19-4-09

A currutela do bairro do Congós

Ano passado o Governo do Estado inaugurou um centro esportivo no bairro do Congós. O que era para ser uma iniciativa louvável, de incentivo ao esporte, virou o pesadelo dos moradores honestos e trabalhadores do bairro.

O que se espera de um centro esportivo são atividades esportivas voltadas para crianças, cursos, uma formação para uma vida saudável.

O que temos visto no centro esportivo do bairro do Congós é som alto, muita, muita bebida (inclusive consumida por menores) e roubos. Fala-se até em prostituição infantil.

Embora a currutela dure dia e noite, especialmente nos finais de semana, os maiores excessos acontecem de noite, o que é fácil perceber pela quantidade de copos plásticos, garrafas de pinga e garrafões de vinho que ficam por lá, jogados, servindo de criadoros para o mosquito da dengue.

Pode ser que eu esteja ultrapassado, mas não me parece que a prática de esporte necessite de som alto e bebida alcoólica. Tais coisas, ao meu ver, chamam não esportistas, mas bandidos e fazem com que impere o roubo, a baderna e a prostituição. Enquanto isso, as pessoas sérias, que passam a semana inteira trabalhando, ficam impossibilitadas de descansar.

Além disso, as redondezas do local se tornaram perigosíssimas. A cada dia ouvimos mais histórias de pessoas que foram assaltadas.

O mais surpreendente é que até a prefeitura tem incentivado essa currutela, ao fornecer prêmios aos vencedores.

Não basta o governo do estado montar um centro esportivo e abandoná-lo à própria sorte. Não basta a prefeitura dar prêmios, achando que com isso incentiva o esporte. Governo e prefeitura deveriam estar presentes, oferecendo cursos às crianças, mantendo a ordem, combatendo o som alto (olha o código de postura...) e prendendo a bandidagem.

Sem isso, o que deveria ser um incentivo ao esporte e à vida saudável vira uma currutela onde bandidos fazem a festa e menores se embebedam pelas ruas.




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