03-09-08

Apreensão no Marabaixo.

No meio da viagem para Santana ontem á tarde, o juiz Marconi Pimenta recebeu um dos cerca de cinqüenta telefonemas que o TRE vem recebendo diariamente, denunciando crimes eleitorais. A Polícia Militar foi acionada e apreendeu no bairro Marabaixo, uma camionete alugada pela Secretaria de Inclusão Social do Governo do Estado, com sete cestas básicas do programa Renda Para Viver Melhor, o antigo Bolsa Família Cidadã. As pessoas e o veículo foram levadas e entregues para a Superintendência da Policia Federal, onde as pessoas foram ouvidas em depoimentos. As assistentes sociais Ocione Lobato e Joelita Almeida, do quadro da Secretaria, que estavam no carro, disseram que aquele era um procedimento normal do programa, e foram liberadas em seguida. Encerrada a fase da apreensão, a Polícia Federal vai fazer as investigações sobre o fato.
Hoje foi levada para a Polícia Federal uma quantidade não determinada de madeira, também apreendida, de propriedade da Secretaria de Inclusão Social.
O massacre.
O que está acontecendo na eleição municipal de Macapá, este ano, é um verdadeiro massacre pelos patrocinadores da candidatura do PDT, contra os demais candidatos, todos eles, inclusive dos que fazem parte da base de apoio do governo estadual tanto na Assembléia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.
É uma covardia.
Na política brasileira não existem amigos, diz-se, mas em alguns setores os valores éticos são preservados, mesmo em meio ao lamaçal quase generalizado. Aqui não tem disso, não. A obsessão pelo controle absoluto do poder, esmaga as pretensões de políticos que até bem pouco tempo eram parceiros. Quem se atravessou no caminho, ameaçando barrar o projeto de poder dos que o controlam hoje, está sendo afastado como um inseto incômodo que se atreve pousar sobre a pele do braço de alguém.
Os ataques ao que podia ser chamado de “dignidade eleitoral” acontecem a cada minuto, em todos os lugares. A carência de uns, a ignorância de muitos e a desonestidade de tantos outros eleitores fertilizam o terreno para a implantação da corrupção eleitoral. E a reação às agressões se faz de uma maneira extremamente débil, incapaz de atingir quem as ordena, comanda e controla. Se os massacrados não reagirem com o vigor necessário, o que se desenha agora é um resultado mentiroso saindo das urnas, porque não vai representar a expressão da vontade de mentes livres, mas de mentes entorpecidas pela compra de votos, qualquer que seja a forma adotada para isso.
Numa disputa normal os candidatos que compram votos não se elegem e eles sabem disso. Contando com o poder, muito dinheiro, com a pressão sobre grande parte da sociedade, a conivência, vão em frente porque em alguns casos, os massacrados preferem se omitir, esperando quem sabe uma volta aos braços de quem os agride.
Há dois caminhos a seguir: ou os não privilegiados começam a mostrar qual o papel do “escolhido” nesse esquemão que levou o Amapá à condição deprimente em que se encontra, e o que ele representa para o futuro do estado, ou vão continuar apanhando até quando a eleição chegar, apesar de, pela história de cada um, a maioria deles apresentar qualidades bem melhores para governar o município que o indicado pelo poder.
CNJ breca contratações no judiciário.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu na última semana novos critérios que limitam a criação de cargos no Judiciário. A política de austeridade atende a uma determinação do presidente do Conselho, ministro Gilmar Mendes, de acabar com a lógica de que a Justiça precisa de mais magistrados, mais servidores e de prédios novos para dar conta do volume de processos.
Já com base nos novos critérios, o CNJ determinou a diminuição no número de cargos pleiteados por quatro diferentes Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), o que resultará numa economia anual de R$ 100 milhões aos cofres públicos. A redução mais acentuada ocorreu no TRT da 3ª Região (Minas Gerais), com um corte de 73% nas vagas pretendidas. O tribunal pediu 753, mas o Conselho aprovou 200 cargos. Do mesmo modo o TRT de Campinas (15ª Região) pediu 758 cargos, porém foram aprovados 230 cargos. Por sua vez, o TRT de São Paulo (2ª Região) ficou com 880 cargos, dos 1.111 pretendidos, enquanto o de Alagoas (19ª Região), que requisitou 54 cargos, obteve 28. Pelos novos parâmetros, a ampliação do quadro de servidores deve levar em conta a eficiência do tribunal, o quadro orçamentário e a garantia do acesso da população. Antes de pedir mais servidores, os tribunais terão que tornar mais eficientes e avaliar suas rotinas e procedimentos internos. Além disso, terão que descentralizar o atendimento ao cidadão, hoje concentrado em suas sedes, garantindo o acesso também nas cidades do interior.
Os tribunais devem ficar atentos para os recentes cortes no orçamento público e o respeito aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao formularem seus projetos de ampliação de quadros, o CNJ orienta os tribunais a cortarem seus próprios gastos e corrigirem distorções nas aplicações do orçamento, especialmente quando investem em obras e reformas e deixam de lado os mecanismos para agilizar o andamento dos processos. Além dessas diretrizes, a análise dos pedidos no CNJ também vai considerar a realidade de cada tribunal, comparado com o desempenho médio dos demais. Ao solicitar mais cargos, o tribunal deve apresentar uma análise dos processos por servidor e por juiz. Com base nas estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o CNJ já sabe, por exemplo, que nos tribunais essa média é de nove processos novos por funcionário e de 117 novos processos por mês para cada juiz, guardadas as particularidades de cada ramo do judiciário (Com informações do site www.editoramagister.com).
Candidato do PSTU pede proteção.
O candidato do PSTU à Prefeitura de Macapá, Joinville Frota pediu proteção policial ao presidente do TRE-AP, desembargador Carmo Antonio, após sofrer, segundo o candidato, ameaças de morte. Joinvile denunciou um atentado no dia 23 de agosto quando desconhecidos tentaram atear fogo em sua residência.
O presidente Carmo Antonio autorizou que os juízes Marconi Pimenta e Elayne Koressawa realizassem uma inspeção judicial na residência do candidato a fim de investigar o caso e abrir o inquérito. A equipe será acompanhada por agentes da Politec e Polícia Federal que após constatar possíveis indícios se encarregará das investigações. A inspeção judicial aconteceu hoje, quarta-feira, 3, às 10h na residência de Joinville, no bairro Renascer. (Informações do TRE)
Cabo eleitoral é preso no Jari.
Francisco de Assis "Pilha" foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (2) no Posto El Dorado, em Laranjal do Jarí. Ele foi autuado em flagrante com um dossiê em desfavor da candidata a prefeita pelo município, Meire Serrão. O mesmo negou ser cabo eleitoral de qualquer candidato, porém, em seu carro havia adesivos da candidata Euricélia.
O dossiê composto por 28 páginas continha peças de processos do Ministério Público quando a candidata era prefeita interina do município de Laranjal do Jarí. Havia também cópias de cheques, relatório de combustíveis, ofícios encaminhados ao MP. “O dossiê continha várias cópias que provavelmente seria entregue à noite”, disse o juiz da 7ª ZE, Valcir Marvulle.
"Pilha" foi conduzido pela Polícia Militar até o Cartório Eleitoral, onde foi interrogado informalmente pelo Promotor de Justiça Eleitoral, Dr. Horácio Coutinho. O preso e o material apreendido foram levados à autoridade policial para as providências necessárias e para o registro do Boletim de Ocorrência. (Dione Amaral e Cléia Soares)
NOTINHAS
O mandado de busca e apreensão aqui citado, não foi cumprido na Associação dos Pescadores e sim na Secretaria de Inclusão Social, resultado da reunião da sexta-feira na Associação dos Pescadores, onde estava a secretária Marília Góes, que se apresentou como secretaria, delegada e mulher do governador, pedindo votos para seu candidato. Será que toda essa gente que condena a corrupção no Amapá, que aponta o Estado como o maior exemplo de degradação no Brasil, e indica o judiciário como responsável pela situação ter chegado onde chegou, está errada? Faz isso porque é “da oposição”? Três pessoas que residem no bairro Brasil novo e Conjunto Açaí estão o internadas no Hospital São Camilo, com suspeitas de dengue hemorrágica. Não é verdade que o PSB tenha retirado o apoio à candidatura de Barbudo Sarrafo, do PR, para a Prefeitura de Laranjal do Jari. Nem pode. A coligação está registrada e o PSB faz parte dela, junto com o DEM. Ruim é que os políticos continuam falando as coisas pela metade. O deputado Moisés Souza, candidato a prefeito de Macapá, disse que sabe como tirar o lixo político da Prefeitura. Ele sabe que o lixo político muito maior está em outro lugar, bem pertinho dele, no Governo do Estado. Por que não falar a verdade inteira? Então é melhor não falar nada.


02-09-08

Em quais promessas você acredita?

