está em fase de testes e assim que assumir o caráter de publicação oficial, substituirá qualquer outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos legais, à exceção dos casos que, por lei, exigem intimação ou vista pessoal. (Com informações do TJAP).
E afinal, quando começam as aulas?
As aulas na rede municipal de ensino começaram no dia 9. Certo? Errado. Foi anunciado que sim, mas não aconteceu, “por falta de professores”. A informação foi dada pela funcionária de umas das escolas.
No dia 9, segunda feira, um aluno da Escola Municipal Aracy Nascimento voltou para casa sem ter tido aula. A mãe ligou para a escola, e uma funcionária sugeriu que mandasse a criança voltar na quarta-feira, quando o problema poderia ter sido resolvido. Não foi. O menino voltou para casa sem aula e a mãe recebeu um conselho.
-“na segunda-feira que vem a senhora telefona antes de trazer a criança, para saber se vai ter aula”, disse a prestativa servidora. O fato se repetiu em outras escolas.
Mesmo tendo praticamente toda a mídia paga para fazer propaganda, quando a Secretaria de Educação de Macapá tiver alguma informação, como a que envolve o início, real, das aulas na rede municipal, pode nos mandar que publicaremos de graça.
Reverência ao talento.
Manchete de capa do “Diário Marca”, o maior jornal esportivo da Espanha: “O Brasil da Europa”. O jornal comemorava a vitória da seleção espanhola contra a Inglaterra por dois a zero, comparando com a seleção brasileira que um dia antes havia vencido a Itália também por dois a zero. E leve-se em conta que a Espanha é a atual campeã da Europa, e joga um futebol de primeiro mundo.
No rumo da imortalidade.
Um ano e meio com o processo contra o deputado Edmar Moreira, defenestrado da Corregedoria e da vice-presidência, da Câmara dos Deputados, depois do escândalo do castelo, o ministro Eros Grau desistiu por “razões de foro intimo”. No TSE, onde também é ministro, Eros Grau é o relator do processo contra o governador do Maranhão, Jackson Lago. Sem impedimentos, pediu a cassação de Lago e a posse imediata de Roseana Sarney. É provável que assuma uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Sai Grillo entra Diego.
Cumprindo decisão da juíza da 10ª Zona Eleitoral, Sueli Pini, que cassou o diploma do vereador Antonio Grillo e determinou a posse imediata do suplente, Diego Duarte, a Câmara Municipal de Macapá cumpriu a decisão judicial no meio da tarde desta quinta-feira.
NOTINHAS
Uma família, enorme, do Jardim Felicidade não tem o hábito de apelar para forcas ocultas cobrando empregos prometidos por políticos eleitos com o empenho de seus integrantes. Se tivesse, alguns deles, como Jorge Souza, o irmão Nelson, Evandro Milhomem entre outros já estariam com seus nomes enfeitando despachos nas encruzilhadas. Troca de lado no mesmo time. O jornalista Raul Mareco deixou a assessoria do deputado Camilo Capiberibe e está com a vereadora Cristina Almeida, ambos do PSB. Pela segunda vez em menos de trinta dias, a rede elétrica da Rua Mato Grosso, entre Avenidas Maranhão e Piauí, no Pacoval estourou por falta de uma simples podagem nas árvores pelo meio das quais passa a rede. Hoje o desligamento ocorreu às 10h40min e só foi restabelecido às 15h30min. A explosão do deputado Isaac Alcolumbre. Capiberibe não fez nada, e Waldez segue pelo mesmo caminho. “Governo para ser bom deve ser do DEM”. Ele sabe do que aconteceu por aqui durante o governo do Barcellos? A representação contra a deputada Francisca Favacho, por compra de votos na eleição, foi julgada improcedente por falta de provas. E eu imaginava que prova era o que tinha de sobra. Só o juiz Paulo Braga votou pela cassação. ”Edmar & Sarney - sobre lagartixas e dinossauros”. É o texto de Alberto Dines, um dos mais respeitados jornalistas brasileiros, que o Observatório de Imprensa publicou, e reproduzimos aqui. Leia. Você vai ficar sabendo por que ainda não pegaram o Sarney. Chico Bruno diz que o “Encontro Nacional de Prefeitos” é uma festa em Brasília. E lembra que os prefeitos estão levando, esposas, filhos e secretários. Esqueceu das amantes, que sempre vão em outro vôo, e se hospedam em outro lugar. O Conselho Nacional do Ministério Público mandou o procurador geral de Justiça do Amapá, providenciar um sistema que normatize os plantões entre os integrantes do MPE do Amapá, sem qualquer tipo de compensação. Dia 13/02 - O tradicional Baile do Havaí, no Sesc, com baterias das escolas de samba: Piratas da Batucada, Piratas Estilizados e Solidariedade, além de Batan e Banda em ritmo de carnaval. Dois ambientes (piscina e salão). Ingresso R$8,00 usuário, casadinha R$15,00 e comerciário R$5,00. Walter Júnior manda dizer que “atendendo a milhares de pedidos de meia dúzia de leitores, incluindo o pôster e sua família, o Caneta sem Fronteira está de volta totalmente excelente. Vá lá antes que ele pare de novo”! O juiz Paulo Madeira não só considerou inconstitucional a decisão do TRF, como indeferiu todos os pedidos feitos pela União sobre os imóveis de Serra do Navio, onde é titular da comarca. A decisão dele é a matéria principal de hoje. Leia em Notícias.



