| 12-9-09 COMO NAS DITADURAS O que era para ser sigiloso se tornou público. A fonte, do próprio governo, aproveitando-se da confusão armada por RG, depois da agressão ao deputado Camilo Capiberibe [PSB], nas dependências da AL, confirmou a existência de uma “investigação sigilosa” cujo objetivo é colher “informações que comprometam ele e família, [paié mãe], impedindo-os de participar da eleição ano que vem. Por sinal que naquele grosseiro entrevero RG usara uma linguagem nada civilizada para anunciar seu intento: “nós [governo] estamos preparando um “trolho” contra você, sua mãe e seu pai. Traduzindo: “ trolho”, o vernáculo marginal, oriundo da periferia, quer dizer armação, arapuca, armadilha. Ignorar ou abster-se da análise lógica dos fatos, tem sido uma constante na mídia local, toda ela comprometida pela irrigação do “mensalinho”. O “mensalinho, vocês sabem, é o antigo jaraqui, responsável pelo emburrecimento da mídia, tirando-lhe o direito de pensar. A vida ensina as pessoas de bom senso que declarações absurdas, arrogantes, indecorosas e antidemocráticas, como essas, venham de onde vier, devem receber imediata e uníssona reprovação de todos, da mídia em particular. Não por ser um fato que afeta os Capiberibes, como devem imaginar, maldosamente, a “tropa de choque” governista, blogueiros e jornalistas que em público fazem o discurso de oposição e no privado torcem pela falência da oposição, convocados ao time da “boquinha”. Trata-se de uma questão que diz respeito à cidadania e à democracia. Algo que nos levou a lutar contra a ditadura, a corrupção e à falta de ética. Segundo a dita fonte, duas pessoas terão papel inglório de cascavilhar a vida dos socialistas. Um jornalista e alguém da intimidade do poder [delegada], que se encarregaria do trabalho sujo de devassar a vida da família do deputado para ser usado nos tribunais, impedindo-os de disputar as eleições em 2010. Foi assim em 2006 quando Gilvam e Sarney armaram aquela história abjeta da compra de voto pelo ex-senador, que acabou custando o seu mandato e de sua mulher. O mesmo que Gilvam ocupa sem legitimidade e constrangimento transformando-o em membro da “tropa de choque” do maranhense. Conheço WG de longa data e militância politica, daí custar crer que esteja por trás desse procedimento espúrio, mais próximo dos métodos de Sarney doque dos seus. O governador não deve ter esquecido que deve sua primeira eleição a decisão do PSB de apoiá-lo naquela eleição, que acabou na perda do mandato dos Capiberibes e no rompimento e uma aliança política exitosa com o PT. Ações clandestinas como a que se propõe fazer setores radicais do governo, sem autorização judicial, são consideradas crime. Caso verdadeiras as denuncias nascidas das entranhas do poder, como parece ser, por ter sido, feita de viva voz pelo ex-deputado, na presença de testemunhas, reporta a Historia das ditaduras que dominaram muitos países por longos períodos usando de forma ilegal o aparelho do Estado corrente nos regimes ditatoriais. A DIP sob Vargas, a SS sob Hittler, o SNI da Ditadura Militar, os serviços secretos russos, para ficar nesses, são bons [ou péssimos?] exemplos que temos obrigação de banir do convívio democrático. Lembro que o ex-governador Capiberibe carrega, até hoje, a mentira de ter comandado um Estado policial, perseguidor e revanchista, segundo mandou espalhar Sarney com a ajuda eficiente de sua tropa de choque. Quem acompanhou aqueles anos, sabe que o PSB fechou a torneira da corrupção herdada do governo anterior, desagradando um número expressivo de “empresários” acostumados a construir seu patrimônio com os recursos públicos. Alguns da construção civil, que em off , naturalmente, se recordam da correção das licitações do governo, decididas “na mesa” segundo jargão da categoria, declararam-se felizes com o novo ambiente criado pelo PSB.. E assim aconteceu na área de serviços e com a imensa rede de distribuição de recursos públicos operado pelos caixas escolares e da saúde, autorizados a comprar no próprio bairro, sem burocracia, insumos necessários ao funcionamento do sistema, tornando-o ágil e eficiente. Os Poderes, acostumados a ter do orçamento público valores além de suas necessidades, sem