O político que não compra votos, no Brasil muito dificilmente vai se eleger. Se não comprar votos e não fizer promessas, aí sim é que não se elege mesmo. Mas então exageram: os políticos esquecem das besteiras que fizeram, e o povo também. O resultado é que os políticos continuam roubando descaradamente, com algumas poucas exceções, e os bestalhões que votaram neles seguem fazendo papel de palhaços, rindo da própria desgraçam felizes por terem sido contemplados, recebendo pequenos mimos durante a campanha eleitoral. A compra de votos brinca de pira e as promessas rolam soltas, absolutamente descontroladas. E aí? Acreditar em quem?
Pegando na unha uma promessa de cada candidato e executando todas elas, ao final do próximo mandato a cidade de Macapá seria uma referência para o mundo. Já prestaram atenção nos programas de televisão? No volume de promessas feitas? Então?
À rigor o município de Macapá só precisa de uma promessa, registrada em cartório e juramentada, com punição rigorosa no caso de não cumprimento: o candidato ou candidata deve dizer ao povo o seguinte: “todo dinheiro recolhido pela Prefeitura Municipal de Macapá, seja dos repasses constitucionais, arrecadação de tributos ou receitas extras, será aplicado integralmente em benefício dos cidadãos”. Só isso, absolutamente nada mais que isso. Alguém topa? O cidadão admite fiscalizar? A Justiça assume a responsabilidade de punir, ainda que por cima da “harmonia”, mas em respeito à lei? Feito isso, e garantido um pouco de competência na aplicação, todo problema de administração do município estará resolvido com a formação de uma equipe capaz de executar o necessário. Fora disso, principalmente se a gatunagem tomar conta da Prefeitura, Macapá será um caso perdido.
Médico cansa, desiste e vai embora.
Pioneiro no tratamento de saúde mental no Amapá e defensor de melhorias na clinica de psiquiatria do Hospital Alberto Lima, o médico Rosano Barata resolveu encerrar suas atividades profissionais no Amapá. O médico lutou por muitos anos para humanizar o serviço publico de atendimento a portadores de transtornos mentais. Por razões particulares ele resolveu encerrar suas atividades profissionais no Estado, que vinha realizando há mais de uma década ao Estado. O profissional esta encaminhando seus pacientes a outros colegas do mesmo ramo de saúde mental. Os pacientes lamentam a partida do médico, que sempre cuidou deles com atenção.
Comentário: Seria bom se alguém procurasse saber os motivos que levaram ao desencanto do médico. Isso se houver intenção de corrigir alguma coisa. Se não houver, não precisa saber de coisa nenhuma.
Pesquisa impugnada.
O juiz Marconi Pimenta acolheu o pedido das coligações que concorrem à Prefeitura e impugnou a pesquisa da GPP que seria publicada no Jornal do Dia, por falhas no plano amostral.
A pesquisa anterior da mesma empresa foi impugnada, mas chegou a ser publicada pelo jornal porque a decisão da juíza só chegou depois que a edição já estava nas ruas.
As lembranças do Elson.
A entrevista do jornalista Elson Martins, uma espécie de cearense nascido nos seringais do Acre, misturado com índio que quase se transforma no Galvez do Amapá, para o blog da Alcilene Cavalcante Dias é deliciosa. O Elson mesmo distante, hoje, continua parceiro e amigo. Ambos acreditamos muito que é possível ajudar a construir um mundo melhor. Tanto que seguimos tentando. Lendo o Marejando no repiquete no meio do mundo, fiquei comovido com a referência ao Trapiche Eliezer Levy, onde muitos sonhos estão sendo assassinados, pelo abandono provocado pelo medo que o Waldez tem das lembranças do passado. Mais um pouco com a recordação da figura do Chaguinha, que conheci muito pouco e de quem tenho referências maravilhosas. Alguém precisa escrever a história dele, um exemplo de vida. Finalmente uma coisa que pode pegar: na citação do caldo de camarão pitú feito pela dona Dora, do bar do Pantoja, prestem atenção que o Elson chama o bairro de Igarapé das Mulheres, o que é correto, e não por qualquer outro nome que possa ter sido colocado nele por influências externas e estranhas.. Certamente o velho “seringuíndio” ouviu muitas vezes a canção do Osmar Júnior.
As andorinhas da propaganda.
Uma peça publicitária veiculada na campanha de televisão para prefeito de Macapá mostra as andorinhas da Cândido Mendes, não como um espetáculo da natureza, mas como um exemplo de “harmonia” que facilita as coisas para os poderosos do Amapá. No caso da publicidade ela não mostra o que as andorinhas deixam nas calçadas da Cândido Mendes, quando alçam vôo pela manhã. É a mesma coisa que a “harmonia” política produziu no Amapá nos últimos anos, em proporção muito maior.
Debate na FAMA.
Os cursos de Ciências Sociais e Direito da Faculdade de Macapá – FAMA estarão realizando no dia 5 de setembro o II Debate dos Candidatos ao pleito do governo municipal de Macapá. O evento, que visa responder indagações da platéia sobre as ações e projetos do futuro prefeito, acontecerá no auditório da FAMA, às 19 horas, sendo esperado por grande parte da sociedade civil da capital amapaense.
NOTINHAS
Jornalista não precisa e nem deve ”falar mal” de político, até porque não é função dele falar nem mal nem bem. Ao jornalista cabe apenas publicar as picaretagens que os políticos fazem. Elas acabam falando mal deles sem precisar de ajuda de ninguém. Depois que no Real Madrid tentou passar Robinho como troco em uma transação com o Manchester United, queria que ele fizesse o quê? Tinha de ir embora mesmo. Tirando o Joinville Frota e o Camilo Capiberibe todos os demais candidatos à prefeito de Macapá estão envolvidos, uns mais outros menos, nos fatos que levaram à ruína a saúde pública no Amapá. Até por omissão ou conivência. Andréia Zillio, uma das jovens jornalistas amapaenses, formada na escola da Folha do Amapá, que saíram daqui para o Acre, colou grau em jornalismo. parabéns pelo diploma de jornalista. Se alguém um dia me usou para seus projetos pessoais e ainda assim abriu espaço para eu dizer algo de útil para alguém, valeu a pena. Depois de uma semana a Justiça Eleitoral concedeu o mandado de busca e apreensão na sede dos pescadores, onde, na sexta feira atrasada estava sendo realizada uma reunião política com mulheres do programa Renda para Viver Melhor. Não vão encontrar mais nada. Nesta quinta-feira tem Zeca Baleiro e Joãosinho Gomes. Há dúvidas sobre o local. O Ministério Público atendendo pedido do Ipham, quer que o espetáculo não seja realizado na Fortaleza.


Ouça com atenção a canção do Osmar Júnior, e nunca mais terá coragem de chamar o Igarapé das mulheres, de Perpétuo Socorro.

1-9-2008

O jornalista e suas dúvidas.

A notícia é verdadeira, a fonte é rigorosamente correta, quem deu origem â noticia sabe que ela é verdadeira, mas não há uma prova. Então? Publicar com o risco de ser processado ou não publicar deixando a pilantragem prevalecer mais uma vez?
Sempre publiquei, fui processado, mas em poucas vezes estava enganado. Se não publicasse ficaria com remorso. Publicando levo o processo, mas, quem lê tem oportunidade por saber de coisas graves que, sem a notícia ficariam escondidas. Agora mesmo tem um caso interessante. A deputada queria ser candidata à prefeita de uma cidade. O dono de seu partido roeu a corda porque tinha outros negócios em vista. Ela pressionou, insistiu, fincou o pé, e então o sujeito descobriu outro caminho para se dar bem. Colocou como condição para garantir a vaga, que ela entrasse de licença sabendo que havia um suplente muito rico, vidrado no mandato da deputada, ainda que fosse pelo período da campanha. Tudo se ajustou: o suplente rico aceitou patrocinar a campanha do parente do dono do partido, em outra cidade. A deputada se licenciou, o que não precisava fazer, o partido abriu a vaga para disputar a eleição municipal, o suplente rico assumiu e o parente do dono do partido teve o dinheiro garantido para sua campanha naquela outra cidade. Todo mundo sabe que isso tudo é a mais absoluta verdade, mas, se eu colocar nomes nesses bois vou ganhar mais um processo, e juro que minha paciência já não é suficiente para aturar certas coisas.
Campanha no Tartarugalzinho.
O ex-prefeito de Tartarugalzinho e novamente candidato ao cargo, Almir Rezende, o “Mineiro” realizava uma reunião política em sua residência, quando adentrou – como diziam os velhos locutores esportivos – uma senhora muito conhecida no lugar pelo seu envolvimento com os segredos da magia, tia e eleitora do concorrente de Amir. A mulher, que não tinha sido convidada, cuja presença evidentemente não agradava, circulou, falou com os presentes e antes de sair distribuiu bombons entre eles. No dia seguinte o candidato passou mal e ficou tão ruim que teve de ser tratado em Macapá. “Foi macumba”, disseram, usando uma expressão muito comum na região. Se foi ou não, ficou a dúvida porque ninguém mais teve problema com as balas, só o candidato, que já ficou bom e voltou à campanha.
A propaganda do TSE.
Os comerciais do TSE sobre a compra de votos e os políticos desonestos no Brasil, são de alta qualidade, ótimos para disputar prêmios internacionais de criação. Aquele da moça dando voltas sem saber aonde chegar, o do telefone celular são geniais. Só um detalhe: o diretor de criação desses comerciais dá a impressão de que nunca conversou com um eleitor analfabeto brasileiro. Esse eleitor vai passar dez anos vendo as peças veiculadas e ao final do tempo vai continuar votando em corruptos, porque não entenderam absolutamente nada. No Brasil fazendo propaganda direta, objetivo vai ser muito difícil convencer o eleitor, pelo menos a ver o político desonesto como pernicioso. Com a propaganda indireta, subjetiva, aí mesmo é que vai adiantar muito pouco ou quase nada.
Os negócios da “Sólida”.
Uma boa notícia para os pequenos empresários que sofreram calotes da Sólida, aquela empresa que chegou aqui nos braços do povo “para gerar cinco mil empregos” e praticou o que o advogado Adelmo Caxias chama de “estelionato publico”, queimou algumas toneladas de carvão feito de árvores da nossa floresta nativa, está tentando se redimir, em parte. Seus novos investidores buscam os pequenos credores para negociar o calote que os antigos deixaram.
Quem vai sair?
O pensamento não é generalizado, mas se espalhou. Alguém deveria desistir da eleição para facilitar a vida do candidato que representa o esquema da Assembléia Legislativa, logo depois da primeira pesquisa. Algo fugiu ao controle e não houve desistência. Ficou para a segunda pesquisa e a desistência não ocorreu. Agora surgiu uma certa preocupação, “nada que um bom dinheiro não resolva”, diz um espectador dos acontecimentos. O projeto era ganhar fácil no primeiro turno com todo mundo junto, o que já não é mais uma certeza. À um mês da eleição, todos os candidatos aparecem na disputa, e já não se pode dar alguma coisa como definitiva. Quem sair agora, cria suspeitas.
Está faltando o quê?
“Afinal de contas, qual foi o objetivo da última obra de pavimentação da Rodovia Duque de Caxias, nas proximidades do Alvorada, duplicar? gastar dinheiro? O que se observa, é o aumento do risco de acidente. As ultrapassagens feitas no sentido Cabralzinho - Alvorada, são realizadas sem preocupação com os veículos que vêm no sentido contrário, "Eles que desviem para a direita!", devem imaginar. Apenas uma via é vista, sem sinalização alguma. O Código de Trânsito Brasileiro é claro quando diz que: "Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação." Está faltando as autoridades de trânsito lerem o CTB”. Rafael Albuquerque.
NOTINHAS
O banco da praça, na esquina da Banca do Dorimar é um lugar democrático, onde cada um diz o que pensa e os outros concordam ou não, mas ouvem. Fazia tempo que não ia, fui e foi bom ter ido. Estive no Fórum para mais uma audiência que não aconteceu. Ainda assim valeu a pena porque tive a oportunidade de esclarecer um equívoco, provocado por mim, e retomar uma amizade de muitos anos com o advogado Ruben Bemerguy. Quando um pedido de busca e apreensão só é cumprido quatro ou cinco dias depois, é para dar tempo de limpar tudo e não encontrar nada. Entenderam? É o jogo do faz de conta. Léo Platon me deu um CD de presente. “É o meu trabalho mais recente!”, disse. Na verdade o CD é do Jorginho do Cavaco e única participação do engenheiro é aparecer na foto, ao fundo, como espectador. Mas valeu o presente. Alcinêa Cavalcante e Rostan Martins lançam até dezembro um novo livro de bolso. Desta vez será de causos contados e ouvidos nas rodas de conversas. Desta vez entra todo mundo na roda. O “Zero voto”, lançado com sucesso na sexta, já faz parte do meu acervo. Ganhei um de presente, autografado pelos autores. Obrigado. A Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público vai mandar substituir as peças de pau mulato usadas para sustentar as placas de propaganda do governo. São muitas e estão fora do tamanho que a lei permite. Em síntese: é um crime ambiental, bem pior que aquele do homem de Brasília preso por ter arrancado um pedaço da casca de uma arvore para fazer um chá e socorrer a mulher doente. Recomendação: o CD “Mulheres em Pixinguinha”, uma explosão de talentos com Neti Szpilman (canto), Daniela Spielmann, (saxes e flauta), e Sheila Zagury (piano). Ninguém deve deixar de ouvir. O livro “Batismo de fogo”, da antropóloga amapaense Artionka Capiberibe é um dos dez selecionados preliminarmente para a conquista do Prêmio Jabuti, de literatura. A obra trata da conversão para o cristianismo dos índios palikur, que vivem ao norte do Amapá. As dez caixas de abelhas que o empresário Rugatto Boettger tem na fazenda dele, rendem em duas safras anuais, cerca de 200 litros de mel. Sem contato manual, o mel é de absoluta pureza e serve para atender a família do empresário e alguns amigos. Rugatto diz que a criação de abelhas é um dos caminhos para a economia local sustentável, se o poder público tratar do assunto com seriedade. Para o médico Ubiratan Silva, a compra de votos no Amapá só vai acabar quando todas as ruas estiverem asfaltadas, tirando dos políticos a oportunidade de ganhar votos com promessa de asfaltamento. A segunda será quando a população crescer ao ponto de não permitir que alguém se eleja comprando votos, e a terceira ocorrerá quando a Justiça não interferir no resultado dos pleitos. A letra da música que tocava hoje pela manhã em uma FM, pouquinho antes do horário eleitoral dizia em certa parte: “então você faz uma festa e tudo mais se esquece”. Era uma referência à eleição. Verdade! Publicada a convenção coletiva de trabalho 2008 do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação do Amapá. O registro foi na sexta-feira, dia 29, com efeito retroativo a 1º de maio passado. Todas as empresas que atuam no estado passam a obedecer a referida convenção, obrigadas a cumprir o piso salarial de R$ 450,00 (quatrocentos e cinqüenta reais). Com boa parte da manhã no Fórum, esperando, foi o que deu para hoje.