11-2-09
A merenda escolar em Macapá.
A nota distribuída ontem para a imprensa diz que “as aulas na rede municipal de Macapá começaram com o prefeito cumprindo uma promessa de campanha: a do reforço alimentar”. Não é verdade. O candidato Roberto Góes prometeu três refeições pela manhã e três à tarde, além dos vales-refeições, e cestas básicas para estudantes em férias, plano de carreira e conjunto habitacional para professores, mas isso é um outro assunto. Voltemos à merenda escolar.
Ainda que não cumprindo o que prometeram, e geralmente eles não cumprem, o programa de reforço alimentar iniciado em dez escolas das oitenta e uma da rede, é um avanço expressivo. Uma criança que chega à escola pela manhã e toma um café decente, substancial e almoça antes de sair, ou a que chega à tarde, almoça e toma uma merenda reforçada antes de voltar para casa, aliviam a pressão sobre a família obrigada a botar alimento na mesa, com reflexos positivos na vida de cada um e no lugar onde vivem. Alimentada, a criança não precisa sair à caça, em busca do alimento de que precisa. É possível que os números tenham diminuído, mas há algum tempo uma pesquisa indicou que 60% das crianças pobres que recebem merenda escolar, têm naquela merenda a única alimentação do dia. Isso retrata a importância da merenda escolar de qualidade, coisa para a qual nem todos os governantes atentam.
E no interior, nada?
Recebi.
Caro Sr. Corrêa.
“Antes de iniciar o que vou lhe dizer peço que mantenha o sigilo de meu nome, pois sou funcionário municipal de uma prefeitura do interior. É que estive ontem pela manhã na Secult para saber quanto e quando que o GEA vai repassar para as prefeituras do interior, fazerem seus carnavais, e obtive a resposta de que houve contenção de despesa e que cada prefeitura não receberá nada e terá que fazer o carnaval com seus recursos próprios. Fiquei inconformado e fui ao palácio, que reiterou a informação. Isso é um absurdo, pois para a liga das escolas de samba e associação de blocos repassaram milhões e para os municípios nada. Gostaria que você levasse essa revolta do interior para sua coluna”.
Comentário
Na verdade creio que muitos entendem ser o governo apenas para atender a capital, onde têm muito voto. Outra coisa: não consigo entender por que as pessoas sentem tanto medo de se identificar em um governo tão democrático como o do Waldez, mesmo quando fazem reivindicações legitimas como a agora.
Quanto vale uma eleição?
Durante a campanha eleitoral do ano passado, o radialista Carlos Lobato disse em seu programa, na repetidora local da TV Bandeirante, que o candidato do PSB, Camilo Capiberibe, à Prefeitura de Macapá, tinha recebido pagamentos do Senado Federal, sem trabalhar lá. Era mentira, mas antes que documentos enviados pelo próprio Senado provassem isso, a mentira foi reproduzida pelo rádio, jornais e televisão pagos com dinheiro público. A coligação “Frente pela mudança” entrou com uma ação no TRE e a ação foi julgada improcedente. A coligação recorreu e ontem foi realizado o julgamento do recurso. Foi dado provimento parcial ao recurso, o que representa ao Carlos Lobato e à Band o pagamento de multa no valor de 40 mil ufir e a suspensão do programa jornalístico por tempo proporcional ao agravo. Em síntese: quarenta mil e poucos reais para ganhar, na marra, uma eleição.
“A Justiça tu deixa com a gente”!
A mulher foi à Secretaria Municipal do Meio Ambiente pedir licença para cortar duas mangueiras e um jambeiro de um terreno, na esquina da Avenida Nações Unidas com a Rua General Rondon. Três fiscais foram verificar a situação, e o chefe deles, depois do exame disse que não iria autorizar o corte das três árvores. Anunciou que autorizaria o corte de apenas uma, que realmente apresentava riscos.
- “Não vou correr riscos com a Justiça. O corte é ilegal, o Ministério Público está atuando com muito rigor nessa área e eu não vou me arriscar”, repetiu o chefe dos fiscais, ouvindo da mulher, muito irritada e arrogante:
- “Com a Justiça está tudo bem. Não vai acontecer nada porque tem gente grande por trás disso aqui”. No programa Café com Notícias de hoje, a jornalista Girlene Oliveira informou que as árvores foram derrubadas.
Pai e filho.
Foi notícia o grampo legal feito pela Polícia Federal no telefone do filho do presidente do Senado, Fernando Sarney. O pai, José Sarney, minimizou a escuta dizendo que "é uma conversa de pai e filho que não tem absolutamente nada". Na gravação transcrita da escuta, ambos discutem o uso de duas empresas de comunicação da família, a TV Mirante (afiliada da Rede Globo) e o jornal O Estado do Maranhão, para veicular denúncias contra rivais na política maranhense que integram o grupo do atual governador, Jackson Lago (PDT). Em outra gravação, Sarney questiona Fernando se ele havia recebido informações da Abin. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.