prestar conta, foram chamados a negociar novos valores, fato considerado como desacato e desrespeito por membros desses poderes. Foi o primeiro governo brasileiro a implantar um programa de governo baseado no desenvolvimento sustentável, depois seguido pelo Acre. Obviamente os ignorantes fizeram troça e ironizaram inventando o “ chá de camapú e o patê de chicória”. Tudo movido pelo ódio e pela ignorância em estado bruto.Por fim brigou com os “sujeiros” que queriam desmatar o Estado, um dos mais preservados da região. Esse comportamento novo, esse grupo de ações visava preservar o interesse público. Garantir recursos [poucos naquele momento de crise econômica crônica] para corrigir e ampliar a rede de proteção social das minorias excluídas. Por desagradar gente poderosa, empresários que não querem correr risco, cujos negócios dependem mais do governo que da capacidade de autossustentar-se, que o governo Capi leva a pecha de “perseguidor” e acabou desafeto dos poderes e empresários, que hoje decidem quem deve ou não ganhar eleição no Amapá. Por isso entendo que essa decisão não é só de WG. Mas principalmente do poder subterrâneo que nos domina, som o comando de Sarney, batizado “harmonia, que tudo fará para impedir que os socialistas retornem ao poder. Daí não espantar essa “investigação sigilosa”, em muito semelhante, como disse, às dos regimes de exceção. Ademais é flagrante que o Estado continua se desviando de suas finalidades fundamentais. Essa ação marginal, chamada de aparelhamento do Estado, desvia o governo de sua obrigação para com o cidadão e passa usar os recursos públicos em favor de grupos de apoio político e estabelece controle de minorias ignorantes, hoje maioria no Estado. O aparelhamento do Estado, portanto, é uma prática abominável, ainda mais quando usado para satisfazer sandices de gente despreparada para a democracia. Essa “investigação” é uma entre tantas, que não tem rosto, nomes e motivação legal. É só um desvario de poder, de alguém que não sabe sequer do que se trata.
POUCAS E BOAS É vero o conflito WG versus Gilvam Borges.O bochicho está
formado e esquenta com proximidade do processo eleitoral+++ Era previsível
que isso acontecesse. Com um adversário do porte de Capibaribe,
com pelo menos 30% da preferencia eleitoral, as chances de ganhar duas
vagas é quase zero+++ Gilvam é um candidato talhado a
machado. Esperar lhaneza nessa disputa é acreditar que anjo tem
sexo+++ Enquanto WG concentra suas ações em Macapá,
o candidato de Sarney faz estrago no interior+++ Governistas estão
horrorizados+++ O Brasil [ o time] é uma metamorfose ambulante.
Quando menos se espera se transformam+++ Enquanto isso los hermanos
patinam e correm o risco de ficar fora da Copa do Mundo+++ Novecentos
milhões são novecentos milhões. Uma grana e tanto
máximo em final de governo+++ Resta saber se o BNDS vai correr
o risco. Afinal as eleições batem à porta+++ Depois
resta saber se o governo apresentou os projetos necessários a
liberação desses recurso, um dos problemas do governo+++
É recorrente o chororô do secretariado municipal contra
a falta de recurso para viabilizar seus projetos [?]+++ Nem tanto. As
obras, eleitoreiras, é verdade, estão à pleno vapor+++Depois
fala-se {à conferir] numa frota de veículos recém
contratada junto a um aliado da harmonia.+++ O líder socialista
Randolfe Rodrigues [PSOL] aterrissou. Saiu do transe de ser senador.
Agora trata de coisas terrenas como o que fazer de seu projeto político.
Melhor assim+++ Drama igual só o de Nogueira [ PT ] , prefeito
santanense. Deve ter chegado a realidade que o PT de antes não
existe mais +++ Hoje o partido da estrelinha só faz o que Sarney
manda. O melhor é tratar da vida+++ Essa gente que faz a mídia
do poder tem um traço comum. Além da arrogância
é mentirosa. Nos tribunais reage como se esse poder é
infinito. Depois que está acima da lei, não se sabe bem
porque+++ Curte a certeza suprema que pode ofender as pessoas [ adversários],
sem prestar conta a justiça+++ Por falar nela corre rumores que
juízes de primeira instancia estão preocupados com os
rumos das decisões judiciais tomadas pelo pleno+++ É o
que dizem. Trata-se de um tema espinhoso mas necessário. Por
hoje é só. |