29-08-08

Bolsa Família: os depoimentos na Federal.

No depoimento que prestou à Polícia Federal, segunda-feira, depois de ter sido detida no final de uma reunião na Associação de Moradores do Novo Buritizal, a coordenadora do programa Renda Para Viver Melhor, Benedita Elielza Góes de Oliveira, disse que a reunião não era do programa e que ela estava alí como convidada por se encontrar de férias. Para tirar dúvidas sobre benefícios, mas esclareceu que, “somente depois de ter encerrado minha participação como coordenadora”, é que se manifestou sobre a campanha eleitoral.
As testemunhas detidas pela Polícia Federal não disseram exatamente a mesma coisa. As duas ou três mulheres beneficiárias do programa, também detidas pela Polícia Federal, informaram que receberam os convites para a reunião das mãos de uma funcionária de nome Maria, que trabalha para o programa e é quem normalmente distribui os convites para as reuniões mensais do programa. Como os demais, os convites foram entregues nas residências, e não continham nenhuma informação de se tratar de uma reunião política, o que as convidadas só foram saber quando chegaram lá.
Este site vai disponibilizar nos próximos dias. os depoimentos da coordenadora do programa, Benedita Elielza Góes e das testemunhas. Talvez durante este final de semana.
Por que não desapropriar?
“São vinte e cinco mil famílias vivendo na indignidade em Macapá. Por que não se usa a desapropriação como instrumento de justiça social”? A indagação foi feita hoje pelo juiz federal João Bosco Soares da Silva no programa Café com Notícias, que voltou ao ar depois de um período de recesso provocado por problemas nos transmissores da Rádio Equatorial FM. A resposta é simples: se forem desapropriadas áreas de interesse para o assentamento de famílias sem teto, é provável que muita gente do poder acabe sendo atingida e, em nome do voto, não se faz o que é preciso.
Ainda dentro do tema, no dia 30 de outubro vai ser feita uma audiência pública para discutir a questão da área da Infraero, pelo fato de estar sendo levantada a possibilidade da construção de mais uma pista, em um aeroporto que fica no centro de uma cidade como Macapá.
O preço do combustível.
Um cidadão, envolvido em uma campanha para a Prefeitura de Macapá, chegou ao posto para abastecer seu veículo e reclamou pelo preço de R$ 2.70 por litro, que estava sendo cobrado. Ouviu do frentista:
- é esse o preço que cobramos do Governo.
Dá para entender.
Terror na Setrap II.
Recebi hoje, sei de quem e tenho a mais absoluta confiança na fonte.
“Obrigado pela nota. O pessoal da Setrap espera que o medo de ter o TRE no seu calo, dê um breca no Rodolfo Torres. Olha só como está fazendo para punir o pessoal que ele sabe que é Camilo, Dalva ou Fátima. Aqueles funcionários que são ligados a política partidária e que todo mundo já sabe, como não pode obrigar a ir à reunião do Roberto Góes, ele está fazendo o seguinte: o próprio secretário antes de enviar as folhas passa corretivo onde o funcionário assinou a folha de ponto e encaminha para a Sead. Quem descobriu foi questionar a chefe de gabinete e ela disse que o caso é para ser tratado só com o secretário que se faz de “muito puto“ e não recebe o prejudicado.
Detalhe Corrêa: pode parecer mentira, mas a gravidade é que ele apaga, mesmo que o funcionário tenha trabalhado e não é só um dia. Com isso ele passa a ter respaldo para exonerar ou devolver o servidor que ele sabe que não vai votar no Roberto, alegando que o servidor não comparece para trabalhar. Isso não é só com o pessoal da eleição é com o servidor que não concorda com processos de obras por considerar ter pontos de ilegalidade que precisam ser corrigidos. Se não houver providências para corrigir a ação do secretário isso pode terminar muito mal”.
Comentário: Isso merece uma investigação criminal, muito fácil de ser apurado. As folhas de ponto estão na Sead e a Promotoria de Investigação Criminal, por exemplo, pode lançar mão delas. O grande problema no Amapá de hoje é que a certeza da impunidade dá à mediocridade que detém algum fiapo de poder, a oportunidade de exercitar sua estupidez. O secretário de Transportes, que não faz muito tempo teve seu nome envolvido no rumoroso caso da compra de um apartamento, o que ainda não ficou nem um pouco explicado, pode, se quiser, usar o espaço deste site para dar a sua versão dos fatos.
A resposta do secretário.
Na semana passada publicamos, aqui, as declarações feitas pelo secretário de Segurança Pública, Aldo Ferreira, ao jornalista Olívio Fernandes, da TV Tucuju, sobre as condições precárias do sistema de boletins eletrônicos e do grupo gerador do Ciosp do Pacoval. O secretário, na ocasião, disse que “os jornalistas deveriam perguntar ao delegado geral de Polícia, Paulo César, porque eu repasso o dinheiro para fazer os consertos e se ele não faz é por conta dele.”. A matéria foi reproduzida pelo blog repiquete no meio do mundo, da Alcilene Cavalcante. Hoje, o secretário resolveu responder e por alguma razão o fez ao blog da Alcilene, o que não importa, importa sim é que haja uma resposta. E nessa o delegado Aldo Ferreira mostra que repassou o dinheiro. A outra resposta, a do delegado chefe da Delegacia Geral, ainda não foi dada. Veja o que o secretário de Segurança mandou dizer:
Aldo Alves Ferreira -Secretário de Justiça e Segurança Pública [gabsejusp@sejusp.ap.gov.br] [Macapá - AP]
“Cara Alcilene Cavalcante, Para melhor esclarecimento sobre a matéria publicada em seu site do dia 28.08.08,"O Secretário de Segurança", informo que os recursos repassados para a Polícia Civil, conforme consta no demonstrativo do teto orçamentário/08,publicado no DOE pela SEPLAN,e colocado no orçam. gerenciado pela Polícia Civil foi no montante de 3.507.500,00 (três milhões,quinhentos e sete mil e quinhentos reais),+ 110.250,00 do FUNRESPOL, fora a suplementação q deverá ocorrer no mês de setembro/08, cujos recursos são p/ serviços, reformas e outras atividades administradas pela DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA CIVIL. Grato pelo espaço, e por favor divulgue a quem possa interessar. Aldo Alves Ferreira Secretário de Justiça e Segurança Pública”,
Comentário: Vou me apossar de um comentário feito pelo internauta Uchoa da Silva, na caixa de recados do blog repiquete. Ele diz que aceita a explicação, com ressalva, mas ela não o convence no geral, e pergunta: “como superior, por que o secretário de Segurança não acompanha e fiscaliza a aplicação dos recursos”?
Aterro em área de ressaca.
Um candidato a vereador está fazendo cadastro dos moradores para distribuir aterro. Só que são os moradores da rua 23 de julho do Conjunto Laurindo Banha, e a área é próxima a uma ponte. Além do crime eleitoral isso envolve um crime ambiental porque a área que vai receber aterro do vereador, é de ressaca. Os moradores pediram providencias, através de um programa de rádio, mas não disseram o nome do candidato
A mágica escola da propaganda oficial.
Aquela escola do governo do Estado citada na propaganda do programa “Amapá Trabalhador”, é mágica. Aliás, quase tudo no governo é mágico, milagroso. Como os caras conseguem fazer desaparecer as coisas, é inacreditável.
No caso da peça veiculada pela televisão, os alunos já saem dos cursos, empregados e muito mais qualificados que os outros trabalhadores que se encontram nas empresas há mais tempo, Milagre. E conseguiram outra mágica: um empresário “seu” Portela, embevecido com tanta qualidade de um recém-contratado, oriundo da mesma escola, que “é diferenciado em relação aos demais empregados de sua empresa”. Que maravilha!!! Os empregados que estão há mais tempo na empresa devem ter ficado muito felizes com a declaração dele.
Quase plágio.
O samba enredo da Beija Flor, que ganhou o carnaval do Rio, tem um trechinho que diz assim: “bate no peito eu sou Beija flor”. Então presta atenção no jingle de campanha do Roberto Góes, que tem na letra algo parecido, e no gesto de cerrar o punho e bater no peito, usado pelos adeptos. O marqueteiro quis misturar o carnaval da Beija Flor com seu candidato, e deve imaginar que todo mundo aqui é tapado, bronco, e não percebe nada.
Boas idéias na campanha.
É indiscutível que os programas dos candidatos à Prefeitura de Macapá, pela televisão, melhoraram bastante. A partir do início da semana, além do asfalto, que todo mundo vai fazer, algumas idéias novas, outras nem tanto começaram a ser expostas. Três delas valem ser destacadas: a deputada Fátima Pelaes promete baixar a tarifa do transporte coletivo para R$ 1,75 no primeiro dia de governo. E ela pode fazer isso; basta renunciar à parte dos tributos cobrados das empresas. A deputada Dalva Figueiredo promete aumentar o número de profissionais envolvidos no programa Saúde da Família, que é uma as coisas mais sérias surgidas nos últimos tempos e o deputado Camilo Capiberibe anuncia a criação do Banco do Povo de Macapá, aproveitando uma experiência que deu certo no governo do PSB com a Agência de Fomento. É um bom sinal de que vem mais coisas boas até o final da campanha.
O difícil caminho de uma denúncia.
Na sexta-feira passada, por volta das 11 da manhã, representantes de três coligações que disputam a eleição para a Prefeitura de Macapá procuraram o juiz Marconi Pimenta para apresentar denúncia contra a secretária de Inclusão Social, delegada de Polícia e mulher do governador, Marília Góes. Ela acabara de presidir uma reunião supostamente eleitoral, com mulheres beneficiadas pelo programa Bolsa Família, ou Renda para Viver Melhor. Levavam em mãos uma fita gravada durante a reunião, e duas senhoras que haviam participado dela, dispostas a contar o que tinham visto e ouvido. O juiz os encaminhou ao promotor de prenome Afonso, da 10ª Zona Eleitoral, argumentando que a denúncia deveria entrar através do Ministério Público. O promotor não a recebeu. À uma da tarde ainda de sexta-feira, o procurador federal Francisco Cardoso recebeu os interessados, a fita com a gravação foi entregue e os depoimentos das testemunhas tomados.
NOTINHAS
A seleção brasileira masculina de vôlei, há oito anos vem ganhando tudo.É considerada a mais vitoriosa seleção nacional da história esportiva do mundo. Como “só” ganhou a medalha de prata nos Jogos de Pequim, foi recebida no Brasil como se fosse o Íbis Esporte Clube, aquele time de Pernambuco que é o por time do mundo. É falta de respeito e de memória. O PAN – Partido dos Aposentados da Nação ingressou com ação contra o deputado Manoel Mandi, “por gastos ilícitos” durante a campanha de 2006. Saiu a decisão: o TSE julgou improcedente a denúncia. O Chico Bruno diz que o Sarney é cara de pau. O deputado federal Domingos Dutra, do PT do Maranhão, diz que ele é desmemoriado. Os dois se referem à sabatina da Folha, onde o senador disse que não sabia que houve tortura no Brasil, “porque estava no Maranhão. Leia o que o deputado escreveu sobre isso, em Notícias. Eu acho que o Sarney é cínico. Tem gente, e não é pouca, reclamando a alteração para mais, das contas de consumo de energia da CEA. Ou aumentou a tarifa, ou é compensar o calote que o governo do Estado deu na companhia com o programa Luz para Viver Melhor, ou é mesmo por causa da campanha eleitoral? Em qual você vota? Aquele pessoal do PT que cantava em Santana, na eleição de 2006 aquele refrãozinho sem-vergonha: “Sarney, guerreiro, do povo brasileiro”, devia ouvir, em Imperatriz, no Maranhão, o Manoel da Conceição, o fundador do PT naquele estado, torturado enquanto o Sarney era governador, e não sabia de nada. Em uma coisa o Lucas Barreto está coberto de razão: é vergonhoso cobrar Iptu de quem vive nos alagados. Algumas das mais preciosas pérolas do “cancioneiro popular amapaense”, como diria o filósofo Edvar Motta, estão contidas no CD Movimento Costa Norte”. Ouça. O Conselho Superior do Ministério Público, à unanimidade, homologar a decisão de arquivar as denúncias contra Patrícia Freitas, presidente da Cruz Vermelha no Amapá. Há mais ou menos cinco dias a Justiça Eleitoral tem nas mãos documentos distribuídos por um candidato à prefeito de Macapá. São para consultas médicas, outras na área de direito, pedidos de exames e similares. Os documentos foram entregues por uma senhora, cujo marido os obteve no escritório eleitoral do candidato. Até hoje nenhuma medida foi adotada e o “atendimento” continua. O que a secretária de Educação, professora Albertina, disse para o pessoal do contrato administrativo é coisa séria, muito séria. Ela sabe que “nem todos vão votar no meu candidato a vereador”, mas quer ter a certeza de que todos irão votar no seu candidato à prefeito. O texto resultante da degravação da fita vem aí. Estou pedindo a Deus para que esse ensaio de retomada da cidadania que se vê por aí, não seja mais um decepcionante jogo de cena para esconder a omissão e a convivência.