Tem algo estranho no ar.
O deputado Sebastião Rocha foi pedir ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a realização de auditoria externa independente na MPBA, que alega prejuízo de 47 milhões, depois de três anos explorando ouro no Amapá, onde foram produzidas, segundo informações da empresa, nove toneladas de ouro, no período. A MPBA pediu suspensão da lavra por tempo indeterminado e deve demitir mais de quatrocentos trabalhadores. O Ministro encaminhou o assunto ao secretário de Mineração Cláudio Scliar para análise do pedido.
A situação é grave, mostra uma perspectiva de desastre, e a comunidade amapaense precisa tentar minimizar os efeitos, para evitar que mais uma vez se herde apenas o caos ambiental, econômico e social.
Para o Lula todo mundo é santo.
Não dá mais para suportar o Lula. O presidente fez uma festa para os prefeitos, “descobriu” que o povo brasileiro vota e escolhe com independência, evidentemente não vende o voto: que não existe prefeito bandido, e que imprensa é feita por pessoas pequenas, afirmou que acabou o tempo em que os formadores de opinião manipulavam a opinião pública. Eu acho que o Lula não conhece, ou faz de conta que não sabe do que acontece no Amapá e no Maranhão. O presidente esbravejou tanto na festa dos prefeitos, que decidi catar algumas pérolas ditas por ele no evento, e as ofereço a vocês.
Disseram que eu ia fazer um pacote da bondade [para os prefeitos]. Um [jornal] foi mais longe [...]. Disse que o presidente vai dar dinheiro até para prefeito bandido”.
Lula alteou a voz: “Ainda tem gente que pensa que o povo é marionete, é vaca de presépio, é comboio...
...Não percebem que o povo pensa com sua própria cabeça. Acabou o tempo em que alguém achava que podia interferir numa eleição porque é formador de opinião”.
No dizer do presidente, a imprensa é feita de “pessoas pequenas”. Afirmou que, de sua parte, não deve nada à mídia.
Eu, graças a Deus, na minha vida nunca tive bondade, nunca tive um favor, nunca [...]. Fui eleito porque suei cada gota de suor...
Suei cada gota de lágrima nesse país, para enfrentar o preconceito, o ódio dos de cima com os de baixo”.
Antecipando-se às críticas, Lula disse que poderia ter silenciado sobre as “insinuações” da imprensa. “Presidente da República precisa ter postura”, disse, com ar desdenhoso.
E pespegou: “Eu posso perder minha postura, mas não perco a minha vergonha e o meu caráter...
... Não posso permitir insinuações grotescas com uma reunião que tem o objetivo de mudar o patamar das relações entre entes federados desse país”.
Sobre a notícia de que daria dinheiro até para prefeitos desonestos, Lula disse: “É fácil julgar as pessoas...
... Não deram sequer uma oportunidade para vocês [prefeitos] provarem que não são os ladrões que eles escrevem que vocês são...”.
NOTINHAS
Permitam dividir a alegria trazida por mais um presente que ganhei da vida. Ela se chama Ana Alice, é a terceira filha da Ana Paula e de meu filho Eduardo. Chegou no final da tarde de segunda-feira, e veio para se juntar às outras netas: Juliana, Janaína, Ana Mércia, Giúlia, Ana Luiza e a Duda, que já estão por aqui. Paz e muita luz para Ana Alice. Juro que não sabia. Edvar Mota e Nonato Leal, voltaram para a Antena 1. Estão lá, com seresta, é claro, aos sábados de 22h à uma da manhã de domingo. Uma delícia o trabalho do jornalista Emanuel Reis no blog jornalamapaemdia.zip.net, sobre “O crime que compensa”, ou o plágio nas redações. Vale a pena ler. Se está precisando de emprego, ou quer fazer um pequeno anúncio oferecendo trabalho, anuncie aqui. Mande seu nome, endereço e ou telefone para contato, e sua profissão, se tiver. É gratuito. Já tem gente pagando por você. Advogado e amigo muito querido, Ronaldo Serra está chegando aos cinqüenta. Completou quarenta e nove na segunda-feira. Ronaldo é dessas figuras que fazem bem ao mundo. O ministro Joaquim Barbosa se declarou impedido por razões pessoais, não disse quais, e deixou o julgamento do processo contra o governador do Maranhão Jackson Lago. E de repente me passou pela cabeça que alguém pode estar com vergonha de ser obrigado a cassar Jackson para agradar o Sarney. São sete, fora “outros”, os advogados de defesa no processo contra a deputada Francisca Favacho, por captação ilícita de votos no dia da eleição, mediante pagamento aos eleitores, o que, no popular é conhecido como compra de votos. Atualizado o site do jornal A Gazeta, pelo menos posso ler diariamente a coluna do Paulo Silva, um dos mais bem informados jornalistas das nossas paragens. O ex-prefeito de Macapá, João Henrique Pimentel, foi nomeado para o cargo de assessor especial do governador de Brasília, José Roberto Arruda. Vai trabalhar no gabinete do governador.


