| 10-11-09 O tema é relevante diante da constatação da magnitude do Estado na economia do Amapá, fenômeno que atua inibindo, por vezes, o ímpeto empreendedor do jovem amapaense. A maioria destes tem como ambição suprema ser aprovado em algum concurso público. É bem verdade que esta não é uma situação exclusiva daqui. Recentemente foi noticiado que em um concurso para gari no Rio de Janeiro, 45 doutores se inscreveram como candidatos. No entanto, o serviço público não pode promover o desenvolvimento de maneira isolada, apenas induzi-lo. Esta tarefa cabe à iniciativa privada, ou seja, aos empreendedores. No Brasil (e também no Amapá) a maioria dos que se lançam em um negócio próprio o faz por “necessidade” e não por “oportunidade”. A diferença é que os primeiros empreendem por falta de opções e para buscar algum sustento, sem que tenham – na maioria das vezes – condições financeiras e conhecimentos suficientes para a empreitada. Já o empreendedor por oportunidade investe quando percebe um nicho de mercado e busca explorá-lo de maneira planejada, em condições reais de lucratividade. Essa dicotomia é uma das causas da alta “mortalidade infantil” das empresas no Brasil. No Amapá não faltam excelentes oportunidades para empreender. O momento econômico do Estado é bom e vários segmentos podem ser explorados por empresas de todos os portes, desde os recursos minerais (grandes) até o setor de entretenimento e turismo (micro e pequenos), por exemplo. Do exposto se conclui que é fundamental estimular o empreendedorismo, por meio de qualificações, apoio ao microcrédito e facilidades diversas, como preconiza a nova Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Aliás, a Lei Geral é muito boa, mas ainda tem um bom caminho para realmente fazer valer todo o seu alcance. Este
papel não é só do SEBRAE, mas do governo, das escolas
de ensino médio, das faculdades, dentre outros. Há vida
econômica fora do setor público no Amapá.
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