Mas como eles podem ser tão cínicos, muito cínicos, assustadoramente cínicos?

28-8-2008

PF e Receita apreendem novecentos pneus.

Policiais federais do Estado do Amapá, juntamente com fiscais da Receita Federal de Macapá, cumpriram hoje mandados de busca e apreensão em vários locais em Macapá e Santana, com o objetivo de apreender pneus usados de origem estrangeira. Os alvos eram empresas que comercializavam esses pneus, pois existe a proibição de importar esse tipo de material, o que pode caracterizar o crime de contrabando. Os comerciantes recebiam os pneus transportados em balsas oriundas de Belém/PA e também de caminhões vindo da cidade do Oiapoque/AP. Preliminarmente foram apreendidos mais de novecentos pneus usados, importados ilegalmente. Esse material será entregue para a Receita Federal para as providências administrativas e os proprietários dos comércios deverão responder a inquérito policial pelo prática de crime de contrabando (Art. 334 do CP) sem prejuízo de outros crimes que possam ser vislumbrados no decorrer das investigações.

27-8-2008
A nova cara da Justiça.
Certamente não é do tamanho que precisamos, mas a ação da Justiça Eleitoral está começando a se fazer sentir presente de forma positiva nas vidas das pessoas, dando os primeiros passos em um caminho que pode ser limpo se a caminhada tiver continuidade mesmo fora dos períodos eleitorais.
Fora da estupidez, da ignorância e da desonestidade de muitos, os brasileiras não conseguem fazer a ligação entre a morte de uma criança por fala de remédio no posto médico e o político em quem ele votou, responsável pelo desvio do dinheiro que deveria servir para comprar o medicamento. Muitos inocentes acreditam piamente que a corrupção eleitoral só acontece em outros planetas, e que a miséria é uma coisa normal, “porque Deus quis assim”. Essa gente precisa de uma proteção que a Justiça brasileira sempre lhe negou, ao consentir ser manipulada pelos políticos criminosos que se utilizaram dela para atacar desafetos, e se proteger da punição pelos crimes cometidos. Esse ensaio de resgate que vem acontecendo no Amapá é um bom início. Pode ser que a atitude adotada hoje se torne uma bola de neve, avançando de tal maneira que anule a possibilidade de reversão num outro momento, quando algum, integrante da velha classe assuma o controle do processo. Estando arraigado o sentimento de correção, a convicção da necessidade de agir certo, nem os mais descarados aliados do banditismo terão coragem de contrariar o sentido da corrente. Terão medo.
Eleitor quer saúde.
O resultado da pesquisa feita pelo Tribunal Regional Eleitoral entre os eleitores, durante um comício realizado ontem, contraria a idéia de que o povo quer asfalto, acima de tudo.
O evento reuniu, no Parque do Forte, eleitores de Macapá e Santana que expuseram suas reivindicações aos juizes eleitorais. Houve campanha e votação. Os candidatos eram servidores do TRE-AP que representavam e defendiam plataformas como asfalto, saúde, segurança, emprego, iluminação pública, praça, educação, saneamento básico.
Foram disponibilizadas dez urnas eletrônicas para a votação simulada. O resultado refletiu uma necessidade do cidadão amapaense. Para a maioria dos presentes, a saúde deve ser prioridade para os próximos gestores de Macapá. “O futuro prefeito de Macapá vai receber uma carta dos juízes eleitores com as ações que para o eleitor é prioridade”, informou a juíza da 2ª ZE, Elayne Koressawa.
Os cantores Osmar Júnior, Juliele, Nivito, Finéas, Ronery e o Grupo Transitar passaram pelo palco para cantar e deixar suas mensagens. “Vote sem medo, não aceite ameaças”, “Garanta um futuro melhor para o nosso município, vote consciente”, foram as frases deixadas pelos cantores e artistas regionais.
O evento realizado no Parque do Forte será o primeiro de um total de quatro. “Iremos realizar mais três comícios: na zona Norte, na zona Sul e no bairro Marabaixo”, informou o juiz Marconi Marinho Pimenta. (Com informações de Dione Amaral, do TRE)
Indagação.
“Nesse caso da Eliana, do SIAC, gostaria de indagar o que aconteceria com a sociedade democrática em que ela manifestou se em seu carro ela colasse um adesivo de outro candidato que não fosse o do seu patrão? Rosinaldo Gomes”.
Comentário – Nesta republiqueta em que vivemos ela seria exonerada, me atrevo a responder. Sobre a “democracia em que vivemos”, creio que Eliana esteja sonhando com o Brasil num estágio de Finlândia, Noruega, Dinamarca onde iremos chegar depois não se sabe de quanto tempo no nível de Bolívia onde nos encontramos.
Propaganda no Superfácil II, a revanche.
“Caro Corrêa,
A respeito da questão levantada sobre a propaganda eleitoral no estacionamento de órgãos públicos, tenho a seguinte opinião:
A Resolução nº 22.718/08, em seu art. 13, estabeleceu a proibição de veiculação de propaganda de qualquer natureza nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público ou que a ele pertençam. Assim, uma vez que o estacionamento interno faz parte do órgão público, deveria ser vedada qualquer propaganda em seu interior, inclusive as afixadas nos automóveis que ali estão estacionados. Veja bem. A liberdade do cidadão vai até onde a lei determina. Se a lei proíbe a propaganda nos órgãos públicos e eu tenho a liberdade de adesivar meu veículo com a propaganda do meu candidato, o limite da minha liberdade é do portão para fora.
Se não for assim, é burla à lei, e dará margem a outros absurdos. Veja o exemplo: imagine que um criativo militante ou simpatizante resolva adentrar, usando o caso comentado, no Super Fácil, com uma bandeira de certo candidato fixada no carrinho de bebê. Questionado, diria: “Mas a propaganda está no carrinho, e não no bem público”. Pergunto: seria ilegal a propaganda? Entendo que sim, afinal de contas, o “seu carrinho” está em um órgão público onde é proibida a propaganda eleitoral. E no estacionamento, pode? – entendo que não, pelo mesmo princípio.
Assim, o fato de adentrarem veículos com adesivos, bandeiras e outros apetrechos de propaganda eleitoral nos estacionamentos internos dos órgãos públicos fere a legislação eleitoral e infelizmente tem sido largamente utilizada como meio de coação e “demarcação de território” eleitoral, relacionando determinado órgão ao candidato ou grupo político que o comanda”.
José Seixas de Oliveira
Bacharel em Direito, Especializando em Direito Eleitoral pela UNISUL/LFG
Comentário - Obrigado, José. Essa discussão técnica, serena é a que acrescenta, esclarece.
São José de Ribamar Sarney.
Depois de tudo que o senador José Sarney falou na sabatina da Folha de São Paulo, cheguei à conclusão de que ele é santo: São José de Ribamar Sarney, o santo coronel dos barrancos da beira-mar do Maranhão.
Foi ele que negociou a abertura, a anistia, e promoveu o retorno ao estado democrático de direito. Ele disse isso, mas não foi só.
Senta para não cair. Disse também que nunca tomou conhecimento de qualquer ato de tortura praticado durante a ditadura militar. E foi adiante ao defender o apoio do PMDB ao candidato de Lula em 2010. “É pelo foco do governo nos programas sociais”, falou, e disparou: "Não quero cobrar royalties de programa social nenhum. Mas todos esses programas sociais [de hoje em dia] foram criados naquele tempo [em que Sarney foi presidente]". É sim. É o mesmo Sarney que deixou o Maranhão durante quarenta anos como o estado brasileiro de pior qualidade de vida.