9-2-2008
Os dinossauros continuam vagando.
Sessenta e cinco milhões de anos depois de um cataclisma ter praticamente destruído a vida no planeta, os dinossauros continuam vagando pela Terra, usando paletó e gravata, pintando bigodes e cabelos, devastando, como seus ancestrais gigantes faziam, descobriu “The Economist”, uma respeitada revista britânica, que tem influência no Mundo. Um desses sobreviventes do desastre planetário se chama Jose Sarney, é político e vive no Brasil.
A revista, que circulou na sexta-feira, aponta a eleição de Sarney para a Presidência do Senado como “uma vitória do semi-feudalismo”, e justifica a afirmativa comentando a trajetória dele na política brasileira:
-"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semi-feudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista, que mostra, ainda como resultado dos quarenta anos de mando da oligarquia chefiada por Sarney, as péssimas condições em que ainda vive o povo do Maranhão.
-"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de um milhão de habitantes".
A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".
"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.
A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.
Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.
"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeta, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".
Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.
"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", disse à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.
"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.
Esse é o retrato de José Sarney, e do Brasil dele que a revista “The Economist” mostrou para o mundo. O senador maranhense, que processou e mandou condenar diversos jornalistas no Amapá, durante a campanha eleitoral de 2006, anunciou que vai estudar a possibilidade de processar a revista. Os ingleses devem estar “morrendo” de preocupação.
Outras do Eike Batista.
O empresário Eike Batista continua criando inimizades pelo Brasil afora por conta de seus projetos mirabolantes. Ontem (5), moradores da Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá, no nordeste do Pará, decidiram rejeitar os estudos de impacto ambiental (feitos pela empresa) para a construção de uma estação flutuante que a MMX Mineração e Metálicos pretende instalar na região para escoar o minério de ferro extraído no Amapá. O local escolhido fica dentro da reserva, uma unidade de conservação marinha com 37 mil hectares com importantes manguezais. O argumento dos moradores para a rejeição dos estudos é de que não houve participação popular durante a elaboração do Termo de Referência e do Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento. Os cerca de quatro mil residentes da reserva pedem que o Ibama reinicie o processo de licenciamento.
Criatividade na escola.
A Escola Estadual Antonio João botou literalmente o bloco na rua, e saiu pelas ruas do bairro de Santa Rita, onde está localizada, comemorando a abertura do ano letivo de 2009. Foi esta tarde, com um trio elétrico puxando o bloco e animando a festa, alunos e professores usando abadas, e cantando o samba-enredo da escola, sim senhor. Ninguém conseguiu ficar parado por onde o trio elétrico andou.
Se correr o bicho pega, se ficar...
O deputado Edmar Moreira, do DEM, aquele que tem um castelo com cassino, e é considerado um dos maiores sonegadores de impostos do Brasil e não está na cadeia porque este País não tem vergonha, e a Justiça não condena político rico ou de prestígio, quer a Câmara dos Deputados deixe de apurar e julgar denúncias de crimes contra os parlamentares. Do alto de suas tamancas de corregedor da Câmara dos Deputados, entende que o espírito de corpo sempre vai atrapalhar os julgamentos, e quer levar para a Justiça. Então fica assim: se fica para os deputados julgarem eles absolvem, se leva para a Justiça, ela não condena. Então deixa tudo como está.
Dengue tem 153 casos registrados.
De acordo com a Vigilância Sanitária do Município, através do Levantamento do Índice de Infestação foram notificados 153 casos de dengue na capital. Desses 27 foram confirmados como dengue clássica. O índice de infestação predial (foco encontrado dentro das residências) é de 3,4%. Já o índice breateu (foco encontrado devido o acúmulo de lixo e terrenos baldios) é de 4,1%.
O levantamento aponta que os bairros com maior índice de focos, aliado com o número de notificações são: Congós com 9%; Centro com 8,2%; e Brasil Novo com 4,8%. Cerca de 300 pessoas participam da ação que está percorrendo os bairros da capital, sob o comando do Governo do Estado e da Prefeitura.
As promessas do Roberto Góes.
Confira aí. O prefeito Roberto Góes prometeu, durante a campanha eleitoral, que as escolas municipais ofereceriam aos alunos da rede o café, a merenda e o almoço para os estudantes da manhã. Para os da tarde seriam oferecidos o almoço, a merenda e o jantar. E disse mais: quando as crianças saírem de férias terão vale-refeição e cestas básicas. Isso foi o prometido. As aulas na rede municipal, em dez escolas, foram iniciadas hoje, e os pais das crianças e os observadores do cotidiano devem ficar atentos para ver se as promessas do candidato estão sendo cumpridas pelo prefeito.
Com a boca na botija.