Começando a defender a adesão do PMDB ao candidato ou candidata de Lula, o senador maranhense eleito pelo Amapá garante mais dois anos de benesses do Planalto, pois é assim que o velho coronel consegue ser arroz de festa de todos os governos. Numa coisa ele está certo: o Brasil tem tanto imbecil que é possível que muitos deles organizem peregrinações para visitar seu túmulo no Convento das Mercês, em São Luiz, quando morrer. Daqui do Amapá deve ir um lote. O velho oligarca quer ser um novo “Padim Ciço Romão Batista”, com direito a milagres que seus acólitos vão inventar. Num outro ponto Sarney está errado: o Brasil tem um monte, mas nem todo mundo é imbecil por aqui.
E a Caesa?
Com receita líquida de R$ 428,9 milhões em 2007, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) foi considerada a décima maior empresa de saneamento básico do País pela revista Saneamento Ambiental. A empresa, que fornece água para 4,5 milhões de pessoas e coleta de esgoto para 1,67 milhão, fez parte do ranking das maiores do Brasil por causa dos resultados de população atendida, porcentagem de hidrometração (97,40%) e receita operacional líquida do ano passado. (Jornal O Povo)
Comentário - Mandaram me perguntar ”E a Caesa”? E como sou bem mandado, respondo. Está à beira da falência. Como acreditar que uma empresa manipulada pelo Gllvam Borges possa dar resultado?
Terror instalado na Setrap.
O secretário de Transportes, Rodolfo Torres, determinou à chefe de gabinete que faça circular uma lista contendo os nomes das pessoas que ocupam cargos, onde elas dão ciência da realização da reunião política, hora e local. Todas são obrigadas a assinar a lista e ele faz chamada no local da reunião. Está ameaçando na cara limpa, e diz que, quem não comparecer será exonerado. A mesma ameaça serve para quem não colocar adesivo ou permitir pintura no muro da casa. A intimidação se estende ao pessoal da limpeza. A firma contratada da Setrap faz convocação para as mulheres da limpeza comparecerem à reunião, sob pena de demissão. O pessoal da Setrap não acredita que a denúncia por telefone para o TRE não esteja sendo gravada e teme denunciar.
A lista já pode ter sido fotografada pelo celular, pelo menos estavam tentando, mas ainda não conseguiram.
Os bairros de atuação do secretário são o Boné Azul e o Brasil Novo. O pessoal sai da Secretaria e vai distribuir santinhos e bandeirar nesses locais.
Comentário- Se a Justiça Eleitoral quer mesmo fazer o que está propondo, vale fazer visitas âs repartições públicas durante os horários de expediente, para saber onde andam os servidores. Se não fizer, não controla. Vale também reunir trabalhadores das empresas terceirizadas, para dizer que eles não têm obrigação de votar no candidato do secretário.
Código de Ética para juízes.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo do Judiciário, aprovou hoje, 26, um código de ética que deve ser seguido por todos os juízes do País. Entre as providências relativas à integridade pessoal e profissional, o código estabelece que os juízes não podem deixar dúvidas sobre seu patrimônio. "Cumpre ao magistrado adotar as medidas necessárias para evitar que possa surgir qualquer dúvida razoável sobre a legitimidade de suas receitas e de sua situação econômico-patrimonial", estabelece o código.
O código proíbe expressamente os juízes de receberem benefícios ou vantagens de entes públicos, empresas privadas ou pessoas físicas que possam comprometer a independência funcional. O código também estabelece que os juízes têm de garantir a transparência dos processos. Os magistrados devem documentar seus atos para favorecer a publicidade, exceto em casos de sigilo.
Mas o código alerta que os juízes devem evitar comportamentos que impliquem na busca "injustificada e desmesurada por reconhecimento social". O código também prevê que os juízes devem ter bom relacionamento com seus colegas, advogados, integrantes do Ministério Público e partes dos processos. "Exige-se do magistrado que seja eticamente independente e que não interfira, de qualquer modo, na atuação jurisdicional de outro colega", estabelece o código.
O secretário de Segurança, Aldo Ferreira fez uma acusação gravíssima, ontem no início da tarde, falando para o jornalista Olívio Fernandes, no programa “Bronca Pesada”, da TV Tucuju. O jornalista perguntou por que o gerador e o sistema de boletim eletrônico do Ciosp do Pacoval não funcionam e ele respondeu:
- você tem que perguntar é para o delegado geral de Polícia. Eu passo o dinheiro para ele, se ele não conserta o gerador nem faz funcionar o sistema de boletim eletrônico é por culpa dele, Os jornalistas devem perguntar para ele. Então fazemos a pergunta:
- delegado Paulo Cesar, onde está o dinheiro que o secretário Aldo Ferreira passou para a Delegacia Geral, com a finalidade de consertar o gerador e o sistema de boletim eletrônico do Ciosp do Pacoval?
Embaixador da Argentina chega na quinta.
O embaixador argentino Juan Pablo Lohlé, chega nesta quarta-feira para uma visita oficial de promoção comercial no Estado do Amapá.
O diplomata vem a Macapá a convite do secretário de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, Sebastião Rosa.
Juan Pablo Lohlé desembarca no Aeroporto Internacional de Macapá, na tarde desta quarta-feira, 27. Na quinta-feira, 28, será recebido pelo governador Waldez no palácio do Setentrião. Logo em seguida, concede entrevista coletiva à imprensa. À tarde, o embaixador reúne com empresários amapaenses no auditório da Associação Comercial e Industrial do Amapá (Acia) para falar sobre oportunidades de negócios entre o Amapá e Argentina. (Com informações do DCN)
NOTINHAS
O governador Waldez Góes foi o primeiro governador do Estado a ser reeleito, em primeiro turno, com 54% dos votos, sendo o mais votado em todos os municípios. O que está acontecendo na Setrap explica como isso foi possível. Os alunos e as alunas do curso de odontologia da FAMA, o único no Estado estão festejando o projeto do deputado Paulo José que obriga a instalação de gabinetes odontológicos nas escolas públicas. O promotor Evilásio Alexandre, da comarca de Eusébio, pertinho de Fortaleza, entrega hoje a denúncia contra o procurador aposentado pelo Amapá, Ernandes Lopes Pereira, que matou com um tiro na cabeça um delegado de Polícia do Ceará. O secretário de Comunicação do Governo do Estado, Marcelo Roza, encontrou uma justificativa para a presença de Marília Góes na reunião do “Renda para Viver Melhor”, na sexta-feira. Marcelo disse ao jornal Folha de São Paulo que Marília está de férias e foi convidada. Mas há controvérsia: ela se apresentou como “Marilia Góes, secretária de Inclusão Social, delegada de polícia e mulher do governador”. O secretário de Segurança comprou trinta e duas motocicletas para o combate aos criminosos que se utilizam de motos para praticar assaltos. É bom alguém anotar para se ficar sabendo quanto tempo essas motocicletas irão durar. Já escrevi sobre isso, a tortura durante a ditadura militar. Agora o tema volta à discussão. No meu entendimento, todo torturador é covarde. Ele derrama sua sanha contra pessoas indefesas, dominadas, sem a mínima condição de reação. Leia o que o Milton Pomar escreveu sobre o assunto. Está em Notícias. Dalberto de Morais de Oliveira foi exonerado do cargo de delegado federal do desenvolvimento agrário no Amapá. Se tentarem meter na sua cabeça que uma administração municipal só dá certo quando o prefeito é aliado do governador. É mentira. Se os dois já estão juntos há muito tempo e a saúde está falida, a educação chegando perto a dignidade em baixa, pior ainda. Um administrador, ou administradora decentes sozinhos, é bem melhor que mal acompanhados.



26-08-08

Juiz pára obras eleitoreiras no Jari.

Deu na A Gazeta
“Marvulle: “A prefeitura teve quatro anos para fazer a obra e não fez, então ela não é uma emergência”
O juiz Valcir Marvulle, responsável pelo Cartório da 7ª Zona Eleitoral, suspendeu três obras licitadas pela Prefeitura Municipal de Laranjal do Jari. As obras embargadas são do contrato Nº 010/2008, para a construção de uma escola de ensino fundamental em Conceição do Muriacá no valor de R$ 146.141,18, contrato Nº 011/2008 para a realização de serviços de terraplanagem e cascalhamento de vias públicas no município no valor de R$ 146.350,00, e a outra é referente à construção 1100 casas no conjunto Residencial Cajari II, no valor de R$ 17 milhões.
Parou por quê?
O arquiteto da Secretaria Municipal de Obras do município, Roberto Perez, que também foi analista técnico de Avaliação e Orçamento do Processo Licitatório da construção das casas do Cajari II, a suspensão ocorreu em julho. Quanto ao motivo do embargo da obra, de acordo com ele, foi porque foi devido às obras coincidirem com o período eleitoral. A reportagem entrou em contato nos últimos dias com o diretor de Planejamento da Secretaria Municipal de Administração, Jonny de Jesus Batista, no sentido de esclarecer a data da licitação dos Contratos 010 e 011/2008, bem como dos recursos repassados para execução das obras. Contudo, ele não foi localizado.
Por que parou?
O juiz entendeu que as obras poderiam ser feitas há quatro anos e não foram. Logo subentende-se que não são emergenciais, podendo neste caso esperar o processo eleitoral passar. “Foi dado o direito de defesa à prefeitura para, no prazo de 15 dias apresentar o contrato licitatório para ver se foi feito tudo dentro da legalidade a licitação, se houver irregularidade, quem praticou vai arcar com as conseqüências, mas de qualquer forma as obras estão suspensas”, finalizou o juiz”.
Comentário - Que belo exemplo o desse juiz. Vai chegar um tempo, deve demorar bastante, em que as obras de governo serão apenas de manutenção, ou dê emergência, quando de anos eleitorais. Assim, nenhum vigarista governante vai poder enganar o povo com obras eleitoreiras.
Venha a nós, sim. Ao vosso reino, nada.
Reações percebidas no interior das campanhas para a Prefeitura de Macapá, mostram que alguns candidatos estão descobrindo o óbvio: nunca passaram de coadjuvantes no filme sobre o controle do poder no Estado, que tem como protagonistas Jorge Amanajás, Waldez e Marília Góes. Sarney lidera todos eles e Roberto Góes é um beneficiário temporário desse esquema, até porque não tem “luzes” suficientes para entrar no primeiro time. O resto é coadjuvante quando muito, porque alguns não chegam nem a isso, são apenas figurantes, remunerados por verbas públicas, ou não.
Essa “descoberta” parte de uma constatação: Dalva Figueiredo, Fátima Pelaes e Moisés Souza fazem parte do bloco que apóia o governador em todos os momentos, mas Waldez se decidiu por Roberto Góes e seus aliados vêm sendo tratados como adversários, “às vezes como inimigos”, disse o assessor de um deles hoje pela manhã. Que ninguém se engane: a probabilidade maior é de que, no segundo turno, todos se juntem em torno do candidato do governador, seja qual for, para não perder os cargos que detém no governo. O troco pode vir mais na frente, quando Waldez tentar o Senado em 2010.
Os adesivos no Superfácíl, a resposta.
"Caro Corrêa Neto,
Gostaria primeiramente de cumprimentá-lo pela disposição de fazer de seu site um espaço democrático através do qual as pessoas podem opinar a respeito dos assuntos mais variados.
Aproveitando a liberdade que você oferece aos seus leitores, gostaria que me fosse concedido direito de resposta em relação à nota postada em 24 de agosto, denominada “uso exclusivo para os amigos”, na qual você afirma que só é permitido acesso de veículos ao estacionamento do Superfácil zona norte aos que estiverem com adesivo do candidato da coordenadora, e que tal conduta estaria sendo cumprida por vigilantes por ordem minha, Eliana Borges. Ouso discordar do que foi dito, e desafio qualquer pessoa a provar que eu tenha adotado essa postura, afinal, na condição de Coordenadora de uma instituição democrática e acessível como o SIAC Superfácil, jamais iria me opor aos princípios básicos da referida entidade, que são os de garantir o acesso dos cidadãos aos serviços ali oferecidos e atender a todos com a mesma atenção. Se tal conduta não fosse por eles (os cidadãos) seria por mim como profissional dedicada que prezo ser. Quanto ao uso do adesivo em meu veículo, não vejo nenhum impedimento para tal, tendo em vista que vivemos em uma sociedade democrática, em que todos têm direito de fazer suas escolhas de forma livre e independente. Por derradeiro, entendo que o momento eleitoral é propício para o surgimento dos mais variados tipos de denúncias, umas verdadeiras, outras não. Por isso mesmo, sugiro a você, como jornalista renomado que é, que procure sempre oferecer aos acusados em geral, o direito ao contraditório.
Um abraço,
Eliana Nascimento Borges
Gerente Geral SIAC/Super Fácil Norte.
Nota da redação - O site mantém o que foi dito. Um funcionário entrou com o carro, no estacionamento dos servidores do órgão, o vigilante pediu para ele sair porque estava com o adesivo de outro candidato que não o da gerente, e disse que era ordem dela.
Prefeito quer mostrar que Marília mentiu.
O prefeito João Henrique mandou seu secretário de Planejamento fazer um levantamento completo de todos os recursos repassados pelo Governo do Estado para a Prefeitura de Macapá. “Ele quer ver se encontra os R$ 12 milhões que a secretária Marília Góes disse, na reunião com as mulheres do Bolsa Família estadual, na sexta-feira, que foram repassados para a Prefeitura no dia 5 de junho”, falou uma assessora do prefeito hoje pela manhã. Seriam “para consertar a cidade, e ele não consertou”, disse Marília. O resultado da pesquisa sobre as verbas vai ser encaminhado para a imprensa do estado que, com raras exceções não a publicará.
Na verdade o prefeito da capital há algum tempo vem reclamando do que ele mesmo chamou de “golpe do convênio”, supostamente aplicado pelo “parceiro” Waldez. João Henrique contou que perto da eleição de 2006, foi chamado para assinatura de convênios, mediante os quais o governo repassaria dinheiro para a Prefeitura trabalhar e deixar a cidade em condições. Foi feita uma enorme festa. - ô gente p’ra gostar de festa – os convênios foram assinados, a imprensa deu total cobertura. E o povo, bobão como sempre, acreditou em tudo e reelegeu o Waldez. Passada a eleição, João Henrique disse que cansou de cobrar o repasse do que tinha sido acertado, e nada. Saiu uma parte pequena e o resto ficou no calote. Agora ele quer mostrar que Marília mentiu.
Saúde de primeiro mundo, só na TV.
Vi num programa do horário político, ontem à noite, um posto de saúde lindo. Era um médico simpático, atencioso, uma mulher e uma criança felizes bem atendidas. Por alguns instantes me senti na Dinamarca, mais rica, ou em Cuba, onde as instalações são mais pobres, mas a qualidade do atendimento é de primeiro mundo, tanto que os americanos que sofreram problemas graves inalando gases na catástrofe das Torres Gêmeas, estão se tratando lá. Despertei do ligeiro sono e vi onde estava, mas aí imaginei que, se aqueles quarenta milhões surrupiados da compra de remédios tivessem sido usados para a finalidade, bem que os postos poderiam ser parecidos com aquele que o candidato mostrou. Pelo menos alguns deles.
O preço de uma medalha olímpica.
Brasil gastou entre 2005 e 2008, R$ 654,7 milhões preparando os atletas para a Olimpíada de Pequim. Todo esse dinheiro rendeu um quadro de 15 medalhas. Ou seja, tirando o César Cielo, da natação, cujo treinamento foi custeado por seus pais e pelos Estados Unidos. Dividindo esse valor pelas 14 medalhas, de vez que a de Cielo não conta, cada medalha custou ao país pouquinho mais de R$ 4.7 milhões.
A pergunta;
- valeu a pena?
A resposta:
- à rigor, não. Bem aplicado esse dinheiro poderia produzir um salto de qualidade na vida dos mais pobres. Porém, levando-se em conta que, se o dinheiro não tivesse sido gasto com os atletas, se é que foi, seria roubado pelos políticos, acabou valendo sim.
Pessoal do Instituto na caça ao voto.
Eram dez horas da manhã de hoje. O cidadão entrou no Instituto da Floresta, quase completamente vazio e perguntou para um dos poucos servidores que se encontravam no local.
- Para onde está todo mundo?
- Tá todo mundo p’ra zona norte, foi a resposta.
- Como zona norte? Não é o Rurap que fica lá?
- Não. Não é nada disso. É a campanha mesmo, insistiu o servidor.
- Mas que campanha, homem?
- A campanha eleitoral, só. A coisa parece que tá feia para o candidato dos “homi”, lá para a zona norte, e todo mundo está indo pra lá. Hoje, amanhã e depois.
E ainda tem gente que acredita.
Por mais sofrido e solicito daquele dinheirinho pago para pintar o muro, pendurar a placa, hastear bandeira e cartazes, pagar conta de água e energia, comprar comida, gás, receita médica e por aí vai, tenho a confiança de que a consciência cidadã e política do nosso povo prevalecerão. Esse candidato que tenta tornar ... a vida (ou pelo menos a visão) dessas pessoas, que hoje necessitam de uma pequena ajuda, em troca da promessa de ter seus votos, irá tentar reaver toda essa dinheirama gasta na campanha milionária e aí começa o ciclo vicioso e maligno do sofrimento geral de nosso povo. Se por uma necessidade extrema o eleitor precisar desse dinheirinho, pegue, ele é seu, pois ele (o candidato comprador de votos) já pegou ou irá pegar de volta tirando da compra de remédios, tirando do investimento em saúde, educação (merenda escolar), segurança pública, etc... mas saiba, este candidato não tem como saber se você vota ou não nele. O voto é secreto.
Candidato compromissado e com competência para administrar Macapá não compra votos, comparece aos debates, não usa máquina pública para se eleger, não coage pessoas contratadas por firmas ou pelo Estado, não omite seu sobrenome (ter vergonha de suas origens mostra a mais profunda fraqueza traindo sua própria família), não faz uso abusivo do poder econômico mandado colorir a cidade.
Caro Corrêa, peço sigilo, sou funcionário público e hoje vivemos uma implacável perseguição se não jogarmos do mesmo lado do partido de nossos chefes.
Comentário – É bom não perder a certeza de que tudo pode ser diferente. Pouquinho hoje, pouquinho amanhã as pessoas vão percebendo o grande equívoco e corrigindo as coisas. É só não parar de lutar.
Conversas na Federal.
Ontem, depois de ter sido detida pela Polícia Federal na sede da Associação dos Moradores do Novo Buritizal, sob suspeita de estar realizando uma reunião do programa Bolsa Família, usando seu cargo de coordenadora para obter votos, Benedita Góes foi levada para a Superintendência do órgão. Antes de ser ouvida em depoimento, ela conversou longamente com Nelson Adson e Gláucia Oliveira. Gláucia é funcionária da Federação Amapaense de Futebol e ele é procurador do Estado. Era hora de expediente para funcionários públicos, como Nelson.
NOTINHAS
Uma pérola dita pelo locutor esportivo Agord Pinto hoje pela manhã: “o Brasil só desenvolve em períodos de ditaduras”. E mais: “durante as ditaduras as pessoas se tornam mais nacionalistas, cantam o hino nacional todos os dias”. Atenção marqueteiros, o nome do candidato do governador é Roberto Góes, não é só Roberto. Vai ser difícil a candidata Fátima Pelaes manter o Gilvam fora do programa dela. Se entrar ela cai nas pesquisas. Depois vai ser mais difícil, se eleita, mantê-lo fora da Prefeitura, e aí vem a lembrança da devastação que ele e seu grupo fizeram na Prefeitura de Santana, Funasa, Secretaria de Obras do Governo e na Secretaria de Saúde do Estado. Os programas melhoraram bastante na segunda-feira. Já dá para avaliar conteúdos, que é o mais importante em uma campanha eleitoral. A coluna do Balalão, que é o apelido de infância do jornalista João Silva, tem agora, além do “comentário abalizado”, notas pequenas sobre assuntos diversos. Ficou muito bom e nós, os leitores, saímos ganhando. Eleitor brasileiro quando vê a campanha do TSE na televisão, deve pensar que compra de votos, mandato usado em benefício de político desonesto, só acontece em Marte. O nível está muito alto para a ignorância nacional. Não é que alguém precise ser “doutor” para administrar um município, mas é importante que saiba, pelo menos, ler e escrever. Então: qual o nível de escolaridade de cada candidato à Prefeitura de Macapá? Quem souber, informe, por favor. Uma das melhores notícias deste início de semana vem da Assembléia Legislativa. É um projeto de lei que determina a instalação de gabinetes odontológicos em todas as escolas públicas. É um extraordinário avanço na saúde das crianças e garantia de emprego para os profissionais da área que estão saindo das faculdades. Leia em Notícias. Ainda não ouvi um candidato, um apenas, que tenha dito que é um pilantra e só quer se eleger para se dar bem. Ora pois. Anote e depois de eleitos verifique quantos vão escapar.