Em escuta feita pela Polícia Federal sob autorização judicial, o senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney foram pegos discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família - a TV Mirante (afiliada da Rede Globo) e o jornal "O Estado do Maranhão" - para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT), segundo reportagem publicada pela Folha. Em uma das conversas, Sarney pede a seu filho que leve à TV acusações contra Aderson Lago, primo e chefe da Casa Civil do governador Lago, que derrotou a filha de Sarney, Roseana, em 2006. Como as emissoras de TV operam por meio de concessão pública, a Lei 4.117/62 veda seu uso para objetivos políticos. Nem o senador nem seu filho quiseram comentar.
Comentário
Está acontecendo aquilo que Sarney mais temia, e ele chegou a dizer isso: virou vidraça.
NOTINHAS
O juiz Adamor Oliveira, indicado pela OAB para o Tribunal Regional Eleitoral, derrubou a decisão do juiz Marconi Pimenta, que cassou o diploma do vereador Péricles Santana, da Câmara Municipal de Macapá, alegando que o juiz autor da decisão não havia levado em consideração os argumentos da defesa do vereador. Será? Será que um juiz, da respeitabilidade do citado tomaria uma decisão tão grave, “sem levar em conta os argumentos da defesa do réu”? Arre!!! Agora Sarney quer Roseana, sua filha amada e mimada, candidata à vice, na chapa de Dilma Rousseff à Presidência da República. Pobre Brasil. Um leitor manda perguntar sobre o projeto de energia alternativa para a Vila do Sucuriju, prometido há três anos. Se alguém souber, comunique-nos, por favor. Se fosse governador do Amapá deixaria o Edgar Rodrigues trabalhando apenas em pesquisas sobre a história do Amapá. Ele é muito bom nisso. Leia o texto sobre a origem da cidade de Macapá, lá no alto. Você, que leu naquele texto sobre a zanga do Waldez, na Geléia anterior: ”a estupidez que estão sendo feitas...”. Perdoe, foi falha nossa. A Fiocruz diz que uma planta da Amazônia, a “unha-de-gato”, pode gerar remédio para combater os efeitos da dengue. A Folha de São Paulo publicou hoje matéria sobre isso. A planta citada já é muito usada, como auxiliar no tratamento do diabetes. O que é que está acontecendo com as relações entre o Comando do Corpo de Bombeiros Militar e a tropa? É desavença grave? Seria capaz de prejudicar o desempenho em caso de uma ação? De todos os estados da Amazônia, o que tem apelo maior para sediar jogos da Copa do Mundo é o Amapá. Está na mesma floresta dos demais, e tem o que eles não têm: um estádio com o campo de jogo dividido pela linha do equador. Se o Zerão prestasse ao menos para treino, quem sabe poderia pleitear uma indicação? Do jeito que está qual seleção viria para cá? O jeito é apoiar Belém. Só para exercitar a imaginação de vocês. Na Novela “Três irmãs”, da Rede Globo, o personagem de Johnny Herbert é o “Excelência”, um político corrupto, um dos crápulas da política brasileira. A pergunta é: em qual político brasileiro o escritor se baseou para criar o personagem? Claro que não vou publicar o resultado.



8-1-09
Toda infâmia será perdoada
Augusto Nunes
No século passado, se o destino juntasse no mesmo saloon José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, sobraria chumbo até para o pianista. "O presidente Sarney é o maior corrupto do Brasil", recomeçavam o tiroteio Lula e Collor. "O deputado Lula é um primitivo", revidava Sarney - além de "analfabeto", mirava na testa Collor. "O governador de Alagoas é um canalha", puxava o gatilho Sarney, antes que a ascensão e a queda de Collor sugerissem a Lula o tiro de misericórdia: "Foi o mais safado dos presidentes" .
Nada como um século depois do outro. Em 2003, meia hora de conversa (animada por meia dúzia de nomeações) bastou para que Lula e Sarney virassem amigos de infância. Em 2007, na primeira visita do senador Collor ao chefe de governo, ambos foram assaltados pela sensação de que choraram no mesmo berçário. No começo da semana, Sarney e Collor descobriram que cresceram na mesma rua. E se lembraram de que, quando chovia, nadavam na mesma enxurrada frequentada por aquele parceiro pernambucano.
Encerrada a eleição para a presidência do Senado, Lula ficou feliz com a vitória de Sarney, que ficou feliz com o apoio militante de Collor, que ficou feliz por ganhar de presente o comando da Comissão de Relações Exteriores. E todos ficaram felizes com o bom trabalho do ex-amigo, ex-inimigo e novamente amigo dos três Renan Calheiros, que ficou feliz por ter-se vingado do candidato derrotado Tião Viana, o único que não ficou feliz. "Venceu a base aliada", consolou-o Lula, que diria a mesma frase caso o senador petista triunfasse. Há lugar para qualquer partido na "base aliada". E há carteirinhas de sócio sobrando na portaria do Clube dos Amigos do Presidente.
Ali, Lula, Sarney e Collor trocam afagos na mesa principal, sob olhares aprovadores de centenas de associados que também protagonizam parcerias improváveis. A visão panorâmica da paisagem informa que os políticos brasileiros não enxergam diferenças entre o convívio dos contrários e a promiscuidade dos amnésicos de araque.