Não importa quem o povo escolha, desde que seja alguém decente, com um mínimo de competência para fazer a vida ser melhor neste lugar.

25-08-08

“Pai Waldez”.

Essa linha que deveria separar o público do privado, ou é tênue demais ao ponto de não ser percebida pela conveniência de certas pessoas, ou é olimpicamente ignorada por elas. E aí dá no que dá.
E então se repete o que é contado sobre um velho político que, ao tomar posse, se trancava no gabinete, tirava uns trocados do bolso e jogava dentro do cofre onde estava o dinheiro público. Misturava tudo e depois comentava com ele mesmo:
- pronto. Como está tudo misturado não dá mais para saber o que é deles, do povo. Então é tudo meu, tudo meu. E passavam a agir como se o dinheiro público e o deles, em particular, fizessem parte do mesmo bolo.
Me senti meio que desamparado quando ouvi a gravação e li na degravação o que a secretária Marilia Góes falou durante o encontro com as mulheres que recebem benefícios do programa Bolsa Família Cidadã, que hoje tem o nome de Renda Para Viver Melhor”.
- “Desde que assumiu, o Waldez tem sido um pai para esses prefeitos”, foi o que disse a secretária Marilia Góes, sugerindo, quem sabe, um sentimento de gratidão dos citados alcaides, diante da “bondade do paizão”. Mas como assim? Os recursos repassados para os municípios saem da conta pessoal do governador ou é dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos? Se é dinheiro particular o Waldez vai ter que explicar para o imposto de renda de onde o tirou, mas se é dinheiro público, e certamente é, ao repassar para os municípios ele não está sendo “pai” de ninguém, está apenas cumprindo a sua obrigação como governador.
Usar dinheiro público pára se fazer credor da gratidão das pessoas que são as verdadeiras donas dele, é tão mesquinho e desonesto quanto se apropriar de qualquer outra coisa que não seja sua.
Grupo Sarney vai mal em São Luiz.
Nem dá para dizer que o povo de São Luiz do Maranhão esqueceu do que a oligarquia Sarney fez por lá, durante os quarenta anos que dominou o poder no Estado. A pesquisa do Ibope, divulgada ontem, mostrou que os quatro candidatos à Prefeitura da capital ligados ao grupo estão assim na preferência popular: Raimundo Cutrim, DEM, tem 4%; Gastão Vieira, PMDB, 4%; Pedro Fernandes, PTB, 1% e Waldir Maranhão, PP, 0%. Os quatro, juntos, somam 9%.
Acima deles estão: João Castelo, PSDB com 47%; Clodomir Paz, PDT, 11%; Cleber Verde, PRB, 7% e Flávio Dino, empatado com Cutrim, com 4%. Os votos não Sarney, somam 69% mostra a pesquisa.
A piada e o presidente da delegação.
No final da semana passada o radialista Carlos Lobato reproduziu em seu programa na Rádio Cidade, “uma piada que está correndo pelos bares e barbearias de Macapá”, sugerindo que a seleção brasileira de futebol perdeu a vaga na Olimpíada, para a Argentina, porque o presidente da delegação não era o Roberto Góes.
Hoje no mesmo programa, Lobato levantou uma questão séria, sem piada: “os candidatos precisam entender que ter sido presidente da Assembléia, ou da Comissão de Direitos Humanos ou ter trazido recursos para o Estado, não tem nada a ver com a eleição para a Prefeitura de Macapá”. Foi dito e se tornou a base da discussão que exigia projetos, idéias, intenções, e debates sobre o que fazer como prefeito. E foi tão bom ouvir essa linha de raciocínio, que esqueci de perguntar qual a contribuição que ser presidente de uma delegação de futebol pode trazer para o bom desempenho do prefeito de uma cidade como a nossa. Procurei e não achei a relação entre as duas coisas.
Açaí: o Monavie já está aqui.
Sobre seu artigo desta semana, o economista Charles Chelala recebeu o seguinte:
- “Parabenizo-o pela forma brilhante de escrever. Li seu artigo no último domingo no Jornal do Dia. GOSTEI. Gostaria apenas de ressaltar algumas informações sobre a indústria Mona.vie que hoje já atua no Brasil, desde do dia 28/06/08, distribuindo o suco por ela fabricado. Sou, como alguns, um distribuidor independente atuando tanto na área de vendas como de cadastro (construção de rede de consumidores) baseado no conceito de mercado denominado Marketing de Rede, que o Senhor como economista deve conhecer de cadeira. Com relação ao produto, trata-se de um suco, composto por um mix de 19 frutas entre elas o açaí, com um peso maior, e o cupuaçu, que faz parte do mix apenas da garrafa vendida no Brasil. (veja detalhes no site www.monavie.com.br). Com relação à garrafa, seu conteúdo contém 750ml de produto (portanto não é uma garrafinha) e não se compra em supermercados, apenas direto da indústria (cx com 4 garrafas) com um cadastro de distribuidor aprovado ou através do próprio distribuidor que pode também vender em unidades para aqueles que não pertencem à organização. Com relação a sua visão sobre o “nosso” açaí, concordo, mas veja que é muito mais sustentável e benéfico para a preservação da floresta, manter a árvore em pé do que derrubá-la para tirar o palmito (você entende, é claro do que eu estou falando). A empresa também mantém projetos sociais de grande importância para a sociedade. Ah, sim! Não há nenhum incentivo da indústria para que os distribuidores apregoem que o suco é uma bebida milagrosa e sim muito saudável para uma dieta alimentar rica em frutas.
Me coloco à disposição e quaisquer informações mais detalhadas, acesse o site ou ligue 08008915441 ou envie um e-mail para brasil@monavie.com”.
Cordialmente,
Alderico Pinto
96-81160240/32423352
Coordenadora do Bolsa Família é detida.
O nome da coordenadora estadual do programa Renda para Viver Melhor, que substitui o antigo Bolsa Família Cidadã, é Benedita, ou Bete, como é mais conhecida. Ela foi detida hoje pela manhã no final de uma reunião que estava sendo realizada na associação de moradores do Novo Buritizal. Ainda restavam presentes cerca de trinta mulheres idosas, supostamente beneficiárias do Bolsa Família, e seus acompanhantes. A Polícia Federal encontrou no local farto material de propaganda política, e levou a coordenadora e mais três mulheres, estas apavoradas, para a Superintendência do órgão. Nenhuma das três foi presa, permanecendo livres, conversando com os advogados da coligação de seu candidato, até a chamada para os depoimentos. A coordenadora disse estar de férias e que a reunião era de caráter político, nada tendo a ver com o programa. As mulheres também negaram se tratar de alguma coisa a ver com o programa. Depois dos depoimentos as quatro foram liberadas.
NOTINHAS
Da nota publicada nesta Geléia sobre a pesquisa GPP/Jornal do Dia, desconsiderem o que se refere á “todos os demais ficaram abaixo de 5%”. A informação estava incorreta. Desculpem. Se o que o desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos ouviu ontem do médico Ubiratan Picanço e Silva, nas proximidades da banca do Dorimar fosse dito por outra pessoa, esta teria sido presa. O médico não foi porque os dois são amigos desde a juventude. Marília mentiu. João Henrique reuniu com o procurador da PMM hoje pela manhã para ver o que fazer. A mulher de Waldez disse que em junho deste ano o prefeito recebeu doze milhões para consertar a cidade e não o fez. Alceu, tio, Petrus e Adriana Ramos, primos, são os parentes da juíza Elaynne Koressawa que disputam a eleição. Ganhei hoje um presente delicado: uma xícara com gravações de algumas das sete maravilhas do Brasil, entre elas nossa Fortaleza. Obrigado. Não é argumento. Se “todos os governos compram votos, fazem negócios em troca deles e pressionam servidores para votar em seus candidatos”, então que a Justiça impeça que façam isso. Só não pode impedir alguns e deixar o campo livre para os outros.