O Brasil democrático reduziu a anacronismos criminosos certos usos e costumes rotineiros nos grotões - cauterizar feridas morais com sangue, por exemplo, ou interromper com trabucos uma ofensiva retórica. Mas não foram abolidos o sentimento da honra, nem a capacidade de indignar-se, tampouco a regra já vigente no tempo das cavernas: há limites para tudo. Todos podem fixá-las como bem entenderem, mas segue obrigatória a demarcação da fronteira que separa o ataque duro do insulto imperdoável, ou da infâmia que exige rupturas definitivas.
Só quem primeiro perdeu a vergonha consegue encontrar depois dos 50 anos (ou dos 60, ou mesmo dos 70) amigos de infância com os quais nunca conviveu. Só a demissão da autoestima e a capitulação que desonra permitem a celebração de alianças tão chocantes quanto acasalamentos de clubes de swing. A praga das parcerias obscenas só serve para atestar que certas demonstrações de pusilanimidade exigem dos protagonistas muito mais coragem que qualquer ato de bravura. (Jornal do Brasil)

5-1-09
Mino Carta dá adeus ao seu blog.
“Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também pelo jornalismo. Existe uma indissolúvel conexão entre as duas atitudes. E explico. Até o golpe de 1964, fui jornalista com séria dedicação profissional. De alguma forma mercenário, no entanto.
Diga-se que, depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, quando a pressão militar só permitiu a posse de João Goulart, sucessor constitucional, ao forçar a adoção do parlamentarismo, eu ficara de sobreaviso. Mas o golpe se deu também sobre a minha alma e motivou minhas escolhas definitivas.
Entendi que fosse meu dever praticar o jornalismo em um país submetido à ditadura imposta pela classe dominante com a inestimável ajuda dos seus gendarmes, e que se uma única, escassa linha da minha escrita sobrasse para o futuro, teria conseguido conferir um mínimo de importância à minha profissão. Faço questão de sublinhar que não agia desta maneira pelo Brasil, e sim por mim mesmo.
Quarenta e cinco anos depois, vivo uma quadra de extremo desalento, em contraposição às grandes esperanças alimentadas durante a ditadura. Logo frustradas pela rejeição da emenda das eleições diretas após uma campanha a favor que honra o povo brasileiro. Fez-se, pelo contrário, a conciliação das elites, nos exatos moldes previamente desenhados pelo general Golbery do Couto e Silva. A aposta do Merlin do Planalto estava certa e vale até hoje.
Fez-se a conciliação para eleger Fernando Collor e para derrubá-lo. E novamente para eleger Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula foi uma tentativa de aparar arestas antes do pleito de 2002, aparentemente mal-sucedida, por ter convencido um número bastante diminuto de privilegiados. A conciliação veio depois da posse, a despeito do ódio de classe que até o momento cega a mídia.
A mim, que estou de olhos escancarados, a Carta convenceu por considerá-la sincera. Naquela época, não cansei de definir Lula como um conciliador desde os tempos da liderança sindical. No governo, contudo, ele foi muito além das minhas expectativas. Ou, por outra: deu para me decepcionar progressivamente.
O balanço de seis anos de Lula no poder não é animador, no meu entendimento. A política econômica privilegiou os mais ricos e deu aos mais pobres uma esmola. Há quem diga: já é alguma coisa. Respondo: é pouco, é uma migalha a cair da mesa de um banquete farto além da conta. O desequilíbrio é monstruoso. Na política ambiental abriu a porta aos transgênicos, cuidou mal da Amazônia, dispensou Marina Silva, admirável figura, para entregar o posto a um senhorzinho tão esvoaçante quanto seus coletes.
A política social pela enésima vez sequer esboçou um plano de reforma agrária e enfraqueceu os sindicatos. E quanto ao poder político? O Congresso acaba de eleger para a presidência do Senado José Sarney, senhor feudal do estado mais atrasado da Federação, estrategista da derrubada da emenda das diretas-já e mesmo assim, graças ao humor negro dos fados, presidente da República por cinco anos.
Outro que foi para o trono, no caso da Câmara, é Michel Temer, um ex-progressista capaz de optar vigorosamente pelo fisiologismo. Reconstitui-se o “centrão” velho de guerra, uma das obras-primas da conciliação tradicional. Enquanto isso, o Brasil ainda divide com Serra Leoa e Nigéria a primazia mundial da má distribuição de renda, exporta commodities, 55 mil brasileiros morrem assassinados todo ano, 5% ganham de 800 reais pra cima. E 2009 promete ser bem pior que pretendiam os economistas do governo.
Houve, e há, justificadíssima grita quanto às privatizações processadas no governo FHC. E que dizer do BNDES que empresta aos bilionários para armar a BrOi, a qual (é uma modesta previsão) acabará nas mãos de ouro de Carlos Slim? E que dizer da compra pelo governo de 49% das ações do Banco Votorantim à beira da falência?
Em um ponto houve melhoras sensíveis, na política exterior. E aí vem o caso Battisti. Até este serve ao propósito da conciliação, a despeito das críticas bem fundamentadas da mídia.
O ministro Tarso Genro disse em Belém que a favor da extradição de Battisti se alinham os defensores da anistia aos torturadores da ditadura, “com exceção de Mino Carta”. Agradeço a referência, observo, porém, que o ministro cai em clamorosa contradição. Não foi ele quem, em rompante que beira a sátira volteriana, sugeriu à Itália baixar uma lei da anistia igual àquela assinada no Brasil pelo ditador de plantão?
Talvez o ministro não saiba que enquanto no Brasil vigorou o Terror de Estado, na Itália houve uma gravíssima e fracassada tentativa terrorista de desestabilizar um Estado democrático de Direito estabelecido desde o fim do fascismo.
Se eu digo que o Festival de Besteira assola o País desde a época de Stanislaw Ponte Preta, e que se o ministro merece o Oscar do Febeapá, ao menos o professor Dalmo Dallari faz jus a uma citação, recebo as mensagens ferozes e as agressivas admoestações de centenas de patriotas. Pois não é bobagem (sou condescendente) dizer que na Itália dos anos 70 estava no poder um governo de extrema-direita, ou que se Battisti for extraditado, de volta ao seu país corre até risco de vida? Ou afirmar que Mestre e Milão, norte da península, são muito distantes, quando entre as duas cidades há menos de 200 quilômetros? Sem contar que, como me levam a observar vários frequentadores do meu blog, Battisti foi o autor do homicídio de Mestre e apenas o idealizador daquele de Milão.
Está claro que o ministro Tarso não erra ao dizer que a mídia nativa está sempre a agredir o governo de Lula, e contra esta forma desvairada de preconceito CartaCapital tem se manifestado com frequência. Ocorre que, ao referir-se à extradição negada a mídia está certa, antes de mais nada em função dos motivos alegados, a exibir ao mundo ignorância, falta de sensibilidade diplomática e irresponsabilidade política, ao afrontar um estado democrático amigo.
De todo modo, Battisti transcende sua personalidade de “assassino em estado puro”, segundo um grande magistrado como o italiano Armando Spataro, para se prestar a uma operação que visa compactar o PT e empolgar um certo gênero de patriotas canarinhos.
Isto tudo me leva a uma conclusão desoladora, embora saiba de muitíssimos leitores generosos e fiéis: minha crença no jornalismo faliu. Em matéria de furo n’água, produzi a Fossa de Mindanao, iludi-me demais, mea culpa.
Donde tomo as seguintes decisões: despeço-me deste blog e, por ora, calo-me em CartaCapital.
Creio que a revista ainda precise de minha longa experiência profissional, completa 60 anos no fim de 2009. Eu confiei muito em Lula, por quem alimento amizade e afeto. Entendo que o Brasil perde com ele uma oportunidade única e insisto em um ponto já levantado neste espaço: o próximo presidente da República não será um ex-metalúrgico com quem o povo identifica-se automaticamente. Conforme demonstra aliás o índice de aprovação do presidente, cada vez mais dilatado.
Vai sobrar-me tempo para escrever um livro sobre o Brasil. Talvez não ache editor, pouco importa, vou escrevê-lo de qualquer forma, quem sabe venha a ser premiado pela publicação póstuma”.
Comentário
Como muita gente, Mino Carta entendeu que Lula exagerou nas concessões que fez aos maiores corruptos do Brasil. Levando em consideração o nível da amizade existente entre o jornalista e o presidente, a decisão do jornalista e os motivos que apresenta, são muito mais importantes para o Pais, que a obscura visão dos 84% que aprovam Lula possa significar.
Mudança na coleta de lixo.
A Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística, da Prefeitura de Macapá alterou a coleta de lixo domiciliar em alguns bairros de Macapá. A mudança é para melhorar o atendimento à população, e realizar a coleta diariamente nos bairros Alvorada, Santa Rita, Trem, Jesus de Nazaré, Laguinho, Pacoval, Centro e Perpétuo Socorro. Até então a coleta era feita em dias alternados. A mudança surpreendeu a população, por isso, agentes de limpeza estão percorrendo esses bairros para fazer a entrega de panfleto informativo especificando de que forma se dá a retirada do lixo domiciliar de segunda a sábado, para quer o cidadão não seja surpreendido com o novo horário. A secretária Glaucia Maders alerta que o não cumprimento acarretará em penalidades (multas), de acordo com o código de limpeza pública do município de Macapá. O morador ainda teve ficar atento para não colocar resíduos acondicionados na calçada, antes das 18 horas, quando ocorre a coleta regular. (Com informações de Andréia Freitas).
Referência em organização e qualidade.
Um dirigente local da Anglo Ferrous foi ao canteiro de obras da Verticalle Construções, que constrói o edifício Mannhatan Residence para observar os níveis de organização e qualidade que a empresa amapaense utiliza na construção. Depois da visita o dirigente da multinacional pediu autorização para levar uma equipe de técnicos de sua empresa ao canteiro da Verticalle. Querem que seja exigido das empresas terceirizadas que prestam serviços para a Anglo, os mesmos padrões de organização e qualidade observados na obra do Manhattan Residence.