Vi em algum momento, na sexta-feira, uma reunião dos políticos mais ricos do lugar. Se passa um disco voador e joga a rede de pegar novos ricos, ia sobrar muito dinheiro para consertar a cidade, arrumar a saúde pública, melhorar a educação e resgatar parte do amor próprio quase perdido.

24-8-2008

Ei vida de gado!

Programa político dó horário eleitoral é feito para enganar eleitor trouxa. Do tipo que se emociona com a festa, vai às lágrimas com a encenação dos “artistas” que disputam votos a qualquer preço, porque sabem que o mandato é uma fonte quase inesgotável de riquezas a ser explorado, num país onde a Justiça sempre esteve do lado de quem tem dinheiro, poder ou os dois, de preferência.
Marqueteiro de político, e não só dos mais pilantras adora isso: fazer o eleitor chorar, rir, dançar, é com eles mesmos. E quanto mais fizer, menos tempo sobrará para que um bando de desafortunados pare para pensar que a situação está uma merda, como disse o juiz Marconi sobre a energia elétrica que chega à casa dele, e que os responsáveis por essa merda toda são aqueles caras ricos que riem dos babacas que os elegem, escondidos do lado de dentro do telão. Mas claro que existem algumas exceções. Poucas, mas existem.
Políticos há que se utilizam dos espaços garantidos pela legislação, para estabelecer debates com a sociedade, levantando questões e buscando caminhos para aliviar as pressões, promovendo avanços na qualidade de vida. Mas quem disse que a sociedade presta atenção nisso? Tem um político do nordeste que sabe muito bem o que o povo quer: “festa, muita festa. Dá festa que eles vão acabar esquecendo que seus filhos estão com fome”, ensina para seus asseclas. É o que fazem. Presta atenção no que mais se vê em programas eleitorais: muita bandeira, muita música, cenas rápidas, muita, mas muita festa, como recomenda o esperto político nordestino. É exatamente para que não sobre tempo para o raciocínio. E não raciocinando o gado eleitoral pode ser conduzido para o curral mais conveniente, onde ficará sonolento até a hora de sair para votar e dar mais quatro anos de gatunagem para quem procede dessa maneira. E vai continuar sendo assim, não se sabe até quando.
Pesquisa JD acaba sendo publicada.
Deu muita confusão, mas a pesquisa anunciada pelo Jornal do Dia acabou sendo publicada. A oposição garante que há quinze dias, os freqüentadores da banca de cachorro quente atrás do Teatro das Bacabeiras já sabiam dos números dela.
No sábado por volta das 16 horas a Justiça Eleitoral determinou a suspensão da veiculação da pesquisa, mas os advogados da coligação que entrou com a ação só foram notificados da decisão depois das 19 horas, quando no jornal só estavam os vigias. Diretores do jornal disseram que a entrega já havia sido feita nas bancas – o que pelo menos um dono de banca negou - e que a circulação não mais poderia ser suspensa. Os dados da pesquisa GPP apontam Roberto Góes na frente com 35%, Camilo Capiberibe com 24 e os demais, todos, com menos de 5 pontos percentuais, o que contraria totalmente a pesquisa divulgada pelo Ibope.
Da promessa à realidade.
Se o eleitor acreditar rigorosamente em tudo o que os candidatos falam nos programas eleitorais, Roberto Góes já é o novo prefeito de Macapá. A idéia de criação de subprefeituras nos bairros da zona norte e da zona sul, e a divisão da cidade em áreas que serão entregues à uma zeladoria que terão equipes exclusivas para cuidar de cada setor é ótima. Tudo muito bom, idéias ótimas, mas vamos para o outro lado da questão.
Roberto Góes é o líder do governo de Waldez Góes na Assembléia Legislativa, é primo do governador e um de seus mais próximos interlocutores. Roberto é participante e responsável por tudo o que aconteceu neste Estado e nesta cidade de Macapá nos últimos seis anos. E sendo assim, tem a ver com a crise da saúde pública, a da educação, a falência da CEA. a péssima qualidade da água oferecida pela Caesa, a insegurança pública, o caos nos transportes coletivos, a degradação do ambiente urbano como a buraqueira, por exemplo. Afinal de contas foi estabelecida uma parceria entre o Governo e a Prefeitura de João Henrique. Por que os problemas da cidade não tiveram a atenção dos homens do governo? É a pergunta que deve ser feita. E uma segunda: uma das principais figuras de um governo que deixou no abandono 63% da população do Estado, tem como oferecer garantias de que vai fazer exatamente o que está prometendo nos programas de televisão? Se apesar de tudo isso o candidato conseguir executar pelo menos uma parte de suas promessas, Macapá estará tomando o caminho de uma cidade tratada com respeito por seus governantes, o que não vem acontecendo hoje.
A impressão de quem vem de fora.
Numa audiência recente no Ministério da Justiça, o ocupante de um cargo no alto escalão que visitou recentemente a capital do estado, lamentou a situação em que viu Macapá. Disse, mais ou menos com essas palavras, que não dava para admitir que um estado com tantas belezas naturais, um povo tão bonito tenha que enfrentar tanto descaso, com ruas esburacadas, lixo acumulado, serviços públicos como a saúde, tão ruins. Pediu desculpas aos presentes, mas disse que o que viu lhe causou tanto mal estar que não tinha como ele ficar calado. E não falava por ofensa, mas por constatação.
Se é ruim para os moradores, devia ser ao menos vergonhoso para os administradores públicos do estado. A imagem passada pela Beija Flor na Sapucaí não resiste a nenhuma passeada pela capital. Não são poucas tintas que conseguem encobrir a incompetência da prefeitura e do governo do estado. E olha que a falta de dinheiro não pode servir de desculpa. O orçamento da Prefeitura não é pequeno: são R$ 350 milhões anuais.
Uso exclusivo para os amigos.
No estacionamento de funcionários do Superfácil da zona norte, carro com adesivo de candidato só entra se for o do candidato da coordenadora, Eliana Borges. De outro candidato, ou tira o adesivo ou não entra. A ordem é dela, informa o vigilante. O estranho é que todos os demais candidatos à Prefeitura de Macapá, à exceção de Lucas Barreto, que rompeu recentemente, Camilo Capiberibe e Joinville Frota, são da base de apoio do governador Waldez Góes. Nem os adesivos deles entram.
Denúncias em Calçoene.
O juiz eleitoral da comarca de Calçoene, Eduardo Navarro, deve iniciar investigações sobre denúncia de coação que envolve o candidato e atual prefeito Jorge Récio. A denúncia que chegou a justiça eleitoral é de que ele estaria, sob ameaça, obrigando a guarnição da Policia Militar de Lourenço a promover campanha eleitoral a seu favor. A proposta teria sido recusada pelos militares, e por isso o candidato supostamente ameaçou transferi-los para outras regiões remotas, e interferir para que não recebam benefícios como diárias. O caso esta sendo apurado pela Justiça Eleitoral.
A reunião de dona Marília.
Dona Marília Góes, aquela senhora que “fala o que pensa e diz na cara, olhos nos olhos”, reuniu as mulheres do programa Bolsa Família e fez um discurso de 48 minutos, para uma platéia que deve ter saído de lá acreditando que o dinheiro do pagamento dos benefícios, sai da bolsa da secretária/delegada ou do bolso de seu marido, o governador. Como regente de uma orquestra bem ensaiada, regeu o coro formado pelas mulheres, e repetiu com elas o número de seu candidato à Prefeitura de Macapá, o que pode ser legal ou não, mas aqui, se não for é consentido.
Dona Marília se anunciou como secretária de inclusão social, como delegada de Polícia e como mulher do governador Waldez Góes, antes de pedir, da forma mais explícita que se possa imaginar os votos das mulheres e de seus familiares para o seu candidato.
Os quarenta e oito minutos da fala de Marília foram gravados. Na hora em que estava acontecendo a reunião, o Tribunal Regional Eleitoral recebeu a denúncia, mas não tomou nenhuma providência. Os denunciantes foram mandados para a Polícia Federal, onde receberam informações de que os agentes só saem por determinação do TRE. E o flagrante não foi feito, mas o teor do discurso de dona Marília Góes, está publicado aqui.
NOTINHAS
Assessor de imprensa só volta a ser jornalista quando deixa de ser assessor. Sem demérito nenhum, o assessor é um jornalista contratado para escrever sobre o lado positivo de quem o contratou. É uma profissão digna como outra qualquer, menos quando o assessor exagera, e mente. Alguém tem dúvidas sobre o verdadeiro motivo que levou o advogado do procurador aposentado Hernandes Lopes Pereira, que matou um delegado de Polícia no Ceará, a pedir a transferência do processo para Macapá? Eu imagino. Político candidato ainda não descobriu que, propaganda volante com o carro passando a sessenta quilômetros por hora, não justifica o dinheiro pago pelo serviço? Ninguém entende nada. Sábado às 17h30min, o locutor da Rádio Antena1 FM transmite um apelo do Hospital de Emergência, pedindo que algum médico, qualquer um, compareça à unidade onde “tem uma criança com o braço quebrado precisando de atendimento”. Se eu tivesse de votar exclusivamente baseado no que vi nos primeiros programas de televisão dos candidatos à Prefeitura de Macapá, votaria na Fátima Pelaes. Tem sido a mais convincente. Ainda não há uma posição oficial do Ministério da Saúde sobre reinício das obras do Hospital do Câncer que pode virar Hospital Regional. A possibilidade de que a ordem ocorra em breve, existe, mas ainda não foi dada. Jornalista tem a obrigação de não esconder informações do público, mas jornalista não tem rádio, jornal ou televisão. Dono de jornal, rádio e TV têm a mesma obrigação, mas esconde. A charge do “xô Sarney” que o Ronaldo Roni criou, e rendeu muitas dores de cabeça ao “coronel” e muitos processos aos jornalistas, está sendo usada em Lauro de Freitas, no interior da Bahia. Ligeiramente descaracterizada. Já começaram a falar em “cota de parentes” para políticos. Por enquanto estão dizendo que não querem porque “isso é um absurdo”, mas depois vão aceitar. Alguém duvida? Concurso pública no Brasil é para pobre, parente de figurão entra pela janela