Waldez esbraveja contra “coveiros”.
Foi na Assembléia Legislativa durante a leitura da mensagem do governo para 2009. O governador, que lia a mensagem, em certa altura parou de ler e esbravejou:
- “E para esses coveiros que ficam dizendo que estou doente, eu quero dizer que estou bem com muita saúde”, falou. Mais tarde, ainda irritado, em conversa com deputados respondeu a quem lhe perguntou o endereço das palavras.
- “É o Corrêa que fica dizendo que estou doente”, bradou.
E está. Quem diz disso são pessoas ligadas a ele, algumas das quais preocupadas com sua saúde. Waldez está tão inebriado pelo poder e as louvações que paga muito caro para receber, que não percebeu: doença é própria de seres humanos e “até” governadores estão sujeitos a elas. Mas o Waldez pode ter certeza de uma coisa. Nós o queremos vivo, com saúde, bem disposto para poder avaliar a estupidez que estão sendo feitas contra o povo desta terra, em nome de uma “harmonia” criminosa, que privilegia corruptos e tira dos mais pobres até o remédio que têm o direito de receber. Não nos alimentamos do sofrimento alheio.
Samba tem ordem do desfile alterada.
A ordem de apresentação das escolas de samba no Festival de Samba de Enredo da LIESA foi alterada. O diretor Sócio-Cultural da Liga das Escolas de Samba do Amapá, Izauro dos Santos, responsável pelo Festival, explica que a mudança foi somente na ordem do Grupo Especial e não vai causar prejuízo a nenhuma das escolas concorrentes. A solicitação foi feita pela vice-presidente da Associação Cultural Embaixada de Samba Cidade de Macapá, Marlúcia Chaves.
O diretor Izauro colocou o assunto para discussão com os representantes das demais agremiações que decidiram aceitar a proposta. “O motivo do pedido de alteração foi por razões particulares de doença na família da vice Marlúcia, que pediu que a Embaixada de Samba se apresentasse mais cedo e os representantes das demais escolas não se opuseram”, esclarece Izauro. A Escola de Samba Piratas Estilizados seria a primeira do Grupo Especial e a Embaixada a última. Com a alteração, a Embaixada abre as apresentações do Grupo Especial e Estilizados encerra o Festival.
O Festival será no sábado, 7, no Sambódromo e iniciará às 17:00 com a apresentação do grupo de pagode Sensa Samba. Logo após as baterias das escolas começam a subir no palco. O prêmio para o primeiro lugar do Grupo de Acesso é de R$ 3 mil e o troféu, segundo e terceiro lugar recebem o troféu. Do Grupo Especial o primeiro lugar recebe R$ 4 mil e um troféu. A Segunda e terceira escola recebem troféu. (Mariléia Maciel)
NOTINHAS
Lula já havia perdido a confiança de Heloisa Helena, César Benjamin, Frei Beto, e agora perdeu a de Mino Carta, e outras figuras respeitáveis de dentro e fora do PT. Perdeu a deles, mas ganhou a de Sarney, Jader, Renan, Argello e demais. O vereador Luizinho, do PT, encontrou uma maneira prática de homenagear a cidade em seus 251 anos. Com o apoio de um engenheiro florestal, reuniu a comunidade do bairro Ypê vão ficar plantando árvores até na sexta-feira. 6. Valeu. O senador Gilvam Borges tem feito um enorme esforço para se transformar em um clone do também senador José Sarney. Na prática política já conseguiu, agora Gilvam tenta falar igual ao ex-dono do Maranhão. Mesmo com pouca verba da Prefeitura, foi muito comemorado o aniversário da cidade. Melhor que em muitos lugares a alegria foi espontânea. Não paga pelo poder público. Não fica barato assim não, amigão: “faz o que bem entende e fica por isso mesmo, porque Jesus já nos salvou”? Não deve ser bem assim. Já ouviu falar em “tribunal da própria consciência? Então. O inferno ou o paraíso de cada um é construído por ele mesmo, dia a dia, vida após vida. “Se toca, camarada”. Waldez chama assessores, empresários e representantes de instituições públicas e privadas, para reunir no Palácio e buscar caminhos que levem à minimizar os efeitos da crise no Amapá. O bloco carnavalesco Metidos na Xexênia que este ano está homenageando os professores terá duas domingueiras especiais na sede campestre do SINSEPEAP. A primeira será neste dia 08102/09 e a outra no dia 15/02/09. Quem for à sede campestre do SINSEPEAP nestas duas domingueiras estará colaborando com o bloco uma vez que o dinheiro arrecadado com os ingressos será repassado aos coordenadores do grupo. Para a diretoria do sindicato, é uma forma de retribuir a homenagem que vem sendo feita aos educadores. Não agüento mais trabalhar com Internet discada. Quem puder oferecer serviços via rádio, de qualidade e preço justo, apresente-se.